quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

RETROSPETIVA DE 2014 EM ESPOSENDE

«2014 EM ESPOSENDE»
RETROSPETIVA
Esposende viveu o ano de 2014 com uma grande dinâmica e acontecimentos que marcaram o nosso dia-a-dia e o desenvolvimento do nosso concelho. A Câmara concluiu algumas obras de especial importância e pôs em marcha projetos para a concretização a curto e médio prazo. O governo passou por Esposende. Por cá, passearam-se vários Ministros e o próprio Primeiro-Ministro, Passos Coelho, a inaugurar o novo Centro Educativo de Forjães. A Galaicofolia, o Festival Sons de Verão e a Feira Medieval trouxeram até nós milhares de forasteiros. As torres e o Hotel de Ofir também atraíram a atenção popular e dos “média”, pela ameaça de ruína provocada pelo mau tempo e pelo avanço do mar. Politicamente, tivemos um PSD discreto e ao serviço da maioria, um PS constrangido mas a marcar pontos na oposição ao executivo, um CDS em coligação e no apoio às políticas sociais-democratas e uma CDU do contra na Assembleia Municipal.
Este final de ano trouxe-nos um “Benjamim Pereira” a emergir, um “João Nunes” a renascer, uma “Berta Viana” a apoiar e um “Manuel Carvoeiro” a contraditar!
BENJAMIM PEREIRA [E O PSD]
Não sendo nada fácil suceder a um líder como João Cepa, pelo seu carisma, dinâmica empreendedora e visão futurista, Benjamim Pereira, está, paulatinamente a superar as expectativas iniciais. Se no início foi bastante criticado por se resguardar de mais, por não aparecer, por não falar à imprensa, os últimos tempos têm-nos mostrado um Presidente com uma nova atitude, com mais presença e com mais ação. A continuar com este percurso ascendente, começa a deixar a sua própria marca na governação do Município. Fechar o ano de 2014 com um “superavit” superior a 3 milhões de euros e uma execução orçamental a ultrapassar 90% parece-me digno de registo. Importa agora investir e concretizar os projetos em programa. Faço um balanço globalmente positivo destes 14 meses de presidência e espero ver concretizado o promissor programa de ação apresentado aos Esposendenses e maioritariamente sufragado nas últimas autárquicas pelo PSD.
PS
O Partido Socialista parece viver momentos de alguns equívocos, com divergências internas a vir a público e a mostrar algumas discordâncias entre os eleitos à vereação e à Assembleia Municipal e a estrutura politica. João Nunes parece ter renascido politicamente, mostrando uma atuação mais assertiva e atuante. Alguém que percebe de números e que tem colocado enfase nos orçamentos e contas do Município. O episódio do PDM, onde abandonou uma reunião da Câmara por discordar da metodologia da maioria, obrigando-a a retificar, deu-lhe visibilidade e credibilizou a sua atuação.
CDS
Com uma nova liderança concelhia, vem de um dos processos eletivos mais concorridos de sempre onde se bateram duas listas, uma afeta à atual vereadora, Berta Viana e encabeçada por Joaquim Escrivães e outra encabeçada por João Pedro Lopes. Esta última com grande visibilidade pública, tanto pela notoriedade do seu protagonista, como pela forma como usou as novas tecnologias para apresentar o seu programa. Por 1 se ganha e por 1 se perde, tendo a lista de Joaquim Escrivães conseguido mais 2 votos do que a sua opositora. A vereadora Berta Viana tem optado por um mandato algo discreto, apresentando propostas e apoiando grande parte das políticas da maioria e das decisões deste executivo, marcando presença pública nos eventos municipais, fazendo assim uma certa analogia com a coligação que governa Portugal [PSD/CDS].
CDU
Sem presença no executivo camarário, resta-lhe o “palco” da Assembleia Municipal onde o seu eleito tem mantido uma atuação acutilante, quase sempre muito critica às atuais politicas da Câmara, votando por regra contra os orçamentos e as contas do executivo. Manuel Carvoeiro conseguiu, ao longo dos tempos, criar a sua própria marca e um registo muito interventivo, com discursos de confrontação com o poder instalado.
PDM
A revisão do Plano Diretor Municipal de Esposende encontra-se a caminho da sua finalização, dando um claro sinal de que é tempo de olhar para o concelho com base na atual realidade, encontrando aqui respostas para o desenvolvimento económico e social.
ASSOCIAÇÕES, CLUBES E INSTITUIÇÕES
Esposende assistiu a uma grande transformação no funcionamento dos seus clubes e das suas apostas. O futebol profissional desapareceu em clubes históricos, substituído pelo trabalho com os mais novos e uma forte aposta na formação e mesmo numa diversificação de modalidades. Hoje temos o hóquei, a canoagem, com grandes campeões mundiais, o andebol, com grande sucesso, o karaté que também tem produzido campeões e várias outras modalidades a proporcionar o aparecimento de atletas de grande nível. Paulo Gonçalves, João Ribeiro e Teresa Portela, Joninhas Vilar, são exemplos de campeões Esposendenses.
MUSICA
O Coro dos Pequenos Cantores de Esposende acaba de editar o seu segundo CD, com grandes atuações em palcos de referência nacional. Há ainda um conjunto de jovens em bandas nacionais e mesmo com percursos a solo, como são caso disso Filipa Menina, Teresa Nunes, Diogo Costa e João Barbosa de entre outros.

CULTURA
Foi um ano com excecional produção literária, que contou com a apresentação de várias publicações das mais variadas áreas do conhecimento e de vários autores esposendenses, como; Penteado Neiva, Jorge Braga, Jorge Faria, Álvaro Maio, Susana Inês, Alice Costa e Ilda Daniela.
REDE SOCIAL, LOJA SOCIAL E IPSS’S
É por aqui que passa a execução das políticas sociais de apoio às pessoas e às famílias mais vulneráveis e mais necessitadas. A rede social conta com um conjunto de parceiros muito interventivos e proactivos na procura e na implementação de soluções destinadas aos mais frágeis. Uma das respostas sociais que destaco é a Cantina Social, pelo apoio às famílias que num determinado momento não têm recursos para fazer face à mais básica necessidade de um ser humano. O direito à alimentação. Muitas crianças dependem hoje deste serviço. O meu desejo é que tão breve quanto possível deixe de ser necessária esta valência, pois será sinal de que as pessoas deixam de necessitar.
UNIÕES DE FREGUESIAS
Um dos maiores fracassos da política governamental na reforma do poder local. É hoje inequívoco que estas Uniões nada acrescentaram a não ser a perda de voz das populações atingidas, a diminuição de atividades e o aumento das desigualdades. Quanto a poupanças também não vejo que estejam a acontecer, bem pelo contrário. Constato com enorme tristeza que ainda existem Presidentes de Junta que mais não fazem que assinar atestados, figurar em procissões e desperdiçar dinheiros públicos em atividades e ações de utilidade duvidosa, sem qualquer estratégia, sem uma gestão racional de recursos e com uma clara falta de atenção às prioridades e às necessidades dos fregueses. Obras, investimentos e atividades, mal se veem. Se pelo menos não desvirtuassem ou destruíssem o que de bom existia já era excelente. A tudo isto acresce uma clara inadaptação de algumas das atuais lideranças, que não conseguiram ainda, havendo mesmo quem não o vá conseguir nunca, tal a sua falta de visão, para adaptar as suas políticas às novas realidades de forma a diminuir o desinteresse dos fregueses por tudo que é “político” e politicas públicas locais. Saiam à rua e falem com as pessoas e vão entender aquilo que acabo de escrever. Claro que há exceções e vejo com agrado o esforço de algumas das Uniões para funcionar com a desejada normalidade, fruto de estratégias acertadas das suas lideranças. Por favor, não juntem um outro equívoco à asneira da extinção de freguesias levada a cabo pelo governo, ao tentar tratar igual aquilo que é, sempre foi e sempre irá continuar a ser… diferente.
Eu acredito nos nossos jovens, nos esposendenses, em Portugal e nos Portugueses e desejo a todos um excelente ano de 2015, preferencialmente melhor que este que agora terminou e, que todos atinjam os seus objetivos e realizações pessoais, profissionais e empresariais. Um abraço, com estima e consideração!
A finalizar aproveito para deixar enviar daqui votos de um ano de excelência para todos. Espero que 2015 seja um ano de OPORTUNIDADES [não de oportunistas], para os fundos do Portugal20’20, de ESCOLHAS, com as Legislativas em vista e de ESPERANÇA, com a economia a crescer e o emprego a aumentar.

MF


segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

50ª CRÓNICA NO JORNAL NOTÍCIAS DE ESPOSENDE


50ª CRÓNICA
Está prestes a completar-se um ano desde que iniciei a minha participação com uma crónica semanal neste meio de comunicação social esposendense – Jornal Notícias de Esposende.
Muito antes disso fui colaborador regular com artigos de cariz mais informativo, trazendo aqui muitas notícias, quer de acontecimentos, quer de atividades a realizar ou realizadas, desenvolvidas no nosso concelho, ou que envolviam pessoas da nossa terra.
Não sendo uma experiência nova, uma vez que há muito venho escrevendo para diversos órgãos de comunicação, em blogues e em sites, esta participação trouxe-me um outro tipo de exigências, essencialmente pela periodicidade semanal e pela regularidade com que o jornal sai para as bancas. Como ponto prévio quero deixar, desde já, bem claro que nunca cedi a pressões, nem para um lado nem para o outro. Nem àqueles que acham que escrevo a favor da direita ou da esquerda, nem a favor do poder ou da oposição, nem desta ou aquela instituição, clube ou grupo. Não escrevo para atacar nada nem ninguém, mas simplesmente para abordar de uma forma imparcial e isenta aquilo que considero que merece ser conhecido e analisado publicamente. Faço o escrutínio, comprometendo-me a mim próprio, com total liberdade de pensamento e de expressão. Assim continuarei.
Trago aqui, semanalmente, elogios, quando acho que deve ser elogiado, críticas àquilo que considero merecedor de reparos e acima de tudo, as minhas ideias, sugestões e até projetos e fico muito satisfeito quando vejo atendidas muitas das minhas propostas e sugestões.
É com especial satisfação que vejo que sou lido e comentado. Já sei que um determinado acontecimento pode ter variadíssimas leituras, dependendo do momento, do local, dos protagonistas e do ângulo em que é visto, observado e analisado. Há pessoas que podem ficar insatisfeitas com o que escrevo e com aquilo que defendo, mas a essas, posso-lhes garantir que nunca tive a intensão de atingir ninguém na sua honra ou caráter.
Aqui, limito-me a analisar e avaliar acontecimentos, atitudes e comportamentos e nunca a personalidade de ninguém. A mim interessa-me o que determinada pessoa ou instituição faz ou deixa de fazer e as implicações para a sociedade. O meu interesse vai para aquilo que é do domínio público e nunca de foro privado.
O que eu quero é contribuir para uma sociedade melhor informada, mais esclarecida e mais feliz. Para um concelho mais desenvolvido e onde valha a pena viver.
Tenho recebido questões, comentários, conselhos e sugestões de toda a índole. Nunca recebi ameaças diretas mas que há pessoas que direta e/ou indiretamente já me tentaram condicionar, lá isso há e a maior parte delas conheço-as muito bem e como sempre continuo a respeitá-las e a ser imparcial na minha escrita.
Não ignoro que o ser humano é assim mesmo; Aqueles que dizem bem de nós são os maiores, mas no dia em que disserem ou reproduzirem alguma verdade que nos pode incomodar, passamos logo a inimigos de estimação. Dos elogios enérgicos que eramos merecedores logo passamos a ser os que pior escrevemos e tudo o que escrevemos passa a ser visto como escrito contra alguém.
Garanto-lhes que comigo nunca foi, nem nunca será assim. Tenho consciência que às vezes poderei atingir aqueles que são mais sensíveis, mas como nunca discriminei ninguém, nem nunca escrevi a favor ou contra alguém, continuo de consciência tranquila, porque aquilo que me move é somente, como já referi, a realidade e a verdade de cada acontecimento.
Muitas pessoas perguntam-me se é fácil manter, sem interrupção, uma crónica semanal de uma página, num jornal local. Claro que não é fácil, porque sendo um concelho pequeno os temas não abundam e, às vezes, é necessário ser-se criativo na procura de um tema. Mas atenção, por outro lado, embora sejamos um pequeno concelho, com pouco mais de 30 mil habitantes, com 15 Freguesias, há que dizê-lo, temos a sorte de ter um conjunto de instituições com uma grande dinâmica que em permanência realizam atividades, sejam desportivas, culturais ou sociais, de grande alcance e importância, o que acaba por me facilitar a escrita. O que digo é que devido a esta forte dinâmica, quer do Município, quer das demais entidades, públicas e privadas, a maior parte das vezes, acabo por escrever em excesso, tendo quase sempre dificuldade não para preencher a página, mas para cortar o excesso de palavras e aqui sim tenho sempre alguma dificuldade em eliminar coisas que também eram importantes, mas assim acabam por não poder sair o número em causa.
Tenho também que felicitar o proprietário e diretor deste jornal pela forma amistosa como sempre me tratou, nunca cedendo a pressões, que as teve, nem nunca por uma única vez me tendo pedido ou sequer sugerido que não escreva seja o que for. Nunca me fez nenhuma referência a não ser alguns elogios em determinadas crónicas pela coragem de temas que por vezes abordo, sem olhar aos visados e ao estatuto que ostentam.
Também se impõe informar os caros leitores, que pela minha escrita jamais recebi qualquer pagamento ou simples contrapartida. Nunca me foi proposto, nem nunca o exigi. Escrevo pelo prazer que isso me dá e por sentir que há quem leia e goste da minha escrita e da forma como abordo as situações. No fundo, sinto-me satisfeito por estar a contribuir para o desenvolvimento da minha terra, do meu concelho e da minha região e por assim poder contribuir para a felicidade das pessoas.
As funções que venho desempenhando nas mais variadas áreas, tanto no setor público como no privado, desde o associativismo, nas Associações de Pais, Empresariais e Industriais, nas Autarquias, presidente de Junta e líder da banca Municipal, na imprensa e em variadíssimas áreas sociais e em muitas outras participações em organizações institucionais e associações cívicas deram-me um conhecimento efetivo do concelho, das suas instituições e da forma como gerir com grande critério e rigor, recursos públicos e recursos privados.
Aquilo que espero é que todas as pessoas que pelas mais diversas razões acabam por ser aqui trazidas entendam as minhas palavras e referências como aquilo que em determinado momento penso sobre a sua atuação. Afinal a maioria das pessoas que refiro são pessoas conhecidas, a maior parte delas minhas amigas. Por isso, desculpem qualquer coisinha!
Nesta primeira edição de 2015, publico também um balanço do ano que findou, com uma análise geral ao que considero de mais importante ter acontecido em Portugal, no mundo. Sobre Esposende, escrevo um artigo à parte intitulado «2014 EM ESPOSENDE – RETROSPETIVA».
BALANÇO DE 2014 EM PORTUGAL E NO MUNDO
Um ano excecional, com acontecimentos bem marcantes; O terrorismo ressurgiu, a Rússia agigantou-se, os Estados Unidos reforçaram a liderança mundial e até já falam com Cuba, a União Europeia elegeu novos líderes mas continua obediente à Alemanha e por cá, mais um banco faliu, a “troika” partiu, o governo subtraiu, o presidente da república sumiu e a justiça… emergiu.
Passos Coelho e Paulo Portas livraram-se da “troika”. O PR abdicou dos seus poderes, garantindo vida eterna à maioria. Salgado muito bem preparado foi ao parlamento pôr água benta na comissão de inquérito aos milhões do espirito santo. António Costa apeou António inSeguro da liderança do PS e viu a sua sombra, José Sócrates aprisionado, depois de uma vida faustosa na cidade luz. Os Chineses já controlam a energia, a banca e os seguros e os Angolanos têm forte participação nas telecomunicações, na banca, na Galp e em muitas outras áreas da economia portuguesa.
O Papa Francisco reforçou a imagem de líder à escala mundial, ganhando o respeito e a admiração de fiéis de todas as confições religiosas, de ateus a agnóstico, enfim, de todo o mundo. Com este Papa a prática condiz com dialética e com os seus exemplos de simplicidade, transparência e frontalidade.
Vimos a seleção portuguesa com uma participação desastrosa na “Copa Mundial” no Brasil e o falecimento de Eusébio, entretanto a caminho do panteão nacional. Ronaldo o melhor do mundo pela segunda vez. Enquanto na Escócia foi rejeitada a sua própria independência, na Catalunha luta-se por ela e por cá, depois do Fado e da dieta mediterrânica vimos a UNESCO elevar o «Cante Alentejano» à categoria de património imaterial da humanidade. Em África, a epidemia do ébola já levou a vida a milhares de pessoas. Em Portugal foi a “legionella” a levar à morte mais de uma dezena de pessoas.
O terrorismo ressurgiu trazendo mais insegurança e intranquilidade ao mundo, em especial à zona do médio oriente. As execuções e as decapitações, levadas a cabo pelo EI e transmitidas pela internet aterrorizaram governos e populações e obrigaram a um reforço na segurança mundial. Este foi o ano da justiça; BES e GES, Face oculta e Vara, remédio santo, vistos gold, operação marquês e José Sócrates e a sua narrativa que neste último mês centrou as atenções à volta do E.P. de Évora.
Nota: A versão editada no jornal saiu com algumas falhas/cortes. Terá desaparecido o primeiro parágrafo e o décimo nono está incompleto.

Mário Fernandes
03-01-2015

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

LUTO PELA LIBERDADE DE IMPRENSA

O fanatismo é uma barbárie.

Um abraço de solidariedade para com todos os atingidos [ontem e sempre] e para com as suas famílias.

MF


domingo, 4 de janeiro de 2015

OBRIGADO!



Um obrigado muito especial a todas e a todos, muitos, os amigos que tiveram a amabilidade de me felicitar, pela passagem de mais um aniversário. Tocaram-me os gestos de tantas e tantos amigos.
A todos, um forte abraço. Mário


sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

A QUERELA DOS GRILOS NO AUDITÓRIO MUNICIPAL DE ESPOSENDE



A "Querela dos Grilos" de Fátima Fonte e Tiago Schwabl, um ópera cómica, que vai a palco este sábado no Audotório Municipal, é a primeira de várias atividades de índole cultural, promovidas pela Autarquia para este mês de janeiro do novo ano de 2015. 


"Querela dos Grilos", que tem uma duração de 120m, entrada livre e é encenada por António Durães conta com o seguinte elenco: 


Teresa Nunes - Inspiração
Susana Lima - Coro dos músicos
Brenda Hermida - Coro dos músicos
Job Tomé - Originalidade
Inês Mariana Moitas - Figurinos
Mariana Figueroa - Desenho e operação de luz


MF


quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

VIVA 2015!




Que grande equipa, prontinha para um grande 2015!

Venha dai um ano cheio de saúde, alegria e amor. Muito amor, para dar e receber.

MF


terça-feira, 30 de dezembro de 2014

VOTOS DE UM EXCELENTE 2015




A um dia do novo ano, de 2015, desejo a todos, muita saúde, os maiores sucessos e muitas amizades. São estes os votos que formulo para os meus familiares, amigos e conhecidos. Para todos vocês, os maiores sucessos, a todos os níveis; familiar, pessoal e profissional. Um obrigado muito especial a todos os que comigo conviveram e me ajudaram a ultrapassar barreiras e que tantas alegrias me deram.

*Imagem de um local mítico; O "Miradouro da Freguesia de Curvos". Aqui, respira-se o ar puro, vive-se a natureza, avista-se o infinito do horizonte e sente-se... esperança! E venha dai um grande 2015!


Um forte abraço, com estima e consideração.
MF

domingo, 28 de dezembro de 2014

BANCO BPI COM BOAS NOTÍCIAS



Melhor grande Banco pelo segundo ano consecutivo; 2013 e 2014.

Parabéns Cristina, por fazeres parte dessa grande equipa e pelas ações de solidariedade natalícias de ajuda às IPSS's.

MF


sábado, 27 de dezembro de 2014

«SOLDADOS COM ROSTO» DO HISTORIADOR PENTEADO NEIVA



SOLDADOS COM ROSTO

"A 1ª GRANDE GUERRA E OS SEUS REFLEXOS EM ESPOSENDE".

Aqui está a mais recente obra sobre a 1ª Grande Guerra e os seus reflexos para o concelho de Esposende. Manuel Albino Penteado Neiva é um dos mais conhecidos e destacados historiadores Esposendenses, com um conjunto de obras sobre a maior parte das Freguesias do nosso concelho e sobre temas ligados à história, à etnografia e à arqueologia.

Ainda em Abril publicou o livro dedicado ao poder local no período democrático pós 25 de Abril, intitulado "40 Anos do Poder Local em Esposende - Promessas e Picardias".

Mais uma excelente contribuição para a história e para a cultura do nosso concelho.

Obrigado Dr. Penteado Neiva pelo exemplar e pela simpática dedicatória e as minhas felicitações por mais esta interessantíssima publicação.

MF


sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

MAIS UMA CRÓNICA SEMANAL NO «JORNAL NOTÍCIAS DE ESPOSENDE» DE 20-12-2014



NATAL É TEMPO DE ESPERANÇA!

Uma vez que esta é a minha última crónica antes do Natal quero aproveitar para deixar aqui um pouco daquilo que penso sobre esta quadra natalícia e estes tempos que considero de… esperança;

Quero no entanto abordar de uma forma sintética três assuntos que marcaram a presente semana. O primeiro na ordem do dia, a nível mundial, o segundo a nível nacional e o terceiro a nível local;

Os presidentes dos Estados Unidos da América e de Cuba, Obama e Castro, não o Fidel, mas o seu irmão Raúl, protagonizaram esta semana um pequeno grande milagre, apadrinhado pelo Papa Francisco [só podia, digo eu], pondo fim a um divórcio de mais de 50 anos, entre duas nações vizinhas. Espero que este restabelecimento de relações, com a reabertura de representações diplomáticas proporcione o reatar de relações, o início do fim do embargo económico e assim potencie as mudanças políticas no regime Cubano, rumo à tão desejada democracia plena.

A nível nacional, um registo para a anunciada greve dos trabalhadores da TAP, dos tais 12 sindicatos e, a requisição civil decidida pelo governo no conselho de Ministros desta quinta-feira. Esta requisição civil, decretada pela segunda vez [a primeira foi durante a governação de António Guterres] na TAP parece-me exagerada, porque estou convencido que não foram esgotadas todas as formas de diálogo e de conversação. Bem sei que os sindicatos estarão a exercer uma forma de pressão contra a privatização da companhia, quando quem o deveria fazer seriam os portugueses, todos aqueles, onde me incluo, que são contra a privatização desta empresa estratégica para o país. É pena que as posições se tenham extremado de tal forma que neste momento mais parece um diálogo de surdos. Considero ainda que a solução para este impasse deveria ter passado também por contactos com os partidos da oposição, em especial o PS, que também aqui tem enormes responsabilidades, pelo memorando assinado com os nossos credores “troikanos”. Tratando-se de um dos temas de maior importância a nível nacional, com a privatização desta companhia prometida para breve, gostava de ver os interesses nacionais acautelados e isso parece-me já uma miragem. Vamos a ver o resultado. A seguir vem a privatização da… água e com os portugueses adormecidos desta forma o governo facilmente vai alienando até nada mais restar.

A nível local a inauguração das novas instalações do Centro Social de Antas, uma mais-valia ao nível das respostas sociais daquela Freguesia a colocar ao serviço da população um espaço que confere outra dignidade e certamente uma melhor qualidade de serviço a prestar aos seus utentes. Uma palavra ainda para felicitar o Coro dos Pequenos Cantores de Esposende que este domingo, dia 21 de dezembro, pelas 21h30, na Igreja Matriz de Esposende vão realizar um concerto intitulado «É tempo de Natal», no qual vai ser apresentado o seu segundo CD. Parabéns aos jovens cantores e a todo a organização. Já agora a minha sugestão para a aquisição deste novo CD, pois para alem daquilo que representa ainda pode ser uma excelente ideia para uma prenda de Natal.

DO NATAL DE OUTROS TEMPOS AO NATAL DE HOJE

Recordo, como todos recordarão certamente, pelo menos as pessoas da minha faixa etária e as mais velhas, com saudade os Natais de outros tempos; O Presépio, a lareira, os sapatinhos [junto à lareira], os pinhões e o rapa, os jogos de cartas, o bacalhau cozido com batatas e legumes [com as melhores couves do quintal, propositadamente guardadas para este ceia] e no dia seguinte a roupa velha e tão boa que ela é. As prendinhas, em regra, roupa, meias, chinelos e mais tarde calças, camisolas e casacos, em muitos casos uns chocolatinhos da Avianense.

Nesses tempos o Natal era a melhor as oportunidades para reunir as famílias em redor de uma mesa, onde não faltavam para além do prato obrigatório do bacalhau e do peru, muitas guloseimas e onde se convivia alegremente. Era dado mais valor às tradições e aos produtos locais, confecionados em casa, com produtos da terra. Os nossos pais parecia esperarem por esta data com mais tranquilidade, sem todo este frenesim [da ida às compras e às recompras] que hoje se vive. As coisas eram programadas com antecedência para que no dia nada faltasse nem nada falhasse. Hoje, as compras fazem-se até à hora da ceia.

As crianças viviam o Natal com muita magia e uma outra emoção e os adultos com mais religiosidade e devoção. A comunicação do Cardeal-patriarca era esperada e solenemente ouvida. Hoje são os Big isto e os canta aquilo. Havia a missa do galo [hoje também ainda há em algumas paróquias, mas parece que muito pouco frequentada]. As prendas só se abriam no dia 25 de manhã, muitos de nós mal dormíamos, à espera do dia seguinte para abrir as prendas, que se encontravam no sapatinho que havíamos deixado à volta do pinheiro, trazidas pelo menino Jesus. A momento de abrir as prendas era dos mais fantásticos que uma criança [e até um adulto] podiam esperar. Os tempos que antecediam o Natal eram de promessas à miudagem: Porta-te bem senão no Natal não recebes prendas. E com esta promessa/ameaça lá nos íamos portando bem… até àquele dia, porque depois o contador voltava ao zero. Hoje há uma subalternização de Jesus e do seu nascimento e uma valorização excessiva do pai Natal. Esta parece-me uma das maiores transformações. Tem-se vindo a substituir o menino Jesus pelo Pai Natal. É o pai Natal no presépio, nas janelas, a subir aos telhados, nas decorações, nas ruas, nos comércios, em tudo quanto é local público e privado.

Hoje, afirma-se que o Natal é mais comercial, numa sociedade mais consumista, mais fechada e mais egoísta. Não concordo totalmente com esta afirmação, simplesmente porque os tempos são outros. A sociedade atual dispõe de um outro tipo de ofertas sejam tecnológicas, sociais ou culturais. Fazem-se presépios nas empresas e instituições, sejam públicas ou privadas, nas nossas casas, nas ruas, nos jardins e claro está nas igrejas;

Outra das novidades são os muitos jantares de Natal. Nos clubes, nas empresas, nas instituições, em grupos informais e de amigos, enfim, coisas boas se perderam, mas é inequívoco que muitas outras se ganharam. O Natal é esta diversidade de acontecimentos, eventos e atividades, às quais ninguém fica indiferente, encontre-se onde se encontrar.

É certo que em Portugal e em muitas outras partes do globo se vivem tempos de certa angustia, no nosso caso essencialmente porque vimos de uma década de grande euforia, consumista e materialista, onde quase todos, iam tendo um pouco mais do que o essencial e, hoje deparámo-nos com algumas dificuldades, algumas restrições, com uma sociedade mais vulnerável e mais desigual. Hoje vivesse um pouco um salve-se quem puder, não querendo isto dizer que em períodos especiais, como é o Natal, não haja solidariedade e espirito de entreajuda, bem pelo contrário, notando a existência de enormes dificuldades por que passam atualmente muitas pessoas nossas conhecidas, das nossas relações, as pessoas estão a responder com grande espirito de solidariedade, como se vê pelo sucesso das inúmeras campanhas que se vão desenvolvendo tanto a nível local como por todo o país.

Nesta quadra natalícia, vivida em tempos difíceis e algo conturbados, nada melhor do que um regresso ao PRESÉPIO e ao seu espirito de entreajuda e de solidariedade. Saibamos dar valor às coisas simples da vida, porque são essas que nos dão as maiores alegrias e felicidade. Eu acredito nos portugueses, em Portugal e num futuro promissor.

Desejo a todas e a todos um Santo Natal e um ano novo, de 2015, repleto de saúde, porque havendo saúde tudo o demais vem por acréscimo. SEJAM FELIZES!

Mário Fernandes
20-12-2014

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

UM SANTO NATAL E FESTAS FELIZES!




Desejo um SANTO NATAL e FESTAS FELIZES a todas/os AMIGOS;

Curvenses, Palmeirenses e Esposendendes de todo concelho; Emigrantes e amigos de outras paragens; aos que semanalmente me ouvem na "Esposende Rádio", aos que me leem no "Jornal Notícias de Esposende", aos que acompanham o meu blogue e os que interagem comigo aqui no face; Aos que diariamente se cruzam comigo e com quem partilho momentos de especial memória. Aos familiares, embora a esses tenha a felicidade de desejar pessoalmente.

Muita SAÚDE para todos e tudo o demais virá por acréscimo. Um forte abraço, em especial para si, que acaba de ler esta sincera mensagem de Natal acompanhada de um presépio no meu jardim. Felicidades...

MF


terça-feira, 23 de dezembro de 2014

DO NATAL DE OUTROS TEMPOS AO NATAL DE HOJE!

Recordo, como todos ou quase todos certamente recordarão, pelo menos as pessoas da minha faixa etária e as mais velhas, com saudade os "Natais" de outros tempos; O Presépio, a lareira, os sapatinhos [junto à lareira], os pinhões e o rapa, os jogos de cartas, o bacalhau cozido com batatas e legumes [com as melhores couves do quintal, propositadamente guardadas para esta ceia] e no dia seguinte a roupa velha e tão boa que ela é. As prendinhas, em regra, roupa, meias, chinelos e mais tarde calças, camisolas e casacos, em muitos casos uns "chocolatinhos da Avianense". Hoje, são os telemóveis xpto, os ipad's e tudo que sejam novas tecnologias. Este ano, devido à crise e pelo que vou ouvindo parece haver alguma contenção, quanto mais não seja porque as pessoas já fazem outras contas à vida e porque o dinheiro não chega para tudo.

Nesses tempos o Natal era a melhor as oportunidades para reunir as famílias em redor de uma mesa, onde não faltavam para além do prato obrigatório do bacalhau cozido com as batatas e as couves e do peru, muitas guloseimas e onde se convivia alegremente. Era dado mais valor às tradições e aos produtos locais, confecionados em casa, com produtos da terra. Os nossos pais parecia esperarem por esta data com mais tranquilidade, sem todo este frenesim [da ida às compras e às recompras] que hoje se vive. As coisas eram programadas com antecedência para que no dia nada faltasse nem nada falhasse. Hoje, as compras fazem-se até à hora da ceia.

As crianças viviam o Natal com muita magia e uma outra emoção e os adultos com mais religiosidade e devoção. A comunicação do Cardeal-patriarca era esperada e solenemente ouvida. Hoje são os "Big" isto e aquilo. Havia a missa do galo [hoje também ainda há em algumas paróquias, mas parece que muito pouco frequentada]. As prendas só se abriam no dia 25 de manhã, muitos de nós mal dormíamos, à espera do dia seguinte para abrir as prendas, que se encontravam no sapatinho que havíamos deixado à volta do pinheiro, trazidas pelo menino Jesus. A momento de abrir as prendas era dos mais fantásticos que uma criança [e até um adulto] podiam esperar. Os tempos que antecediam o Natal eram de promessas à miudagem: Porta-te bem senão no Natal não recebes prendas. E com esta promessa/ameaça lá nos íamos portando bem… até àquele dia, porque depois o contador voltava ao zero. Hoje há uma subalternização de Jesus e do seu nascimento e uma valorização excessiva do pai Natal. Esta parece-me uma das maiores transformações. Tem-se vindo a substituir o menino Jesus pelo Pai Natal. É o pai Natal no presépio, nas janelas, a subir aos telhados, nas decorações, nas ruas, nos comércios, em tudo quanto é local público e privado.

Hoje, afirma-se que o Natal é mais comercial, numa sociedade mais consumista, mais fechada e mais egoísta. Não concordo totalmente com esta afirmação, simplesmente porque os tempos são outros. A sociedade atual dispõe de um outro tipo de ofertas sejam tecnológicas, sociais ou culturais. Fazem-se presépios nas empresas e instituições, sejam públicas ou privadas, nas nossas casas, nas ruas, nos jardins e claro está nas igrejas;

Outra das novidades são os muitos jantares de Natal. Nos clubes, nas empresas, nas instituições, em grupos informais e de amigos, enfim, coisas boas se perderam, mas é inequívoco que muitas outras se ganharam. O Natal é esta diversidade de acontecimentos, eventos e atividades, às quais ninguém fica indiferente, encontre-se onde se encontrar.

É certo que em Portugal e em muitas outras partes do globo se vivem tempos de certa angustia, no nosso caso essencialmente porque vimos de uma década de grande euforia, consumista e materialista, onde quase todos, iam tendo um pouco mais do que o essencial e, hoje depará-mo-nos com algumas dificuldades, algumas restrições, com uma sociedade mais vulnerável e mais desigual. Hoje vivesse um pouco um salve-se quem puder, não querendo isto dizer que em períodos especiais, como é o Natal, não haja solidariedade e espírito de entreajuda, bem pelo contrário, notando a existência de enormes dificuldades por que passam atualmente muitas pessoas nossas conhecidas, das nossas relações, as pessoas estão a responder com grande espírito de solidariedade, como se vê pelo sucesso das inúmeras campanhas que se vão desenvolvendo tanto a nível local como por todo o país.

Nesta quadra natalícia, vivida em tempos difíceis e algo conturbados, nada melhor do que um regresso ao PRESÉPIO e ao seu espírito de entreajuda e de solidariedade. Saibamos dar valor às coisas simples da vida, porque são essas que nos dão as maiores alegrias e felicidade. Eu acredito nos portugueses, em Portugal e num futuro promissor.



Desejo a todas e a todos um Santo Natal e um ano novo, de 2015, repleto de saúde, porque havendo saúde tudo o demais vem por acréscimo. SEJAMOS FELIZES!

MF


domingo, 21 de dezembro de 2014

JORGE FERNANDES NA REVISTA «CASAS DE MADEIRA» EDIÇÃO DE DEZ/2014







Revista «CASAS DE MADEIRA» [Dez/2014] já nas bancas.


Tema técnico: "MALHAS ESTRUTURAIS EM MADEIRA", por Jorge Fernandes [estudante, agora Arq.º] e Jorge Branco [prof.] na U.M. Parece-me um excelente artigo. Recomendo!

Força, Jorge!

MF


sábado, 20 de dezembro de 2014

PARABÉNS AO JORNAL FAROL DE ESPOSENDE E AO FÓRUM ESPOSENDENSE


Intervenções do Presidente do Fórum Esposendense e Diretor do Jornal Farol de Esposende

No 24. Aniversário do "Jornal Farol de Esposende". As minhas felicitações para os meus caros amigos, Fernando Ferreira, presidente do Fórum Esposendense e Nogueira Afonso, diretor do Jornal Farol hoje de parabéns, bem como para os demais diretores, associados e esposendenses. Um abraco e até às bodas de prata a celebrar em 2015.


Exposição de pinturas do saudoso esposendense João de Freitas

Beberete oferecido aos convidados - Amigo Zé Felgueiras na imagem

No topo do edifício sede do Fórum «Salva Vidas». Isabel Fernandes com rio e mar ao fundo

Convívio e parabéns

Não podia faltar o bolo com o logótipo do Jornal

À conversa com os amigos: Presidente do Fórum e diretor do Jornal

Desejo a continuação dos maiores sucessos ao Jornal Farol de Esposende e que o mesmo continue a desempenhar um excelente "papel" na função de informar e de formar. Por aqui passa muito do que vai acontecendo no nosso concelho.

Eu acredito no futuro da imprensa escrita. A Internet desempenha a sua função mas não substitui as edições em papel.

MF


terça-feira, 16 de dezembro de 2014

MAIS UMA CRÓNICA DE OPINIÃO SEMANAL NO «NOTÍCIAS DE ESPOSENDE» [13-12-2014]



PARABÉNS A VOCÊ [QUE COLABORA COM A LOJA SOCIAL]
LOJA SOCIAL DE ESPOSENDE CELEBROU O 3º ANIVERSÁRIO
Celebrou-se esta quinta-feira, dia 11 de dezembro, o 3º aniversário da LOJA SOCIAL de Esposende, numa cerimónia realizada no fórum Municipal Rodrigues Sampaio na cidade de Esposende que contou com ilustres oradores e convidados, numa conferência intitulada «Abordagem setorial da realidade do concelho de Esposende» e onde foi apresentado publicamente o micro site da Loja Social.
Estão assim de parabéns todas aquelas e todos aqueles que ao longo deste três anos têm contribuído para o sucesso deste projeto de referência e que visa a inclusão social e a ajuda às famílias mais necessitadas.
Apresentada pelo Município ao Núcleo Executivo da Rede Social que integra em rede um conjunto muito válido de parceiros sociais, foi no dia 11 de Abril de 2011 que em Conselho Local de Ação Social foi aprovada a implementação da «Loja Social de Esposende». No dia 11 de Dezembro de 2011 foi inaugurada a «Loja Social», num espaço disponibilizado pelo Município, onde foi assinado um Protocolo de Cooperação, com 36 parceiros iniciais da Rede Social do Concelho de Esposende.
Esta Loja Social conta com uma organização que está sob a alçada da Vereadora da Ação social, Eng.ª Raquel Vale que tem incutido em todos os colaboradores e parceiros um método de atuação baseado em critérios escrupulosos de seleção das famílias e indivíduos a beneficiar da Loja e acima de tudo uma atuação com máxima discrição para que as pessoas que hoje se veem em situações difíceis não tenham ainda que passar pelos alofotes da opinião publica, porque se hoje são determinadas famílias a precisar e a usufruir, amanhã pode ser qualquer outra, incluindo nós próprios porque muitas vezes o futuro encarrega-se de pregar partidas a quem mesmo as espera.
Cedo se mostrou um projeto com enorme potencial, tratando-se de um conceito inovador que contempla uma rede de partilha e de solidariedade da comunidade Esposendense em complemento a toda a política e ação social com o objetivo de potenciar os recursos e sinergias disponíveis nos vários parceiros e evitar a sobreposição de intervenções e campanhas, levando a melhores resultados.
Decorridos três anos percebe-se facilmente que estamos perante um projeto social muito bem-sucedido, com uma organização muito profissional e empenhada, que desenvolve o seu trabalho em rede com todos os parceiros: Município, autarquias, associações, instituições, clubes, empresas, famílias, cidadãos e uma das suas grandes mais-valias que são os voluntários. Sim, porque o voluntariado tem aqui uma grande importância e em todas as fases do processo.
Ficaram a ganhar as famílias que em determinado momento e por razoes diversas se deparam com situações difíceis, com carências tanto para o seu próprio sustento como para outras necessidades básicas onde se incluem roupas, vestuário e outros bens de consumo de primeiríssima necessidade e mesmo na recuperação de habitações.
Onde todos ajudam, nada custa e facilmente se minimiza o sofrimento e a angústia das pessoas que a cada momento necessitam. Ao contrário do que muitas vezes se afirma a percentagem de pessoas que recorrem à ajuda serem pessoas com vícios e por vezes sem dificuldades graves, o que não é verdade. E não é verdade por duas ordens de razões: Primeiro porque a política de inserção social tenta encaminhar as pessoas para um posto de trabalho, para um determinado tratamento, no caso de álcool ou drogas, e também porque as equipas sociais de apoio estão atentas e facilmente identificam pessoas que deixam de necessitar de ajuda.
A Loja Social operacionaliza-se segundo eixos estratégicos que visam valorizar as capacidades técnicas e operacionais, consolidando o seu papel no seio da comunidade:
- Rentabilização dos recursos disponíveis; Promoção da melhoria das condições de vida dos cidadãos socialmente mais vulneráveis; Reutilização e partilha de bens por toda a comunidade; Qualificação da intervenção social e comunitária; Valorização das Parcerias e do Voluntariado e Fomento da responsabilidade cívica e comunitária.
Quero deixar aqui alguns dos números referentes à atividade no ano de 2013, para mostrar a grande importância desta Loja Social e da própria colaboração do Banco Local do Voluntariado;
Doações: 43.365 bens. A maioria foram alimentos (67.3%), seguidos do vestuário (21.5%) e do material escolar (3.6%); 42. 56% dos bens doados foram provenientes de doações por parte de associações, onde se insere o Banco Alimentar, seguindo-se as campanhas levadas a efeito pela Loja com 21.91%, e as IPSS’s com 17.07%.
Reciclagem: Foram encaminhados para reciclagem e consequentemente troca por alimentos 53.165kg. Atribuições: Bens distribuídos a famílias carenciadas 38.404 bens, dos quais 62.7% foram alimentos, 27.1% vestuário, e em terceiro lugar o material escolar com 3.2%; Trocas de bens: O número de trocas registadas em 2013 reflete um aumento de 191% comparativamente com 2012; 22.153 bens recebidos na Loja em troca de 10.407 bens levados;
Beneficiárias/os: A Segurança Social é a entidade gestora da maioria das famílias benificiárias atingindo os 41,1%, seguindo-se a Câmara Municipal com 39,1% e a Associação Esposende Solidário com 19,8%; Em 2013 registaram-se 258 famílias beneficiárias, verificando-se uma diminuição comparativamente com o ano anterior, na qual tinham sido apoiadas 304 famílias; O total de beneficiários em 2013 foi de 765, sendo que as faixas etárias mais representadas registam-se entre os 10-19 anos, seguida da dos 40-49 anos;
Atividade Voluntária: O número de participações de voluntárias/os que colaboraram em 2013 duplicou em relação ao ano anterior, passando de 74 para 148; Bem hajam os voluntários. O número de horas prestadas pelos voluntários aumentou entre 2012 e 2013 de 1.039,5 horas para 1.330 horas;
Afluência de pessoas: A afluência da comunidade à Loja Social foi registada pela entrada de 3.880 pessoas, quer para fazer doações, para proceder ao levantamento de bens, para proceder a troca de bens ou visitar as instalações.
Campanhas de recolha de bens: A Loja Social Rede Solidária em colaboração com os Parceiros levou a efeito várias Campanhas de Recolha de Bens Alimentares, sob o mote “Porque há causas boas, Seja Solidário!”. A principal campanha anual decorre no mês de Agosto nos espaços comerciais do concelho, onde estão voluntários sensibilizando a comunidade para a adesão a esta ação de partilha e solidariedade.
O CLAS Esposende tem desenvolvido um trabalho meritório em prol da comunidade, mostrando-se atento e interventivo.
Desde o início da sua atividade até junho deste ano, a Loja Social de Esposende contabiliza 113 538 bens doados, 95 429 bens entregues às famílias, 1458 trocas efetuadas, 37 toneladas de bens reciclados e trocados por alimentos e 3 421 horas de voluntariado.
Esta sessão evocativa do 3º aniversário foi aberta por Benjamim Pereira, Presidente da Câmara Municipal de Esposende e contou com a presença e intervenções da Vereadora da Ação Social, Raquel Vale, do diretor do IEFP, Armando Santos, do diretor do ACES Centros de Saúde de Esposende/Barcelos, Francisco Pereira e de uma representante da Segurança Social, Fátima Miguel.
O Presidente da Câmara deu as boas vindas e fez o elogio à Loja Social, a Vereadora apresentou os resultados da Loja e o micro site e das demais três intervenções destaco:
IEFP; Informou que o desemprego em Esposende desceu 20% nos últimos 2 anos, que o maior número de desempregados são mulheres e pessoas com menos escolaridade e instrução. Dos 1.953 desempregados de 2012, passamos para 1.555 em 2014. Aqui fica um estímulo aos nossos jovens para que estudem pois jovens com formação superior tem maior facilidade em arranjar trabalho. Mais informou que da EU virão 2,5 mil milhões de euros para a inclusão e o emprego.
Centro de Saúde; Foi realçada a recente campanha de rastreio do cancro da mama, com a realização de 3.229 rastreios e a deteção de 3 casos que necessitaram de intervenção. Um concelho com 34.108 utentes, 2.393 sem médico de família.
Segurança Social; Apresentadas as respostas sociais para todas as valências. Famílias com acompanhamento são 79 e agregados com RSI são 73.
A encerrar a cerimónia foram cantados os parabéns e degustado o bolo de aniversário.
A finalizar estas comemorações vai realizar-se neste mesmo Fórum Municipal, no próximo dia 15, pelas 21h00, um concerto solidário, pela Escola de Música de Esposende, cujo ingresso é assegurado através da doação de um bem alimentar para a Loja Social.
Nota final: Espero que a greve dos trabalhadores da TAP dos 12 Sindicatos[?] não se venha a realizar no período anunciado, uma vez que a mesma prejudicaria e muito os milhares de emigrantes portugueses que nesta época natalícia se descolam à sua terra Natal. Nem os emigrantes que anseiam pela viagem há muito programada nem nós que os esperamos merecemos ser tratados desta forma. Haja bom senso.
Mário Fernandes

13-12-2014