"O fraco treme diante da opinião pública, o louco afronta-a, o sábio julga-a, o homem hábil dirige-a." (Jeanne-Marie Roland de la Platière)
domingo, 20 de dezembro de 2015
ALMA LUSITANA COM SALA CHEIA EM ESPOSENDE
Realizou-se este sábado de tarde, no Auditório Municipal de Esposende o espetáculo "Alma Lusitana - A História de um País", com um magnífico cenário. Esposende (também) tem espetáculos culturais de excecional qualidade. Uma organização da Escola Sementes de Liberdade, Centro Social de Curvos, Santa Casa da Misericórdia de Fão e Centro Infantil Gaivota.
MF
sábado, 19 de dezembro de 2015
AFINAL SEMPRE PARECE HAVER PESSOAS QUE ADORAM... PERDER.
É verdade. Olho à minha volta e chego a pensar que há pessoas que adoram perder. Pelo menos é isso que parece, pelas escolhas que fazem. Talvez lhes dê prazer!
Eu gosto é de estar com os melhores e de vencer!
MF
MUITO OBRIGADO PELA CONFIANÇA!
Vencemos com maioria absoluta.
LISTA A: 507
LISTA B: 173
BRANCOS: 7
NULOS: 4
VOTANTES: 691
A tomada de posse está agendada para o próximo dia 6 de janeiro.
Muito obrigado a todos.
Contem connosco.
Um abraço.
MFquinta-feira, 17 de dezembro de 2015
À CONVERSA COM ARTUR PEREIRA PRESIDENTE DO CLUBE NÁUTICO DE FÃO
ARTUR PEREIRA PRESIDENTE DO CLUBE NÁUTICO DE
FÃO
“Sonho com
um posto náutico com melhores condições e ter no clube mais atletas olímpicos.”
Artur
Miguel Rodrigues Pereira nasceu no dia 21 de fevereiro de 1964. É natural de
Vila do Conde e reside em Esposende. É casado com Armanda Pereira e tem 2
filhos, o Artur e o Bruno. Empresário, dono da SIPRE – Sociedade de Plásticos Reforçados de Esposende, uma empresa que
produz canoas e todo o tipo de produtos em fibra de vidro e seus derivados. A
empresa está sediada na Zona Industrial de Esposende. Artur Pereira preside ao
Clube Náutico de Fão. Um Clube que se tem destacado na promoção do desporto com
grande enfoco nas modalidades náuticas, por onde passam diariamente dezenas de
atletas, desde os mais novos até aos adultos. Este clube tem muitos praticantes
seus já medalhados e com grandes resultados em provas nacionais e
internacionais. Aqui tem nascido grandes campeãs e grandes campeões.
Vamos então
conhecer um pouco melhor o amigo Artur Pereira. Os seus gostos, a sua
atividade, a presidência do Clube Náutico de Fão, os seus sonhos e objetivos.
GOSTOS PESSOAIS
GAASTRONOMIA
”Adoro uma grande caldeirada de enguias.”
DESPORTOS PREFERIDOS. CLUBE?
”Os desportos preferidos são a canoagem e o futebol.
Na canoagem não é preciso dizer que dou tudo pelo Clube a que presido, o clube
Náutico de Fão. No futebol o meu clube de coração é o Sporting.”
HOBBYS?
”Canoagem e aventura. A melhor aventura em que
participei foi numa expedição ao Pólo Norte em Kayak, no ano de 1995.”
EM QUE OCUPA OS SEUS TEMPOS LIVRES?
“Tenho muito pouco tempo livre, mas quando surge a
oportunidade vou treinar com os meus atletas e por vezes uma partida de futebol
com amigos.”
DONO DA – SIPRE - EMPRESÁRIO NA ÁREA
DA INDÚSTRIA DE MOLDES E MATERIAL PARA A PRÁTICA DESPORTIVA
“A SIPRE – Sociedade de Plásticos Reforçados de
Esposende, está em Esposende há 28 anos. Vim para cá como atleta e iniciei a
minha atividade profissional no ramo que mais gosto, a CANOAGEM, como
fabricante de Kayakes. A empresa nasce da vontade do ainda actual responsável,
Artur Pereira, ligado a canoage. desde muito novo, com vários títulos nacionais
e várias presenças internacionais, onde o que mais destaca é a 1ª medalha
internacional para a FPCanoagem no campeonato da Europa em França. Ainda dentro
da canoagem viveu a experiencia de remar nas aguas do polo Norte, isto em 1995.
É com a ajuda dos familiares mais próximos, filhos Artur Pereira e Bruno
Pereira e sua esposa Armanda Pereira que reúnem as forças para levar o nome da
SIPRE a um lugar mais alto.
Em 2004, com o objetivo de possuir uma estrutura
idealizada, de forma a possibilitar aos seus colaboradores melhores condições
de segurança e higiene no trabalho, a Sipre mudou-se para a Zona Industrial do
Bouro, em Esposende.
O espaço comercial da Sipre não se restringe a
Portugal. A Sipre possui várias representações em países como Espanha, França,
Dinamarca, Noruega, Irlanda, Inglaterra, Grécia, Hungria, Roménia, Austrália,
Suécia e Finlândia.
Todos os protótipos são efetuados pela empresa e são
concebidos em vista à satisfação das exigências dos nossos clientes, tendo em
conta o tipo de mercado a que se destinam.
A Sipre sempre se empenhou em desenvolver competitivas
e vistosas embarcações de kayak mar, sendo esta modalidade a sua grande aposta.
Na atualidade, tendo em conta a grande competitividade de mercado, surgiu
também uma grande aposta por parte da empresa na competição de velocidade.
Orgulhamo-nos de ser o representante exclusivo para
Portugal da marca Rotomod. Embarcações em polietileno de alta densidade
vocacionadas para o turismo em todas as suas vertentes. São ideais para
passeios, desde as águas bravas ao mar, passando pelos rios e barragens. Devem
ser escolhidas com algum critério, devido ao seu peso ser maior do que na fibra
e ainda de resultarem numa maior velocidade, podendo durar uma vida inteira,
desde que utilizadas para o fim a que se destinam.” http://www.kayaksipre.com/
ESPOSENDE TEM ASSISTIDO A UMA GRANDE
ATIVIDADE DESPORTIVA. NÃO FALTAM DESPORTISTAS E CAMPEÕES. ATÉ MUNDIAIS. A QUE
ACHA QUE SE DEVE ISSO?
”Deve-se essencialmente a todo o esforço e dedicação de todas as
associações, atletas e todos os que participam no sucesso de cada um.”
ACHA QUE O APOIO DO MUNICIPIO DE
ESPOSENDE AO DESPORTO TEM SIDO O MAIS INDICADO?
”Considero que sim. Tem sido muito importante para o desenvolvimento
desportivo.”
HÁ 15 DIAS REALIZOU-SE MAIS UMA GALA
DO DESPORTO ONDE FORAM CONDECORADOS VÁRIOS ATLETAS DO CLUBE NÁUTICO DE FÃO.
ESTA GALA FUNCIONA COMO UM INCENTIVO?
”Obviamente que é sempre um incentivo para os atletas verem o seu
trabalho anual premiado e valorizado.”
VAMOS AGORA FALAR UM POUCO DA NOSSA
TERRA. O QUE PENSA DA CIDADE E DO CONCELHO DE ESPOSENDE?
”Esposende é uma cidade pequena mas bastante acolhedora que se esforça
para o crescimento contínuo.”
E DO ATUAL MOMENTO POLITICO EM
PORTUGAL?
”Eu não sou político, mas acho que estamos cada vez
pio.”
O NOVO GOVERNO CONTINUA A NÃO TER UM
MINISTRO DO DESPORTO. NÃO SERIA IMPORTANTE QUE HOUVESSE O MINISTÉRIO DO
DESPORTO?
“Obviamente que ter um Ministro dos Desportos seria
fundamental.”
CLUBE NÁUTICO DE FÃO
HISTORIAL
A canoagem em Fão nasce em
princípios da década de 80 suportada no Clube Fãozense, então presidido por
Abel da Costa, após uma prova em Esposende designada de 1ª Descida do Baixo
Cávado e organizada pelo Vilacondense Américo Magalhães, um bancário em
Esposende que prestou todo o apoio à criação de uma Secção na coletividade
fangueira. Valeu o entusiasmo de Abel da Costa que garantiu desde logo a
aquisição do material necessário para a instalação da modalidade numa garagem
de Domingos Assunção junto ao rio.
A água foi sempre a atração
principal dos mais jovens e foi fácil dinamizar o rio Cávado com os atletas
mais velhos e com alguma formação a ensinar as dezenas de crianças que se
entusiasmaram com a prática da canoagem. Participar em algumas provas sobretudo
em rios mais próximos trouxe rapidamente resultados e começam a aparecer nomes
como Belmiro Penetra, Lázaro Penetra, Carlos Silva, Carlos Vieira, Pedro Sousa,
Luís Lopes, João Anunciação, João Santos, Miguel Pedras e Emílio Araújo entre
muitos outros que começam a construir a história da modalidade em Fão.
Em Outubro de 1987 nasce
juridicamente o Clube Náutico de Fão pela necessidade de requerer mais apoios
às Entidades Oficiais e desenhar um futuro mais empreendedor na prática dos
desportos náuticos, numa separação do Clube Fãozense que foi consensual e
exemplar. A sua organização assentou sobretudo nos atletas mais velhos.
Os atletas fangueiros eram já
chamados à seleção Nacional para representar Portugal nas mais importantes
provas internacionais da modalidade e em 1992 Belmiro Penetra participa nos
Jogos Olímpicos de Barcelona, sendo 1º atleta olímpico do concelho.
Em Fão constrói-se o primeiro
Posto Náutico de raiz, no nosso concelho, para a prática das modalidades
náuticas, sendo também um suporte para a animação ligada ao turismo da
natureza, com alguns equipamentos desportivos de lazer. Passou a ser a sede do
Clube Náutico de Fão. Também o Kayak Polo e o Kayak de mar se assumem como
novas disciplinas que dão maior notoriedade ao Clube Fangueiro.
O investimento
em embarcações de qualidade e materiais acessórios, ginásio e veículo para
transporte dos atletas facilitou um trabalho de grande exigência que norteia
sempre o mundo da Alta Competição. Os atletas que acima mencionei e outros
representaram o país em vários continentes e representaram também o nosso
entusiasmo, fizeram a nossa história, hoje reforçada com mais nomes de gerações
novas de atletas que engrandecem o Clube Náutico de Fão. Por Manuel Vieira, sócio fundador
e Presidente atual da Assembleia Geral.
ÓRGÃOS SOCIAIS
DIREÇÃO
Presidente:
Artur Miguel Rodrigues Pereira
Vice-Presidente:
José Miguel de Sousa Soares Pedras
Secretário:
Luís André Cardoso Carreira
Tesoureira:
Patrícia Sofia Santos Fernandes
Vogal:
Lieven Julien Verraest
Vogal:
Luís Miguel Gonçalves Sampaio Carreira
Vogal:
Nuno Miguel Martins de Sousa
CONSELHO FISCAL
Presidente:
José Maria Brito Moreira
Vice-Presidente:
José Cassiano Barros Torres
Secretário:
José Martins de Abreu
ASSEMBLEIA-GERAL
Presidente:
Manuel Ferreira Vieira
Vice-Presidente:
João Pedro Guerra Vilarinho Rodrigues
Secretário:
Bruno Miguel Martins Pereira
FUNCIONÁRIOS
“Não temos funcionários. A atividade é
garantida pelos membros dos Órgãos Sociais, que dão muito do seu tempo à
coletividade. Há ainda alguns voluntários que nos ajudam.”
PROTOCOLOS E PARCERIAS
“Temos protocolos celebrados com a Câmara
Municipal de Esposende e o desporto escolar.”
ASSOCIADOS
“Atualmente temos cerca de 100 sócios.”
JOIA E QUOTA. QUAIS SÃO OS VALORES DA
JOIA E DA QUOTA MENSAL
“A joia de entrada no clube tem o valor de 20 euros. A
quota mensal tem o valor de 6 euros.”
BENEFICIOS DOS ASSOCIADOS
“Os nossos associados tem um conjunto de benefícios,
que passam pela disponibilidade de Kayaks e de equipamentos do clube para
prática das atividades.”
PRATICANTES
“Temos cerca de 8 dezenas de praticantes. Nos meses de
Verão o número aumenta muito, contando com escolas e outros participantes, em
especial os mais novos que vem experimentar.”
CANOÍSTAS CHAMADOS À SELEÇÃO NACIONAL
“Artur Pereira e Daniel Brito foram chamados à seleção
Nacional Canoagem, onde já tem participado e obtido excelentes resultados.”
AINDA ESTA SEMANA OBTIVEMOS 4
PRIMEIROS LUGARES
“Estivemos a competir em Gondomar, onde conseguimos 4
primeiros lugares. Temos muitos atletas com grande valor que nos tem dado
grandes alegrias. Temos conseguido atletas no pódio em quase todas as provas
onde participamos.”
UM CLUBE COM ATLETAS OLÍMPICOS
Belmiro Penetra foi aos Jogos Olímpicos. É um
sonho do atual presidente voltar a ter atletas na mais importante competição do
mundo.
UM SONHO?
“Sonho com um posto náutico com melhores condições e
conseguir ter atletas olímpicos.”
O QUE É QUE SENTE QUE AINDA LHE FALTA
FAZER?
“Levar este clube ao lugar que merece - 5
primeiros nacionais - porque de momento não temos condições para sonhar mais
alto.”
NOTA FINAL
Conheço
Artur Pereira há cerca de 10 anos. A primeira vez que falei com ele foi na sua
empresa para lhe pedir um molde para um trabalho de um dos meus filhos, na
altura estudante de artes. O molde foi feito e a cadeira então concebida foi
premiada e alvo de rasgados elogios. Fiquei logo a perceber a especificidade do
trabalho que a sua empresa realiza. O meu entrevistado tem uma enorme paixão
pelos desportos náuticos e isso nota-se ao conversar com ele. Mais tarde
reencontrei-o no Clube Náutico de Fão, sempre com a mesma energia e vitalidade.
Para esta entrevista também contribuiu o meu caro amigo Manuel Vieira, sócio
fundador e atual presidente da assembleia geral, a quem agradeço a
disponibilidade eca prontidão que lhe é tão caraterística.
Desejo
as maiores felicidades ao Clube Náutico de Fão, aos seus dirigentes,
colaboradores e atletas e que consigam atingir os objetivos que preconizam e
realizem os sonhos que os fazem trabalhar cada vez mais.
Um forte
abraço.
Mário Fernandes
11-12-2015
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
ESTOU NA "LISTA A" PARA OS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE ESPOSENDE
"LISTA A" CANDIDATA ÀS ELEIÇÕES DA PRÓXIMA 6ªFEIRA, DIA 18, A PARTIR DAS 20H30
Estou nesta equipa, superiormente liderada pelo Dr. Alberto Bermudes, porque a considero uma mais valia para esta distinta «Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Esposende». Uma equipa composta por mulheres e por homens com enorme paixão aos Bombeiros que dá todas as garantias para o desenvolvimento de um trabalho sério, capaz e competente, em prol da instituição e do seu futuro. Temos um programa ambicioso mas realista, que visa a dignificação dos Bombeiros e uma prestação de serviços de qualidade e excelência.
Estamos prontos para assumir esta nobre missão porque os nossos Bombeiros o merecem e os associados, estou certo, vão escolher esta LISTA A, porque entendo que somos a equipa que no atual momento reúne as melhores condições para liderar e zelar pelos superiores interesses dos Bombeiros, dos Associados e de toda a Comunidade Esposendense.
A experiência que tenho acumulado ao longo da vida, nas mais variadas funções públicas e privadas, cívicas e profissionais, permite-me concluir que posso acrescentar conhecimento e valorizar as funções que me proponho desempenhar, assim os associados o queiram, manifestando-o com o seu voto na «LISTA A».
Conto e contamos consigo.
A experiência que tenho acumulado ao longo da vida, nas mais variadas funções públicas e privadas, cívicas e profissionais, permite-me concluir que posso acrescentar conhecimento e valorizar as funções que me proponho desempenhar, assim os associados o queiram, manifestando-o com o seu voto na «LISTA A».
Conto e contamos consigo.
Podem contar connosco!
Mário Fernandes
ROTARY CLUB DE ESPOSENDE REALIZOU CEIA DE NATAL
A tradicional "Ceia de Natal do Rotary Club de Esposende" realizou-se esta terça-feira, numa unidade hoteleira de Esposende. Esta iniciativa solidária, contou com mais de 80 pessoas, onde se incluem as crianças e jovens de uma instituição do nosso concelho.
MF
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
LOJA SOCIAL DE ESPOSENDE CELEBROU O SEU 4º ANIVERSÁRIO
Parabéns a você. 4 anos de Loja Social de Esposende. Felicito os voluntários, os responsáveis e todos os parceiros da Rede Social. Uma cerimónia muito simples e informal, numa noite de convívio, com a animação do "Neno".
MF
sábado, 12 de dezembro de 2015
FESTA DE NATAL DO CENTRO SOCIAL DE CURVOS
O Centro Social de Curvos realizou uma bonita Festa de Natal com todos os seus utentes das várias valências. O Salão Paroquial esteve repleto. Estiveram presentes bem mais de duas centenas de pessoas.
Parabéns ao Centro Social; Organização, utentes e suas famílias.
A terminar a Festa, houve a chegada do pai Natal com prendinhas para toda a pequenada. Os presentes ainda foram presenteados com um miminho, uma fatia de bolo.
MF
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
À CONVERSA COM JORGE FARIA ESCRITOR E ROMANCISTA
JORGE FARIA,
ESCRITOR E ROMANCISTA, ACABA DE EDITAR O SEU SEGUNDO ROMANCE «A CASA DOS
MALDITOS»
”Um livro é, quase sempre, uma obra
de arte, um espelho, um corpo esventrado por um bisturi que mostra aos leitores
o que nos vai na alma.”
Jorge Faria nasceu no dia 14 de outubro de 1960. É natural de Curvos, mas há muito que vive em Palmeira de Faro, Esposende, onde casou com Josefina Gomes. Tem duas filhas, a Catarina e a Diana Faria.
Professor e
escritor, nas vertentes de romance, conto e poesia, são algumas das atividades
que lhe conhecemos. Depois da publicação de vários contos e do primeiro romance
“Os Pecados do Padre José Pilar”, eis que surge o segundo romance lançado esta
semana, com o título «A Casa dos Malditos». A sessão de apresentação realizou-se
no auditório do centro paroquial de Palmeira de Faro e contou com a presença de
muitas pessoas que aproveitaram para adquirir o livro e ter a rubrica do seu
autor…
Vamos então
conhecer um pouco melhor o amigo JORGE FARIA. As suas raízes, o seu percurso, a
sua formação, os seus gostos, o romancista e a sua obra.
GOSTOS PESSOAIS
”Quanto a gostos pessoais, destaco a docência como o mais afirmativo.
Gosto muito de comunicar e, se nessa comunicação puder haver ensino e
aprendizagem, tanto melhor. A docência, “o dar aulas”, preenche-me o ego,
liberta-me e ajuda-me a crescer. Não há nada melhor do que acompanhar o
crescimento intelectual das crianças e a sua capacitação.
Para além disso, gosto muito de conviver com o campo e com as suas
coisas: o verde, os cheiros, o amanho da terra e o zelo a quem nos dá o comer.
Noutro patamar de gostos, destaco o ler, o escrever e o reler, o pintar a óleo,
o canto, o passear e o conhecer. Não serei diferente dos outros, com certeza.”
DESPORTOS PREFERIDOS. CLUBE?
”Os meus desportos preferidos serão o futebol, como
assistente, e reconheço um fraquinho pelo S.C. de Braga, seguido do Benfica.
Gosto de ver automobilismo, rali, atletismo, bilhar e outros”.
HOBBYS?
”Como hobbys cumpro os meus gostos. Quando me sobeja
algum do tempo do dia, canto umas baladas e uns faditos, umas árias de ópera, e
toco um pouquinho de viola, muito pouquinho. Pinto, embora menos do que
desejaria, umas telas a óleo, leio e escrevo. Faço caminhadas, com alguma
corrida de permeio, e jogo às cartas com os amigos e um pouco de bilhar.”
EM QUE OCUPA OS TEMPOS LIVRES?
“Os meus tempos livres ocupo-os com os hobbys e, como
tal, deixam de ser livres.”
A ESSE GOSTO PELA ESCRITA TAMBÉM ESTÁ
CERTAMENTE ASSOCIADO O GOSTO PELA LEITURA. O QUE É QUE COSTUMA LER?
”Quanto a leituras, poderei destacar autores
portugueses, os quais procuro em certames de escrita, em feiras e, logicamente,
vou também pela publicidade que passa de boca em boca. Normalmente, sou leitor
de autores, isto é, de um autor, se gosto, leio tudo. Assim aconteceu com, por
exemplo, o contemporâneo José Saramago, o José Rodrigues dos Santos, o Mia
Couto, o Miguel Sousa Tavares e com alguns dos clássicos como o Eça, O Camilo, o
Júlio Verne e o Júlio Dinis, e os poetas Fernando Pessoa, o Cesário Verde, o
Guerra Junqueiro, o Camões, o José Régio, entre outros.
QUAIS SÃO OS SEUS AUTORES PREFERIDOS, A NÍVEL
NACIONAL E A NÍVEL INTERNACIONAL?
”Quanto aos portugueses são os atrás referidos e
quanto aos estrangeiros o meu gosto reparte-se por estilos. Assim, admiro Kafka
pela singularidade da escrita, admiro Samuel Becket pelas reflexões sobre as
coisas miúdas da vida, admiro Marx pela avareza dos pensamentos públicos e
sociais, Júlio Verne pela prenunciação do futuro e pela lhaneza de pensamento e
Gabriel Garcia Marques pela assunção de um mundo que ele vive e faz ou outros
viverem.”
QUANDO COMEÇOU A ESCREVER?
“Escrevi desde sempre. Com cerca de treze anos, quando
comecei a ter alguma ideia do que era a vida e a sociedade em que vivia,
iniciei a escrita de um romance, que eu já via nos escaparates das livrarias,
com o título sugestivo “Dois Dracmas por Buda” e que verteria o preço da
religião e o seu custo na sociedade. Ainda terei por lá umas cem páginas de tal
escrito. Depois, pelos catorze ou quinze anos apareceu a escrita de versos, de
poesias infindáveis, tão dolorosas quanto o amor platónico que todos nós experimentamos
nessas idades. Recordo um concurso em que participei no liceu de Barcelos em
que me atribuíram o primeiro e segundo lugar e que, após perceberem que era o
mesmo concorrente com os dois primeiros prémios, me relegaram para o segundo e
terceiro prémios. Ganhei, então, o livro “Portugal e o Homem” de Vitorino
Nemésio. Depois, entre poesias e prosa, contos e textos dramáticos, escrevi
sempre. Academicamente também fiz vários trabalhos que implicaram investigação
e escrita. Tenho assim dois romances publicados e dois outros escritos e por
publicar. Neste momento encontro-me a escrever acerca da exploração do
volfrâmio no monte do Faro, nas décadas de trinta a cinquenta.”
QUAL FOI O PRIMEIRO TEXTO QUE ESCREVEU?
“ Seriamente, foi o romance “Dois Dracmas por Buda”.
QUAL O GÉNERO DE ESCRITA QUE MAIS O
CATIVA?
“Sem dúvida o romance. E é o romance porque me permite
partir de uns quantos acontecimentos reais, vividos por mim, ou chegados a mim
através de contos orais e deambular, acrescentando-lhes outras histórias que
acho interessantes para mim e para o leitor. O conto também me satisfaz mas,
aí, não temos a mesma liberdade de expressar o nosso sentimento, a nossa
interpretação, enquanto no romance isso é-nos permitido.”
QUANTOS LIVROS JÁ PUBLICOU?
”Já publiquei como autor dois romances. Foi “Os Pecados do Padre José
Pilar”, que considero ter sido um sucesso de escrita e de leitura, visto a
crítica ser muito positiva quer quanto à narrativa, quer quanto à escrita, em
si. Publiquei agora “A Casa dos Malditos” e que, a avaliar pela procura de
exemplares, irá ter igual sucesso. É uma história que se desenvolve entre as
terras de Vila Cova, Curvos e Palmeira, no final do século XVIII e em que o
amor, a intriga, o ódio, a vingança e o poder cativam o leitor. Em co-autoria,
publiquei o livro de poesia “Filhos das Ervas”, (1998), o livro de poesia,
prosa e contos “Curvos, encantos e letras soltas”, a antologia poética “Entre o
sono e o sonho”, de 2015, o livro “O Ensino do Português no 1º ciclo do ensino
básico” (2010), e fui organizador da coletânea de contos infantis inéditos “No
princípio era assim…” (2009).
QUAL FOI O LIVRO QUE MAIS PRAZER LHE
DEU ESCREVER?
“A Casa dos Malditos.”
E O QUE OBTEVE MAIOR SUCESSO?
”Para já, foi o romance “Os Pecados do Padre José Pilar”. “A Casa dos
Malditos” saiu só há uns dias. Vamos ver. Dêmos-lhe tempo para amadurecer na
boca das pessoas.”
JÁ RECEBESTE ALGUNS PRÉMIOS PELA TUA
ESCRITA. ISSO FOI IMPORTANTE PARA QUE CONTINUASSE A ESCREVER?
”Sim. Já tive alguns prémios pela escrita mas, o que realmente me dá
prazer na escrita é o ser reconhecido, não pelos prémios, mas pelos leitores. O
facto de gostarem da minha escrita é muito importante.”
SE TIVESSE QUE DIZER O QUE É PARA SI
UM LIVRO, O QUE É QUE DIRIA?
”Um livro é, quase sempre, uma obra de arte, um espelho, um corpo
esventrado por um bisturi que mostra aos leitores o que nos vai na alma.”
E OS SEUS LIVROS. COMO OS CLASSIFICA?
”Para mim, são muito importantes. Eu voltaria a
escrevê-los. Para os outros… saberão eles.”
QUANDO PUBLICAMOS UM LIVRO TEMOS UM
OBJETIVO. O QUE ESPERA ATINGIR OU CONSEGUIR COM OS LIVROS QUE ESCREVE?
”Os meus objetivos são simples. Quanto aos contos,
pretendo perpetuá-los. Chegaram-me pela vida, pela boca de meus pais e pela
vizinhança e eu registo-os para que outros consigam perceber um tempo que se
apagou demasiado depressa. Os modos de viver alteraram-se completamente nos
últimos quarenta anos e eu tive a prazer e a sorte de ter vivido antes e depois
da liberdade, e de ter experimentado as agruras da vida campestre e de ter quem
me contasse tempos ainda mais difíceis, como os tempos da segunda guerra em que
a fome e a miséria imperavam. Quanto aos romances, o meu objetivo é presentear
os outros com belos escritos e histórias da sua terra. Entendo importante que a
nossa história, a história da nossa terra, fique registada sob qualquer forma e
a forma que eu encontrei de o fazer foi a escrita e a música, pois também
publiquei algumas letras musicadas.
COMO É QUE SE DEFINE A SI PRÓPRIO? ESCRITOR,
POETA, ROMANCISTA, CONTADOR DE HISTÓRIAS?
”Defino-me como um comunicador. Os meus romances têm
poesia, relatam pequenas histórias que poderão ser considerados como contos.
Desse modo, acho que serei um romancista pois este género engloba os outros.”
ESPOSENDE TEM ASSISTIDO A UMA GRANDE
ATIVIDADE LITERÁRIA. NÃO FALTAM AUTORES A PUBLICAR E TEM HAVIDO APRESENTAÇÃO DE
LIVROS COM GRANDE REGULARIDADE. A QUE ACHA QUE SE DEVE ISSO?
”Tenho a certeza que são muito pouco publicitadas tais ações, pois sou
esposendense e raramente me chegam ao conhecimento tais eventos. Mas, é muito
bom sinal. Primeiro, permite-nos reconhecer que não são somente os muito
letrados que escrevem e publicam. Depois, merece-nos respeito qualquer
publicação, pois tal implica, sempre, muito esforço do autor e o alargamento da
sua dimensão pessoal e social. Por fim, aumenta-se o pecúlio literário público.
Mas tal deve-se sobretudo ao aumento da escolarização e à melhoria das
condições de vida das pessoas.
ACHA QUE O APOIO DO MUNICIPIO DE
ESPOSENDE À CULTURA TEM SIDO SUFICIENTE?
”Não tenho uma resposta fundamentada a essa questão. Por vezes penso que
a ideia de cultura não é unânime para todas as entidades, e há “cultura” que
traz mais proventos ao município do que outra, e o município opta por apoiar
determinado tipo de “cultura” em determinado tempo. São opções. Acho, contudo,
que deveria ‘olhar’ um pouco mais para os artífices de cultura concelhios para
que não se percam alguns valores.”
E O APOIO AOS JOVENS AUTORES?
”No que me diz respeito, até ao momento, nunca tive qualquer apoio. É
claro que não sou jovem, mas sou jovem autor. Acho que o município é uma grande
máquina administrativa que facilmente ajudaria qualquer autor na promoção das
obras e na sua distribuição pelas bibliotecas concelhias, o que facilitaria a
sua publicitação. Poderiam fazer mais, acho. A cultura traz proventos. Basta
saber carreá-la. ”
HÁ MUITO QUE VENHO A SUGERIR A CRIAÇÃO
DE UM “PRÉMIO LITERÁRIO MUNICIPAL”. JÁ FOI PROMETIDO MAS PARECE TARDAR EM SER
APLICADO. ACHA QUE É IMPORTANTE CRIAR ESTA DISTINÇÃO PARA AUTORES CONCELHIOS?
”Não seria má ideia. De entre muitos, alguns aproveitar-se-iam.”
BEM, VAMOS AGORA FALAR UM POUCO DA
NOSSA TERRA. O QUE PENSA DA CIDADE E DO CONCELHO DE ESPOSENDE?
”A cidade necessita urgentemente de povo que circule, que viva, que
compre, que respire Esposende, que a faça palpitar, que a reestruture, que a
afirme como um centro citadino no litoral norte. A melhor forma para isso é
atrair indústria. O comércio sobeja já. As zonas industriais têm-se
transformado em vespeiros de negócios de comércio e, quanto a indústria, pouco
há. A captação de indústrias seria um modo eficaz de fixar trabalhadores na
região. Quanto ao concelho, entendo que muito tem sido feito, mas os recursos
gastos em determinados serviços que se têm reproduzido como cogumelos em tempo
invernoso, tal como serviço para a terceira idade, que se digladiam para roubar
utentes uns aos outros, ou as atividade de tempos livres para crianças,
poderiam ser aproveitados noutros setores ou direcionados para áreas sociais ou
culturais. As pessoas sentem-se mais iguais, mais independentes e mais
otimistas e isso é bom e promissor. Todavia, Esposende é um local ótimo para se
viver e estar.
E DO ATUAL MOMENTO POLITICO EM
PORTUGAL? AGORA PARECE QUE O QUE ESTÁ A DAR É FICAR EM SEGUNDO LUGAR. SERÁ?
”Quando votei, em 2011, nunca esperei que se fizesse
uma coligação pós-eleitoral (PSD-CDS/PP). Não gostei que a tivessem feito. Para
além disso, o então candidato Passos Coelho venceu as eleições prometendo o que
não quis ou não pôde cumprir. Contudo o que prometeu fez com que nele votassem.
O candidato que agora ficou em segundo lugar irá chefiar um governo minoritário
com suporte parlamentar dos partidos de esquerda. Sou contra isso? Não. Mas não
votei nessa solução. Como a minha memória não é curta, acho que o partido que
ganhou as eleições deveria governar e o PS, que não as ganhou, deveria
manter-se na oposição. Aí, com um governo minoritário, teria mais força do que
o próprio governo, teria mais peso político do que o primeiro-ministro e, na
hora oportuna ou devida, bastaria uma moção de censura para o derrubar.
Compreendo que o nosso já primeiro-ministro,
indigitado, neste momento, não teve outra saída e atendeu à urgência do seu
futuro político.
O NOVO GOVERNO TEM UM MINISTÉRIO DA
CULTURA, O QUE JÁ NÃO ACONECIA HÁ ALGUM TEMPO. PARECE-LHE IMPORTANTE?
“A Cultura, com letra grande, a cultura do ministério
não chega aos municípios, Dedica-se a distribuir ridículas verbas pelos
teatros, cinemas, produtores, encenadores, entre outros e a inaugurar casas de
cultura. Não vejo benefícios imediatos. Contudo, reconheço que há uma ideia
política em tal criação de ministério.”
E DESTA VAGA DE REFUGIADOS?
“Fogem porque têm medo, fome, miséria, dor e mágoa,
saudade e desespero. Até eu fugiria! Considero que a Europa tem a obrigação
moral e cívica de os ajudar, pois contribuiu decisivamente para o estado de
guerra em que tais regiões vivem. A América também tem grandes
responsabilidades nisso. Contudo, não bastará acolhê-los. Fará falta ajudá-los
arranjando-lhes empregos, meios de subsistência, lares, roupas, alimentos e
futuro pois é futuro, o que procuram.
E OS MAIS RECENTES ATENTADOS
TERRORISTAS?
Qualquer atentado é condenável e os perpetrados contra
pessoas indefesas, crianças, velhos, jovens são ainda mais repugnantes.
UM SONHO?
“Ser muito feliz.”
COM DOIS LIVROS PUBLICADOS, ONDE
ESPERA CHEGAR?
“Espero ficar onde estou. Ter amigos, ser feliz, ter
uma família ótima, uma vizinhança amigável, uma terra linda. E espero publicar
outros títulos, pois os projetos são muitos.”
ONDE ESTÃO À VENDA OS SEUS LIVROS?
”Em várias livrarias. Na Fnac, na Almedina, na Chiado, no El Corte-Inglês,
na Centésima Página e na Culturbraga, em Braga, na Note do Continente entre
outras. Eu também tenho sempre alguns exemplares de reserva, para um ou outro
interessado. Em Esposende o Bazar Serra tem sempre alguns exemplares, também.
O QUE É QUE SENTE QUE AINDA LHE FALTA
FAZER?
“Tudo o que ainda não fiz. Passear muito, ler e
escrever bastante”.
TAL COMO AFIRMOU NA RECENTE
APRESENTAÇÃO DO SEGUNDO ROMANCE, ESTÁ A ESCREVER NOVO LIVRO QUE PODERÁ SER
APRESENTADO NO PRÓXIMO ANO. SERÁ QUE NOS PODE, DESDE JÁ, DESVENDAR O SEU ENREDO
OU MESMO O TITULO?
“Irá desvendar um conjunto de histórias acerca da
exploração do tungsténio, o vulgo volfrâmio, no monte do Faro, em Palmeira.
Para isso, parti de um conjunto de entrevistas e de investigações várias
(documentais, orais e fotográficas).
NOTA FINAL
Conheço o
meu caro e bom amigo, Jorge Faria, desde longa data. Vou transcrever aqui parte
daquilo que foi a minha intervenção na sessão de apresentação do livro «A Casa
dos Malditos» realizada no passado dia 21 de novembro, no auditório paroquial
de Palmeira de Faro. “Cumprimento a Mesa, o autor, prof. Jorge Faria e saúdo
esta bonita plateia. Estando em concorrência direta com Jorge Jesus e Rui
Vitória [do Sporting / Benfica] e ainda mais com um outro escritor, Pedro
Chagas Freitas, a esta hora em Esposende, e apesar de tudo isso termos este
auditório tão composto, só pode significar o carinho que nutrimos pelo Jorge
Faria e pela excelência da sua escrita. É também um sinal de que as pessoas
estão atentas à cultura e que este país não são só os “futebóis”.
O convívio com
o prof. Jorge permite-me trazer aqui, hoje, a esta bonita sessão e a tão
ilustre plateia, o meu conhecimento e o meu testemunho a cerca do homem. Já
aqui muito foi dito sobre o seu profissionalismo e o seu currículo, por isso
vou falar- vos apenas um pouco do lado mais pessoal, social e até intimista:
Do seu
trabalho apenas testemunhar que fiz parte de um júri de um concurso de escrita,
que organizei na Junta de Freguesia de Curvos, que avaliou uma série de
trabalhos onde se encontravam vários contos de Jorge Faria, tendo sido
distinguido com um segundo lugar e uma menção honrosa. Para além disso aquilo
que todos sabem, pelo menos aqueles que leram o seu primeiro romance «Os
Pecados do P.e José Pilar»: Um romance arrebatador e envolvente.
Mas afinal, quem é Jorge Faria?
É um homem de
trato fácil e com um discurso sempre muito direto e informal. O Jorge Faria não
é cá homem de meias palavras, ou do diz que disse. Lembro-me quando o conheci
logo se encarregou de me “impor” um trato informal, no sentido de nos tratarmos
por “tu”.
Permanentemente
bem disposto e sempre com uma piada na ponta da língua. Gosta do convívio e
deixa alegre quem com ele priva e conversa. Possuidor de uma invulgar
perspicácia e de um apurado sentido de oportunidade, brinda-nos com um apurado
humor, bem refinado, muitas vezes matreiro, mas inofensivo. Digo eu.
O seu primeiro
romance foi um sucesso. Quem já o leu estou certo que concordará comigo. A
crítica foi muito positiva. A grande virtude da escrita do Jorge Faria provém
precisamente desta capacidade inata do autor para criar e para transpor para a
escrita aquilo que lhe vai na alma, fruto de um estudo e de uma investigação
tão empenhada, que coloca na preparação dos seus contos e romances ficcionados.
Nos seus
livros, neste caso nos seus romances, não falta o picante que ele tanto gosta
de puxar à conversa. Esta é aliás uma das principais caraterísticas do seu
estar e do seu ser. Vive com entusiasmo e paixão tudo aquilo que faz.”
A todos os
amigos e conhecidos aconselho a compra do livro. Leiam-no e sugiram a sua
leitura. Não há nada como o prazer de folhear um livro. A internet jamais
substituirá o papel, antes o complementará.
Bem hajas,
Jorge e continua assim, porque é um prazer ler-te. Agora que nos habituas-te à
tua escrita, vais ter-nos sempre à espreita, à espera do... próximo. Estou
certo que ainda hás de figurar na galeria dos grandes escritores portugueses. Um
abraço, forte.
Mário Fernandes
04-12-2015
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