segunda-feira, 16 de novembro de 2015

À CONVERSA COM O POETA E ARTISTA ESPOSENDENSE JORGE BRAGA



JORGE BRAGA POETA E ARTISTA ESPOSENDENSE ACABA DE ARRECADAR A MEDALHA DE BRONZE NUMA EXPOSIÇÃO NO “CARROUCEL DU LOUVRE” EM PARIS
Jorge Ferreira Pires Braga nasceu no dia 23 de Junho de 1965. É natural de Vila-Chã, mas vive em Esposende, onde casou com Rosália Pereira. Tem dois filhos. O Ricardo [já aqui entrevistado há cerca de 4 meses, aquando da publicação do seu primeiro livro de poesia].
Fez a escola básica em Vila-Chã, o ciclo em Esposende e o secundário na Escola Henrique Medina e a formação universitária na Universidade Lusíada em Famalicão.
Pelo meio ainda cumpriu o serviço militar. Já se dedicou à indústria de transformação de granito e atualmente é formador e técnico oficial de contas, com gabinete de apoio e consultoria às empresas.
Escritor, poeta e escultor, são algumas das formas como publicamente é reconhecido, o que lhe tem granjeado a simpatia dos esposendenses e a atenção de galerias e ateliers de arte. Expôs em Vila Nova de Gaia, numa das bienais mais importantes do país e aí ganhou um convite para expor no “Louvre” em Paris, onde, segundo afirma, para sua grande surpresa acabou premiado.
Esta entrevista está estruturada por temas, para responder a várias questões: O homem, as suas raízes e os seus gostos, o seu percurso escolar, o poeta, o artista e a sua obra.
GOSTOS PESSOAIS
“Gosto de conviver com pessoas, de viajar e conhecer pessoas e locais. Gosto muito de aprender coisas novas e estudá-las. Tenho um gosto especial por paisagens urbanas.”
EM QUE OCUPAS OS TEMPOS LIVRES?
“O pouco que tenho dedico-o a estar presente em eventos de amigos e a apoiá-los. A organizar eventos que promovam e divulguem a arte, nomeadamente a poesia; estar com a família, a jogar futebol com os amigos e a visitar e estar com a minha mãe em Vila Chã. Também gosto muito de fazer trabalhos manuais tais como livros manuscritos, moldes em gesso etc.”
QUANDO COMEÇAS-TE A ESCREVER?
“ Comecei a escrever muito novo, lembro-me das primeiras quadras quando tinha cerca de 10 ou 11 anos. Normalmente eram dedicadas a elementos da natureza tais como a chuva, os pássaros, as flores e os rios. ”
QUAL FOI O TEU PRIMEIRO LIVRO?
“O meu primeiro livro foi o Elos. Teve o apadrinhamento de um amigo e conterrâneo, o Dr. Manuel Albino Penteado Neiva, que foi o maior impulsionador na publicação dos meus escritos. Publiquei pela primeira vez em 1991.”
QUAL O GÉNERO DE ESCRITA QUE MAIS TE CATIVA?
“O meu género de escrita preferido é a poesia. Embora escreva e já tenha publicado crónica literária. Tanto num estilo como no outro, cultivo o texto curto e a mensagem forte, e é neste registo que me quero manter”
O QUE GOSTAS DE LER?
“Leio muita poesia, naturalmente, mas também gosto muito de ler literatura infantil e infanto-juvenil. Normalmente não leio livros com muitas páginas. Talvez isso tenha a ver com a minha personalidade e a minha forma de estar na vida.”
QUAIS SÃO OS TEUS HOBBYS?
”Os meus hobbys são desenvolvidos nos meus tempos livres e como tal serão as atividades já referidas, como fazer trabalhos manuais, criar pequenos objetos etc.”
QUANTOS LIVROS JÁ PUBLICASTE? QUAIS?
“Já publiquei seis livros. Cinco de poesia e um de crónicas. De poesia são o Elos; Paradoxia; Galarim; Plectro Inato e Amenas Tempestades. De crónicas publiquei o Excitações da Razão.”
QUAL FOI O LIVRO QUE MAIS PRAZER TE DEU ESCREVER?
”Foi o primeiro. Talvez me tenha dado mais prazer pelo facto de ninguém saber que eu escrevia e naquela altura publicar era muito difícil e muito caro. Também nos primeiros textos ainda não tinha as temáticas “esgotadas” e tudo era tema novo para mim. ”
E O QUE OBTEVE MAIOR SUCESSO?
“É difícil de medir o sucesso de um livro. Se o parâmetro for as vendas, foi o de crónicas Excitações da Razão; mas se mudarmos o parâmetro e avaliarmos o feedback dos leitores e a quantidade de utilização dos textos em eventos e noutros contextos, foi sem dúvida o último, o Amenas Tempestades. ”
JÁ RECEBESTE INUMEROS PRÉMIOS E CONDECORAÇÕES. QUAIS FORAM OS MAIS IMPORTANTES?
“Todos foram importantes. Os melhores prémios que recebi foram o carinho e a presença da família e amigos sempre que eu precisei. Quanto ao reconhecimento público, começou na escola enquanto estudante em que concorri aos jogos florais com três poemas e arrecadei o primeiro, segundo e terceiro prémio. Esse foi o momento impulsionador para publicar; a partir daí foi fazer percurso. Há momentos que eu considero como “dádiva” e não prémio. Por exemplo o facto de ter sido selecionado para expor na I Bienal de Gaia, ao lado de grandes vultos das artes plásticas, foi fantástico. Depois ser convidado para expor no Carroussel du Louvre em Paris foi outro acontecimento muito bom; e aí ganhar a medalha de bronze na categoria de escultura foi maravilhoso. É muito bom saber que as pessoas gostam dos trabalhos que fazemos, independentemente dos prémios que ganhamos. ”
SE TIVESSES QUE DIZER O QUE É PARA TI UM LIVRO, O QUE É QUE DIRIAS?
”Pergunta difícil. Para mim um livro é aquilo que ele é capaz de produzir em mim, tanto ao nível do conhecimento, como das sensações.”
E TU COMO É QUE TE DEFINES A TI PRÓPRIO? ESCCRITOR, POETA OU ESCULTOR?
”Um cidadão do mundo. Tudo isso e mais aquilo que me possa tornar útil na comunidade, numa visão mais restrita, e na sociedade numa visão mais abrangente.”
ESPOSENDE TEM ASSISTIDO A UMA GRANDE ATIVIDADE LITERÁRIA. NÃO FALTAM AUTORES A PUBLICAR E TEM HAVIDO APRESENTAÇÃO DE LIVROS COM GRANDE REGULARIDADE. A QUE ACHAS QUE SE DEVE ISSO?
”Deve-se a vários fatores. Uns de ordem social, outros de ordem política e outros de ordem tecnológica.
A nível social, é já bem aceite a exposição pública de opiniões, de emoções e pensamentos.
A nível político, o concelho tem vindo a apostar mais neste tipo de cultura. E muitas vezes esse investimento passa por pequenos/grandes “gestos”, tais como facilitar o uso dos espaços e equipamentos públicos para os eventos e para as apresentações, e/ou a presença das entidades nas cerimónias.
A nível tecnológico, é indiscutível que hoje é muito mais fácil e mais barato publicar do que há vinte e cinco anos. O livro pode ser todo preparado pelo autor no seu computador pessoal e enviado para a editora ou tipografia que o terá pronto para apresentação ao fim de meia dúzia de dias.
Todos esses fatores aliados à entreajuda entre os autores facilitam a publicação. ”
ACHAS QUE O APOIO DO MUNICIPIO DE ESPOSENDE À CULTURA TEM SIDO SUFICIENTE?
”É o que é. Nunca será suficiente, mas já foi muito menor. Depende do tipo de cultura que falamos ou do tipo de apoio.
Prefiro pensar que o apoio nunca irá chegar, porque as necessidades vão aumentando, os criadores e produtores de cultura vão trabalhando cada vez mais; mas que o apoio vá sendo cada vez maior a todos os níveis.”
E O APOIO AOS JOVENS AUTORES?
”O apoio aos jovens autores deve ser muito bem pensado. Estamos a falar de autores de tenra idade, em que a sua formação como pessoa e ser humano está a ser construída a par do desenvolvimento dos seus talentos e da sua formação artística. A sua dependência de apoio é muito maior do que num adulto. No meu ponto de vista, não se deve criar no jovem autor a sensação de dependência, mas de conquista.
Muitas vezes estar presente, criar um gabinete de apoio aos jovens criadores, aconselha-los ajudando-os a tratarem dos seus trabalhos e das suas publicações é o melhor apoio. ”
HÁ MUITO QUE VENHO A SUGERIR A CRIAÇÃO DE UM “PRÉMIO LITERÁRIO MUNICIPAL”. JÁ FOI PROMETIDO MAS PARECE TARDAR EM SER APLICADO. ACHAS QUE É IMPORTANTE CRIAR ESTA DISTINÇÃO PARA AUTTORES CONCELHIOS?
”Tudo o que motivar é importante. De certeza que há autores que se sentirão motivados para produzir sendo premiados. Mas há muitos que podem avaliar mal os seus trabalhos, ou serem mal avaliados e ao não serem contemplados com um prémio ficam desmotivados e deixam de produzir. Muitas vezes perdem-se assim grandes talentos.
Os prémios são sempre muito bons quando se ganha. Eu iria mais para a publicação de uma antologia em que se pudesse abranger um universo maior de autores. Até porque é uma forma de publicar quem muitas vezes não tem possibilidade de o fazer. Nem financeira, nem editoriamentel.”
COM A POVALÊNCIA QUE TE É RECONHECIDA, TANTO NO MUNDO DAS LETRAS COMO DAS ARTES, COMO TE SENTISTE NA APRESENTAÇÃO DO 1º LIVRO DE POESIA DO TEU FILHO RICARDO?
”Primeiro como pai, e depois como autor, é naturalmente um orgulho.
 O Ricardo é muito talentoso e revelou-se muito cedo. Fez o percurso dele, afirmando-se, no meio escolar destacando-se com os seus trabalhos, sem qualquer “colagem” ao pai.
Eu já tinha passado pelo processo de publicação, e naturalmente, mostrei os seus trabalhos ao editor, que depois de os ler, e ao saber a idade do Ricardo (15 anos), disse logo que o queria publicar. Espero que haja continuidade, mas o caminho é ele que tem de o percorrer. ”
ACHAS QUE TENS SIDO INSPIRADOR E QUE O RICARDO É TEU FÂ?
”Ele diz que sim. Ainda bem. Mas ninguém deve beber só de uma fonte, e o Ricardo tem outras fontes que na minha opinião são de bom gosto. Claro que uma das coisas que o influência, assim como a mim, é frequentar tertúlias e eventos, ter livros de bons autores à disposição para ler. Mas a desculpa de não ter não serve, porque temos muito boas bibliotecas no concelho, onde podemos recorrer. Às vezes falta o bom aconselhamento e muitas vezes esse aconselhamento não é dado porque não é solicitado. ”
COMO VÊS O APARECIMENTO DE NOVOS VALORES NO NOSSO CONCELHO? ESTOU A LEMBRAR-ME DA SUSANA INÊS, DO ILDA DANIELA E DE VÁRIOS OUTROS.
”É ótimo. Sou amigo de ambas e incentivei a Susana Inês na publicação do seu primeiro livro. Foi ela que teve a humildade de me pedir ajuda e que lhe fizesse o prefácio. Ajudei com todo o gosto. Também eu ainda hoje peço ajuda a pessoas mais experientes; refiro-me por exemplo área da escultura.
É sempre bom que apareçam novos valores. Depois é como a semente que se lança à terra, nem toda dá fruto. ”
BEM, VAMOS AGORA FALAR UM POUCO DA NOSSA TERRA. O QUE PENSAS DA CIDADE E DO CONCELHO DE ESPOSENDE?
”É a melhor terra que conheço para morar. Por isso é que sempre vivi aqui. É muito bom viajar e depois regressar a Esposende. Como eu escrevi no verão passado e se fez uma faixa “Esposende é lindo de viver”.
E DO ATUAL MOMENTO POLITICO EM PORTUGAL?
”Esta é a pergunta mais difícil. Politica não é mesmo a minha praia. As pessoas vão ter o bom senso de olhar pelo nosso país, e o povo sabe muito bem diferenciar o que é bom do que é mau. Cada um pensa que está a fazer o melhor que sabe; muitas vezes não sabem mais...“
E O TRABALHO DO MINISTÉRIO DA CULTURA?
“O ministério da cultura ainda é recém-nascido, mas toda a anterior política da cultura, nunca se conseguiu descolar do ministério das finanças, e quando assim é, não se pode fazer muito. Mesmo assim, a cultura está cada vez mais acessível para quem a procurar. Há muito boas coisas de “borla”, as pessoas também não as procuram.”
E DESTA VAGA DE REFUGIADOS?
“É um drama global, mas tenho a certeza que é muito mais complexo do que parece à primeira vista. Drama ou estratégia? As pessoas que estão nos cargos competentes devem tentar resolver da melhor forma e sem prejudicar os residentes, criando-lhe o sentimento de injustiça.”
UM SONHO?
“Voar. OK!  Pode ser em sonho! E que o mundo seja mais justo. Ups...já são dois! ”
COM UM PERCURSO LITTERÁRIO SÓLIDO E RECHEADO DE PRÉMIOS E CONDECORAÇÕES, ONDE ESPERAS CHEGAR?
“Onde a imaginação me levar. Sinceramente, gostaria de ter liberdade e despreocupação para poder criar. Ideias não faltam, mas a prioridade de garantir o sustento e a segurança da família, é um fator limitador.”
O QUE É QUE SENTES QUE AINDA TE FALTA FAZER?
“Quase tudo. Escrever mais livros, plantar mais árvores, e... filhos já chega; a vida não está fácil.
Quero evoluir, sustentadamente em cada área que estou. Tanto na literatura como na escultura. Trabalhando…!”
A TERMINAR QUERIA QUE DEIXASSES AQUI AQUILO QUE SENTIS-TE HÁ DIAS EM PARIS QUANDO OUVISTO CHAMAR O TEU NOME PARA RECEBERES A MEDALHA DE BRONZE NUMA MOSTRA TÃO IMPORTANTE E NUM DOS MAIS CONSAGRADOS MUSEUS DO MUNDO?
“Eu não sabia que estava a ser avaliado e sinceramente, pensei que seria uma medalha de presença. Estava muita gente, mas como pararam de entregar e o galerista que me representou veio dar-me os parabéns e mais pessoas cumprimentavam-me e davam os parabéns é que eu comecei a ter noção da importância do que me tinha acontecido. Depois foi um crescer de emoções à medida que ia tomando consciência da importância que aquela medalha tinha. Foi ótimo não só pela distinção, mas por ser no evento que foi. Comigo carreguei uma obra, uma terra (Esposende) e um país. ”
NOTA FINAL
Conheço o meu caro e bom amigo, Jorge Braga, desde longa data, porque ambos nascemos em Vila-Chã e aí brincamos, estudamos e crescemos. No ano de 2007, portanto há 8 anos, no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Árvore e da Poesia, convidei o Jorge a fazer uma exposição na Freguesia de Curvos. Intitulou-se EXPOÉTICA, realizou-se no dia 21 de março de 2007 e terá sido a primeira de muitas outras a que o Jorge entretanto foi dando sequência e que ainda hoje vai mantendo. São uns eventos interessantíssimos que contemplam a apresentação de um filme. O primeiro intitulado "à conquista do Mundo - verso in verso", projeto que visa a valorização do homem enquanto ser interativo com o próprio homem e outros poderes e valores. Depois de ler cada poema o leitor é desafiado a recriá-lo através da ilustração que lhe está associada e a alargar os horizontes da sua imaginação, criando o seu próprio imaginário. Estes eventos, compostos por exposições e poesia, ultimamente tem sido realizados na Casa da Juventude em Esposende, onde sempre tenho feito questão de estar presente. Também tenho acompanhado algumas sessões de Fado e Poesia que o meu amigo Jorge tem levado a várias localidades e que tem sido um sucesso.
Estamos portante diante de um homem que se tem destacado em várias áreas, desde a poesia à escultura e às artes na sua globalidade.
Foi um prazer, tal como sempre, conversar com este amigo e poder trazer aqui os seus mais recentes feitos. Um abraço, bem forte e o desejo de que continues a alcançar os maiores sucessos.
Mário Fernandes
13-11-2015






MF


domingo, 15 de novembro de 2015

JORGE FARIA APRESENTA O SEGUNDO ROMANCE «A CASA DOS MALDITOS»



Caras e Caros Amigos. No próximo sábado, dia 21, às 21 horas, todos ao Centro Paroquial de Palmeira de Faro, à apresentação do segundo romance de Jorge Faria «A CASA DOS MALDITOS». 

Depois do sucesso obtido com o livro “Os Pecados do P.e José Pilar”, espera-nos mais uma envolvente e brilhante história de amor, traição, vingança, ódio e claro está… oração. Muita oração!

Aguardam-nos várias intervenções, a atuação do grupo de fados do IPCA “Gallus-Gallus” e a tradicional sessão de autógrafos com o autor.

Aproveito para felicitar desde já o meu amigo Jorge Faria, por mais esta excelente publicação. Convidado a intervir, na sessão de apresentação, terei todo o prazer em fazê-lo.

Aqui fica o convite.

Amigas e Amigos, conto convosco!



MF


terça-feira, 10 de novembro de 2015

À CONVERSA COM MARIZ NEIVA PRESIDENTE DE ROTARY CLUB DE ESPOSENDE


MARIZ NEIVA PRESIDENTE DO ROTARY CLUB DE ESPOSENDE
Manuel Mariz Neiva, nasceu no dia 15 de janeiro de 1959.É natural de Marinhas, casou em Vila-Chã e vive em Marinhas, depois de ter residido durante cerca de 20 anos em Vila-Chã. Tem dois filhos, o Jorge, que é Engenheiro Mecânico e a Sofia que é Médica. A esposa é professora de História no Colégio Didálvi em Alvito, concelho de Barcelos. É professor de Filosofia na Escola Secundária Henrique Medina onde leciona e é o coordenador da Formação Qualificante.
Um homem sempre atento e interventivo, tanto na sociedade civil, como na política, que se tem destacado no movimento associativo, em especial no Rotário. Ao ser eleito e assumir pela segunda vez a presidência dos Rotários de Esposende, demonstra um especial gosto pelo movimento e pelos objetivos aqui preconizados. A sua passagem pela política, tanto na autarquia local como no Município, onde de entre vários outros cargos, chegou a assumir a presidência da Assembleia Municipal de Esposende, contribuiu para o enriquecendo do seu currículo social. O desempenho de cargos político partidários, onde tem desempenhado um papel de liderança e mediação também reforçaram a imagem de um homem com um grande à vontade na criação de consensos.
Amante de motos, gosta de participar nos encontros de “motards” e, com um grupo restrito realizar a sua “voltinha sabatina”, principalmente no verão, à descoberta de novos sítios, lugares e bons restaurantes. Sim, porque aqui prima o companheirismo e o convívio. Gosta de conviver, de passear e de ensinar e muito de se divertir.
Vamos então dividir esta entrevista em três momentos diferentes. A primeira parte para conhecermos um pouco melhor Mariz Neiva e o seu lado mais pessoal, a segunda para uma abordagem ao Rotary Club de Esposende e a última parte o Roraty nacional e Internacional.
GOSTOS PESSOAIS
”Costumo dizer que já estou próximo dos 100 anos, porque ultrapassei a barreira dos 50 e por isso já não fica muito mal dizer que sou muito persistente, mantendo e lutando por ideais que me seduzem. Já foi dito antes que gosto de andar de mota e vejo nela uma catarse tão subtil que dificilmente traduziria em palavras. Durante minutos, ou horas sou só eu e ela. O binómio homem-máquina tem que ser sempre de equilíbrio, caso contrário ela põe-me no chão, como já o fez algumas vezes. Não gosto muito de trabalhar, porque o trabalho torna-se rotineiro e desgasta-nos, porém gosto muito de ser professor e estou convencido que tenho algum jeito, dedicação e competência (se eu não disseste isto de mim, quem o diria?) por essa razão vejo-o mais como uma missão que dignifica o homem e o integra plenamente na sua dimensão humana de construtor da vida que lhe foi dada e ele tem que aprimorar, dando-lhe sentido e valor.”
TEMPOS LIVRES
“Naturalmente não tenho tempos livres, sempre tenho, pelo menos, em que pensar e essa é uma interessante maneira de o livre ficar ocupado.”
ESCRITA
“Reconheço que sou pouco dotado nesse campo. Escrevo pouco por deleite ou por inspiração e no fim, quando leio o que escrevi fico sempre com muita vontade de o arquivar na quinta secção. Vivo num mundo de papéis e em que a escrita tem sido muita para poucos lerem. Daí algum desânimo. Fui, durante anos, colaborador de jornais concelhios, mas não reconheço valor digno de referência.”
HOBBYS
”Tal como nos tempos livres, sistematicamente não tenho nenhum. Quando se ganhava bem gostava de coleccionar moedas e relógios. Fruto dos tempos estas peculiaridades vão ficando estáticas e arquivadas, muitas vezes na gaveta do esquecimento. O que me dá muito prazer é fazer alguma «bricolage» minuciosa em reparações eletricas e dos equipamentos domésticos. Mais vezes a «olhometro» do que com o rigor da reparação. È o querer ver como funciona ….”
O QUE PENSA DA CIDADE E DO CONCELHO DE ESPOSENDE?
”Gosto muito deste cantinho apertado entre dois distritos e sendo a fralda do distrito a que pertencemos, o de Braga. Falo sempre com muito orgulho da minha terra e reconheço que é um privilégio da natureza. Tem tido autarcas com visão e ação, que transformaram um simples povoado num “oásis” em que apetece viver. Sentimos, porém, uma enorme falta de população, geradora de constrangimentos em ternos de negócios e consequentemente de fixação de novas gerações. É nostálgico circular pelo centro do castro urbano fora do expediente e verificar a solidão que por aí está espalhada.
Impõe-se ao grupo com responsabilidades políticas, mas também aos senhores da economia e da sociedade em geral refletir e trabalhar esta problemática, porque ela é urgente e indispensável para que o grande sonho não se torne em pesadelo, por estarmos sempre à espera que os outros resolvam.
Admiro as pessoas que se dedicam, mesmo que para isso sejam remuneradas, à «res publica» e por ela se deixam cativar, estudando-a, fundamentando-a, procurando aqueles que para ela contribuíram com dedicação, empenho e muito engenho. ”
E DO MOMENTO POLITICO ATUAL, EM PORTUGAL?
”É dos assuntos sobre os quais todos temos falado muito e no fim tudo continua exactamente na mesma. Estamos a viver um momento de construção da democracia que não é nem normal nem vulgar. Justifico com a asserção já, por demais, dita – quem ganha deve governar- o resto é artificio manipulador fundamentado numa Constituição e visões interpretativas serviçais de estruturas caóticas, para que quem tem um olho continue a ser rei. E prefiro ficar por aqui ….”
A MEIO DO MANDATO NA PRESIDÊNCIA DO ROTARY CLUB DE ESPOSENDE
Manuel Mariz Neiva assumiu a presidência do ROTARY CLUB DE ESPOSENDE, pela segunda vez, passados 18 anos, no dia 30 de junho deste ano, sucedendo a Miguel Lopes. A sua equipa conta com Almor António Miranda da Costa, na vice-presidência, Agostinho Penteado Neiva, no secretário, e Ilda Amália Fernandes Branco, secretária-adjunta. O tesoureiro é José Faria Cardoso e Manuel Amaro Alves Marques tesoureiro-adjunto. Responsável pelo protocolo é José Alberto Lima Costa e Silva, tendo como adjunto Horácio de Faria Lages.
Na tomada de posse Manuel Mariz Neiva elencou um conjunto de objetivos com o intuito de manter o clube vivo, atuante e que dentro do possível cresça, admitindo novos companheiros. Realize o objetivo primordial, do movimento, que é praticar o companheirismo. “Neste sentido, darei continuidade aos jantares de convívio, passeios e palestras mensais ou sempre que seja oportuno, realizando ainda algumas ações de solidariedade em prol da cegueira evitável em países do oriente, mantendo as bolsas de estudo a jovens carenciados e o banco de cadeiras de rodas. Temos 10 cadeiras distribuídas pelo concelho, algumas encontram-se junto de instituições, sendo que outras estão com particulares”, referindo ainda tratar-se de objetivos “quero que sejam o mais realistas possível, numa altura em que todos os movimentos associativos passam por algumas dificuldades, que se prendem com a pouca disponibilidade das pessoas, com a comunicação mais virtual do que pessoal e a concorrência de muitas outras formas de convívio.”
Melhor do que o balanço de final de mandato poderá ser a avaliação a meio do mandato, o que pode inclusive servir para avaliar o trabalho desenvolvido e eventualmente redefinir algumas das metas inicialmente tratadas.
Vamos então conhecer melhor um Clube que tem na solidariedade a sua génese, cuja ação propositadamente se desenvolve com a maior descrição. A missão do movimento é essencialmente o companheirismo dos seus membros em que cada um de nós representa uma profissão, dando a conhecer aos outros elementos do clube aquilo que é e que faz. 
PENSO QUE TERÁ ESTADO NA FUNDAÇÃO DO ROTARY CLUB DE ESPOSENDE. QUEM FORAM OS SEUS FUNDADORES?
“O Rotary Club de Esposende foi fundado em 1978. Nessa altura realizava o ano propedêutico. Não tinha idade nem condições económicas para ser rotário. Entrei em 1992 para o clube. Da fundação do clube ainda há três companheiros que continuam rotários, é o caso do Companheiro Agostinho Neiva, do Companheiro Costa e Silva e do Companheiro Manuel Passos Vicente. Muitos dos fundadores já faleceram e muitos outros saíram do club. É um movimento dinâmico ao qual as pessoas aderem e do qual sempre que queiram podem sair.”
O QUE É SER ROTÁRIO?
“Acima de tudo é ser boa pessoa. Se me souberem dizer em palavras o que é ser boa pessoa eu também conseguirei responder. Todos os dias somos seres vivente e fazemos pela vida, praticando o bem, colaborando com o nosso próximo e estando disponíveis para servir, naquilo que fizer falta, sem esperar a tribuna, o agradecimento ou mesmo o reconhecimento.
Para grande parte da sociedade os rotários são elitistas. É verdade! Nem todos poderão ser rotários. Cada um de nós representa uma profissão e a profissão que eu tenho e represento, sem ter recebido procuração de nenhum colega, está ocupada no quadro social do Rotary Club de Esposende, por isso, terá que aguardar nova vaga… Constantemente se escutam críticas de que os rotários só querem é “exibir-se”. Vale como resposta o ditado popular de que só se atiram pedras às árvores com frutos…
Realmente ser rotário é ser comprometido com o mundo e com a humanidade estando ao dispor para praticar sempre o bem em prol da humanidade.”
QUEM É QUE PODE SER ROTÁRIO?
“Qualquer um que seja proposto e admitido pelo clube. Ninguém entra sem ser proposto por outro companheiro e votado em sufrágio universal, numa Assembleia Geral do clube, expressamente convocada para o efeito. Não há condicionantes de raça, sexo, religião ou política. Há a idade, que não se fundamenta em limites mas em enquadramentos. Além do Rotary, há o Rotaract e o Kids, para os que não preenchem os requisitos de profissão e de idade. A limitação da profissão é a que antes referi. De resto se todas as profissões são exercidas por homens ou mulheres é porque são profissões. Poderia dizer que desde esta até aquela profissão todos poderiam ser admitidos mas isso obrigava-me a hierarquizar profissionalmente os homens.”
EXISTEM VANTAGENS PARA OS ASSOCIADOS?
“A principal é o conhecimento de outros companheiros que partilham o ideal rotário, com os quais podem trocar experiências, vivências e procurar soluções ou colaboração para as dificuldades que surgem todos os dias na nossa profissão.
A vantagem de poder fazer o bem ao próximo, à comunidade, sem ser na primeira pessoa, sem estar com delongas para ter títulos ou receber elogios. Cada um de nós é um dente integrante da roda dentada, que é o nosso símbolo (parafraseando Marx é uma peça da engrenagem).”
QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS OBJETIVOS DESTE SEU MANDATO?
“Concretamente é aumentar o quadro social do clube e fomentar a dinâmica semanal das reuniões, para que cada membro sinta necessidade e vontade de interagir, de comunicar e de partilhar como companheiro. Participar nos objectivos do Governador do Distrito 1970 e nos de Rotary Internacional.
No fundo é continuar o que de bom os conselhos anteriores iniciaram e deu frutos.”
DE ONDE PROVÉM OS RECURSOS PARA O DESENVOLVIMENTO DAS VOSSAS AÇÕES?
“Há momentos já referi que temos uma quota mensal, que serve para resolver os compromissos certos e permanentes que o clube tem. O resto tudo é resultado do que os seus membros conseguem contribuir, angariar patrocinadores fora do clube, promoção de eventos e «carolice» para tornar fácil e atingível o que individualmente nunca faria nem conseguiria. Não tenho vergonha, como rotário, de pedir a empresários, a amigos e conhecidos que me patrocinem uma bolsa de estudo para um jovem do nosso concelho. Afinal com três letras tanto se diz sim como não… conseguindo mais uma bolsa é mais uma potência que se vai concretizando. “
COMO CLASSIFICA A RELAÇÃO COM A AUTARQUIA E O MUNICIPIO?
“O movimento rotário existe para promover a concórdia e o entendimento, praticando o companheirismo. Assentando nesta ideia nem se compreenderia que a relação com o Município não fosse a melhor e a mais proveitosa para a comunidade local.
O nosso lema é servir. O deste ano rotário é ainda mais sugestivo e comprometedor – seja um presente para o mundo. Por isso não é só missão é também obrigação. O testemunho desta afinidade está patente na presença de vereadores ou do Senhor presidente da Câmara nas nossas reuniões festivas. ”
QUANTOS “COMPANHEIROS” SE ENCONTRAM ATIVOS NO CLUBE?
“Com a recente entrada de três valiosos e ativos cidadãos do nosso concelho, somos 20. Já fomos muitos mais e também já fomos menos. Creio que continuaremos a crescer, porque há muitas pessoas boas que têm lugar e fazem falta ao clube. O clube é uma organização viva e atuante, ora aumenta, ora perde alguns dos membros que o formam.”
UM SONHO?
“Chegar ao mês de junho de 2016 com o risonho número de 25 companheiros, para passar o clube ao novo presidente com um agradável quadro social.”
ROTARY CLUB DE PORTUGAL E FUNDAÇÃO ROTÁRIA
“A fundação Rotária Portuguesa é uma instituição valiosíssima que está sediada em Coimbra e que apoia há muito tempo muitos dos projetos que os clubes rotários criam e apresenta. No campo das Bolsas de estudo faz uma espetacular gestão das doações dos beneméritos aos beneficiários.
É obra da contribuição de todos os clubes rotários e gerida por profissionais dedicados e competentes, sem remuneração nem ajudas de custos.”
NOTA FINAL
Conheço o meu caro e bom amigo, Mariz Neiva, desde longa data. Casou em Vila-Chã quando eu ainda lá vivia E foi meu professor de filosofia na Escola Secundária de Esposende. Um professor que já exerceu funções políticas de especial relevo e que sempre manteve uma atividade cívica de grande importância. Também acabou por ser Mariz Neiva, quando exercia a presidência da Assembleia Municipal de Esposende, a dar-me posse, em 2001, a presidir à minha tomada de posse como membro da Assembleia Municipal. Voltei a cruzar-me com o professor Mariz [sim, porque é assim que é vulgarmente conhecido] quando presidi à Junta de Freguesia de Curvos, tendo com ele celebrado protocolos para receção de estagiários dos cursos profissionais de que já na altura era responsável na Escola Secundária de Esposende.
Tudo isto para dizer que o meu entrevistado de hoje é alguém com quem tenho uma relação de amizade, com quem tenho tido o prazer de trabalhar, que alias recentemente me convidou para me associar ao “Rotary”, o que acabou por acontecer muito recentemente. Apesar do que acabo de escrever, em momento algum desta entrevista me senti condicionado. Nem para escrever a mais nem a menos, sendo minha obrigação abordar os temas com imparcialidade.
Quero destacar aqui, daquilo que conheço, algumas das mais importantes ações do Rotary Club de Esposende; O apoio a estudantes do ensino universitário com a atribuição de BOLSAS DE ESTUDO; As campanhas de solidariedade e apoio à LOJA SOCIAL DE ESPOSENDE e a Homenagem ao “Profissional do Ano”, como forma de reconhecer o mérito de esposendenses que se destacam nas suas áreas profissionais;
Mesmo a finalizar aproveito para lembrar uma das mais importantes obras de sempre dos Rotários esposendenses. A construção de uma habitação, na Freguesia de Curvos, para uma família com parcos recursos. A esta rua foi atribuída a designação de RUA DOS ROTÁRIOS, fazendo por isso parte da toponímia local. Enquanto presidente de Junta de Freguesia de Curvos tive o prazer de dotar esta rua de infraestruturas e de a pavimentar. Assim se constrói o… futuro!
Caro prof. Mariz Neiva, muito obrigado, por várias razões, mas hoje em especial por se ter disponibilizado para esta agradável conversa. Foi um prazer conversar consigo.
Um abraço extensivo a todos os membros do “Rotary Club de Esposende” e o desejo de que continuem a desenvolver esse magnífico trabalho, com a mesma discrição e empenho, em prol da comunidade.
Mário Fernandes
06-11-2015







MF


sábado, 7 de novembro de 2015

EVENTO SOLIDÁRIO ESTA TARDE NO AUDITÓRIO MUNICIPAL DE ESPOSENDE



Daqui a pouco no Auditório Municipal de Esposende [16 horas]. Evento solidário a favor do Cao Esposende Appacdm. Uma instituição que desenvolve um magnifico trabalho, com utentes muito especiais, que merece todo o nosso apoio. Até já.

MF


quinta-feira, 5 de novembro de 2015

À CONVERSA COM AUGUSTA ALMEIDA PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO AMBIENTALISTA "RIO NEIVA"



AUGUSTA ALMEIDA, PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO AMBIENTALISTA «RIO NEIVA»
“DESENVOLVEMOS UM CONJUNTO MUITO DIVERSIFICADO DE ATIVIDADES E QUEREMOS DIFERENCIAR-NOS NO APOIO ÀS PESSOAS DIFERENTES”
Maria Augusta Almeida Faria Almeida nasceu no dia 17 de janeiro de 1960, na freguesia de Belinho, Esposende, onde sempre residiu. Casada, tem 2 filhos. Um com 30 anos, a trabalhar na Islândia e o outro com 26 anos a trabalhar em Peniche. Professora do 1º Ciclo passou por inúmeras escolas no norte do país, de Barcelos, Vieira do Minho, Póvoa de Lanhoso, Antas, Forjães e Marinhas, onde chegou há cerca de 12 anos. Há vários anos que é professora bibliotecária, e actualmente responsável pelas bibliotecas do Agrupamento de Escolas António Rodrigues Sampaio, que engloba as escolas de Marinhas e das demais freguesias a norte do concelho de Esposende.
Uma professora que tem uma grande paixão pelos livros e pela leitura e que dedica muito do seu tempo à natureza e à proteção do ambiente.
Vamos então conhecer um pouco melhor esta esposendense, tanto a nível pessoal como o seu percurso profissional, a sua atividade, os seus hobbys e a associação «Rio Neiva» a que preside.
TEMPOS LIVRES
“Gosto de passear, de fazer caminhadas, de ler.”
LEITURA
”Leio sempre que posso. Gosto de ler Afonso Cruz, Richard Zimler... Gosto muito de literatura infantil.”
«ASSOCIAÇÃO RIO NEIVA - Defesa do Ambiente e promoção de atividades desportivas e ambientais»
A “Rio Neiva – Associação de Defesa do Ambiente” criada a 17 de novembro de 1989, em diário da república, é uma associação que tem por fim defender e valorizar o ambiente e o património cultural e promover um desenvolvimento regional equilibrado. Conforme aprovado na Assembleia Geral de 4 de Março de 1994. É uma associação sem fins lucrativos e privilegiará a colaboração com associações congéneres, tem a sua sede na freguesia de Antas, do concelho de Esposende.
QUAIS SÃO PRINCIPAIS OBJETIVOS DA “RIO NEIVA”?
Os objetivos da associação são: Promover um ambiente saudável; aproximar as pessoas ao meio envolvente; Fumentar o desporto em contacto com a Natureza; Incentivar hábitos amigos do ambiente; Sensibilizar as pessoas, principalmente os mais jovens, para a promoção de um ambiente saudável; Promover campanhas de educação ambiental; Ligar a reutilização de materiais às questões sociais.
MEDALHA DE MÉRITO NOS 25 ANOS DA ASSOCIAÇÃO
A Câmara Municipal de Esposende atribuiu a Medalha de Mérito Municipal à Associação Rio Neiva, no seu 25º aniversário. “Foi um momento de grande satisfação e uma honra para a nossa Associação, que tem desenvolvido um grande trabalho em prol da comunidade.”
1989: Iniciou com o objetivo principal que era a proteção ambiental do Rio Neiva.
1991: Canoagem para ligar os jovens à natureza;
2000: Mais um desporto na natureza. O BTT;
2004: Início a mais um desporto na natureza, que hoje se reveste de grande importância e que conta com um número considerável de praticantes. O pedestrianismo;
QUAIS SÃO AS CONDIÇÕES PARA ACESSO DE ASSOCIADOS?
Basta que comunguem dos nossos objetivos, que gostem da natureza e que queiram trabalhar connosco para o engrandecimento da Associação.
Os nossos associados provém essencialmente das freguesias de Antas, Belinho e Mar, Marinhas, Forjães, Castelo de Neiva e Chafé.
QUAL É O VALOR DA QUOTA ANUAL E DA JOIA?
O valor da quota anual é de 12 euros. Não temos joia de entrada.
VANTAGENS PARA OS SÓCIOS
Os nossos sócios podem usufruir de descontos, como: Nas atividades Rio Neiva; No aluguer de kayaks (posto náutico Foz do Neiva); Desconto nas lojas: Dunar - atividades radicais - 10% a 15% (exceto algumas atividades); Onda Desportiva - artigos desportivos - 10%; Chavães - ourivesaria - 10%; Visão Óptica - óptica - 10%; Casa Terra - bicicletas e acessórios - 10% a 15%; Cipriano - ourivesaria - 10%; clinica de dentistas (Belinho); clinica Santa Marinha; Cruz Vermelha das Marinhas.
ASSOCIADOS
Os direitos e obrigações dos associados, as condições da sua admissão e exclusão, bem como os termos da extinção da associação e consequente devolução do seu património serão as constantes do Regulamento Interno aprovado pela Assembleia Geral.
Podem ser associados da “Rio Neiva” todas as pessoas individuais ou coletivas, que se sintam identificadas com os fins que a associação prossegue.
Existem duas categorias de sócios: sócio júnior – sócio menor de quinze anos, estando isento de cota. Sócio sénior – sócio maior de quinze anos. (conforme aprovado na Assembleia Geral de 12 de Março de 1999). A admissão dos associados compete à direção e a exclusão dos mesmos à Assembleia Geral, sob proposta da direção.
São deveres dos associados; Pagar a jóia que vier a ser fixada pela Assembleia Geral; Servir os cargos para que foram eleitos ou nomeados; Concorrer, por todos meios ao seu alcance, para a prossecução do fim da associação.
São direitos dos associados; Eleger e ser eleito para qualquer cargo; Gozar de todas as regalias concedidas pela associação ao abrigo dos Estatutos, deste Regulamento Interno ou de quaisquer regulamentos especiais.
RECEITAS
Constituem receitas da associação; As jóias dos associados; O subsídio da Câmara Municipal, as candidaturas a projetos essencialmente do IPDJ e donativos; Os rendimentos de atividades promovidas pela associação; Quaisquer outros rendimentos. As receitas da associação constituirão um único fundo, que suportará todas as despesas que for necessário efetuar para a realização dos objetivos da associação.
QUAL É O VALOR MÉDIO DOS VOSSOS ORÇAMENTOS ANUAIS?
Os nossos planos de atividades contemplam muitos atividades nas mais variadas modalidades e setores e rondam os 15 a 20 mil euros por ano.
QUAL É A PRINCIPAL NECESSIDADE DA ASSOCIAÇÃO?
A principal prioridade é mesmo a questão da sede. Necessita de ser ampliada, onde se incluam um ginásio, balneários e um hangar para barcos.
A Câmara Municipal está em vias de adquirir um terreno contíguo à nossa atual sede e a associação já tem um projeto. Aguardamos a concretização desta obra o mais rápido possível, para podermos servir com mais qualidade os nossos associados e os, jovens que frequentam a área desportiva.
CAMPANHAS EM CURSO
Temos uma campanha de apanha de frutas sobrantes, para transformar ou não e entrgar a IPSS’s ou na Loja Social. Temos voluntários a criar e a recriar roupas usadas, na vertente social e ambiental. Estamos a trabalhar para criar um enxoval para oferecer a uma futura mãe carenciada.
CLUBE COM VÁRIOS CAMPEÕES NA CANOAGEM
“O nosso clube tem conseguido formar jovens que já obtiveram bons resultados em provas a nível nacional e até internacional. A alta competição não é o nosso principal objetivo, embora o fato de termos bons resultados seja sempre gratificante e encorajador. O que nós mais valorizamos é a formação dos jovens e a sua ocupação de uma forma saudável. Queremos ajudar os jovens a crescer, tanto física como intelectualmente, com valores e sensibilidade para as questões ambientais. Os nossos jovens sentem-se bem connosco, convivem e entreajudam-se.”
1000 CRIANÇAS ENVOLVIDAS NAS ATIVIDADES DE VERÃO
“De meados de junho a finais de julho, durante as tardes, passaram pelas nossas atividades mais de mil crianças.”
PARCERIAS E PROTOCOLOS
“Realizamos parcerias e protocolos com várias entidades e instituições, como a Câmara Municipal, as Escolas, IPSS e Associações congéneres. Temos uma parceria com o agrupamento de escolas António Rodrigues Sampaio (Marinhas), para o apoio ao desporto escolar, principalmente aos alunos da Unidade de Autismo de Forjães.
As instituições que frequentam as nossas atividades, pagam apenas um valor simbólico.”
MINI QUINTA PEDAGÓGICA
“É um dos projetos da associação. Contempla um pequeno espaço com animais e plantações/sementeiras de árvores autóctones e é onde realizamos os pic-nic’s da associação e até de outras instituições. Temos uma campanha de adoção de animais.”
PEDESTRIANISMO
“Todos os meses realizamos uma caminhada, no penúltimo domingo do mês, sempre com destino diferente. Contamos com a participação média, neste momento, de cerca de 30 pessoas. Também realizamos anualmente uma caminhada internacional, assim como uma caminhada especial (fim de semana).”
CLUBE DE CANOAGEM
Neste momento estamos a funcionar em condições precárias. Temos dois contentores cedidos pela federação de canoagem, que servem de armazem e outro de um particular a servir de vestiário. Não temos possibilidade de oferecer um banho aos atletas. O ginásio está nas instalações do clube do futebol do Antas.
“Nos dois últimos verões, instalamos um pequeno bar, a funcionar num espaço cedido pela junta de freguesia, durante o verão, servindo de centro de convívio e de angariação de fundos para a associação.”
CAMPOS DE FÉRIAS
“Foram quatro semanas de atividades que envolveram perto de 20 jovens na prática de muitas atividades desportivas, de lazer e ambientais.”
A “RIO NEIVA” É UMA ASSOCIAÇÃO JUVENIL
“Foi assim durante muitos anos e agora, assim continua. Os órgãos sociais têm que ser compostos maioritariamente por jovens até os 30 anos de idade. Está inscritano Registo Nacional de Associações Juvenis. É também uma ONGA (Organização não Governamental do Ambiente e aguarda à longo tempo, a resposta ao pedido de Utilidade Pública ”
QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS AMEAÇAS AO AMBIENTE NO NOSSO CONCELHO?
“Alguma poluição dos rios e demais cursos de água que foi comunicada às autoridades responsáveis; A disseminação de espécies infestantes; A erosão costeira.”
QUE INTERVENÇÕES GOSTAVA DE VER FEITAS NO VOSSO RIO, O RIO NEIVA?
“É importante que se proceda a obras de melhoria. O mais urgente é o desassoreamento do rio, que deve competir às entidades ligadas a esta área.”
COMO É O VOSSO RELACIONAMENTO COM O MUNICIPIO E A AUTARQUIA?
“O relacionamento é bom e a colaboração também tem sido boa, mas somos ambiciosos e queremos melhores condições para os nossos jovens, por isso, esperamos continuar a ter apoios, para a concretização dos projetos previstos.”
PATIVIDADES E PROJETOS
“Fazemos a divulgação das nossas atividades no nosso website, no facebook e no boletim informativo da Junta de Freguesia de Antas.”
QUAL FOI O MELHOR MOMENTO DA SUA PRESIDENCIA?
“Posso enumerar dois momentos muito especiais. Ver a sede da associação reconstruída, depois da catástrofe vivida, aquando do incêndio e o momento em que recebi, em nome da associação, a Medalha de Mérito do Município de Esposende, pelo que a mesma representa para a associação, os seus órgãos diretivos, todos, os presentes e os que por aqui passaram e claro está para os nossos associados e benfeitores.”
E O PIOR MOMENTO QUE AQUI VIVEU?
“O incêndio que deflagrou na nossa sede no dia 27 de setembro de 2013.”
UM SONHO?
“Em termos associativos é a ampliação da sede e em termos pessoais é continuar a cultivar muitas e boas amizades.”
COMO VÊ O CONCELHO DE ESPOSENDE?
“É um território bonito e dinâmico. Gosto de viver neste concelho.”
UM CONVITE?
“Convido as pessoas a visitarem a nossa associação, a frequentarem as nossas atividades e a terem uma consciência cívica e ambiental na defesa da natureza.”
“A «RIO NEIVA» FOI PIONEIRA NA DEFESA DO AMBIENTE NO NOSSO CONCELHO”
“Foi nesta associação que em primeiro lugar começaram a ser tratadas as temáticas ambientais no nosso concelho.”
NOTA FINAL
Conheço a amiga profª Augusta Almeida há já uns anos e reconheço-lhe uma grande capacidade de trabalho e o gosto enorme que tem nos vários projetos que tem vindo a desenvolver.
Tive o prazer de participar num dos programas pioneiros que desenvolveu, intitulado “Lê para mim... que depois eu conto” e que pretendia dinamizar a leitura em família, tanto dos mais novos, como dos adultos. Ler em família envolvia pais e filhos e professores, que acompanhavam alguns serões muito bem passados, neste caso, na escola de Curvos. O projeto percorreu todas as escolas do agrupamento das Marinhas. Um projeto que teve excelentes resultados, um deles de especial importância para mim, que culminou com a instalação de uma magnífica biblioteca da escola de Curvos.
Para além disso tenho acompanhado de perto o seu trabalho na “Associação Rio Neiva”, com resultados excelentes, em benefício da comunidade, do ambiente, do desporto e do lazer.
Cheguei a receber na sede da Junta da Freguesia de Curvos, por várias vezes, o grupo de caminheiros da «Rio Neiva» que por ali passavam nas suas caminhadas domingueiras. Dessas receções fazia parte uma sessão de boas vindas, uma intervenção sobre a história da freguesia, com o devido enquadramento, sempre tudo acompanhado de algumas iguarias locais, como o mel, o pão, o chouriço, as laranjas e o bom vinho.
Continue assim, professora Augusta e muito obrigado pela simpática receção e acolhimento. Desejo-lhes, a todos, dirigentes, associados e simpatizantes da Associação RIO NEIVA, as maiores felicidades e que continuem com este excelente trabalho.
Mário Fernandes
30-10-2015





segunda-feira, 2 de novembro de 2015

A EUROPA VEIO À ESCOLA ANTÓNIO CORREIA DE OLIVEIRA A ESPOSENDE



A EUROPA VEIO À ESCOLA
A atividade «Back to school» efetivou-se no dia 30 de outubro, no auditório da Escola António Correia de Oliveira, com a presença do sr. Engenheiro Joaquim José de Areia Capitão, membro da Comissão Europeia, tendo-se deslocado expressamente de Bruxelas para regressar à escola onde estudou. Ao longo de um dia foi "embaixador da instituição”, ao conversar com os alunos sobre a Europa e ao partilhar as suas experiências de trabalho, ao mesmo tempo que abordou temas relacionados com o ambiente. A sessão demonstrou uma extraordinária versatilidade do ponto de vista de conteúdos, uma sessão de hora e meia destinada a duas turmas de 6º ano - uma da escola de Esposende e outra da escola de Apúlia, com a mesma orgânica para alunos do 9º ano. Deixamos aqui expressos os nossos sinceros agradecimentos à Câmara Municipal de Esposende que graciosamente disponibilizou todo o apoio logístico solicitado. As dinamizadoras do evento foram as professoras Luísa Pombo e Margarida Afonso.




NOTA:
Sei que foi uma atividade que correu muito bem e que foi muito esclarecedora. Segundo a Isabel, os alunos gostaram muito. Parabéns ao Agrupamento de Escolas António Correia de Oliveira, à sua direção e às professoras que dinamizaram o evento; Luísa Pombo e Margarida Afonso.

MF


domingo, 1 de novembro de 2015

E VENHAM MAIS UNS QUANTOS. MUITOS!



Muitos parabéns, PAI. Mais um aniversário festejado em agradável convívio familiar. 87 anos de idade, com esta frescura física e intelectual não é para qualquer um. As maiores felicidades ao "Sr. Porfírio Fernandes" e que venham mais uns quantos. Um abraço de todos os familiares.

NOTA:
Caras AMIGAS e AMIGOS, vocês são ESPETACULARES.
Muito obrigado a todos, pela Vossa atenção e simpatia, pelas largas dezenas de comentários, pelas partilhas, pelas inúmeras mensagens e pelos mais de duzentos... "gostos". Desta forma vieram engrandecer e
 abrilhantar esta bonita festa de aniversário, que juntou filhas e filhos, noras e genros, netas e netos, em agradável convívio.
Termino lembrando a grande ausente deste convívio, realizado precisamente na sala onde a minha mãe gostava de receber os familiares. Um bem haja para a “Mãe Emília”, pela forma carinhosa como sempre nos tratou, nos apoiava e nos protegia. Obrigado!
Um abraço, forte.


MF