quarta-feira, 16 de setembro de 2015

FUI EU!


Pronto. Fui eu. Fui eu que chamei a troika. Estamos a assistir a um patético jogo do empurra, a fazer-nos a todos de parvos.

O PS chamou, mas nega e o PSD não chamou mas queria-a. Afinal é tão fácil.

MF


terça-feira, 15 de setembro de 2015

À CONVERSA COM BRUNO TERRA PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DE COMERCIANTES DA RUA DIREITA EM ESPOSENDE



BRUNO TERRA PRESIDE À “ASSOCIAÇÃO DE COMERCIANTES DA RUA DIREITA EM ESPOSENDE”
JOVEM ESPOSENDENSE PRESIDE À MAIS RECENTE ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE ESPOSENDE E QUER REVITALIZAR O COMÉRCIO DA RUA DIREITA E DAR MAIS VIDA AO CENTRO HISTÓRICO DE ESPOSENDE
Vamos conhecer melhor o meu entrevistado de hoje. Um jovem da família “Terra”, uma família com tradições no comércio esposendense, e com forte presença na Rua Direita, onde tem vários comércios a par do seu pai e do seu avô.
Bruno Alves Terra, é natural de Esposende, onde nasceu em 08 de junho de 1984 e reside em Gemeses. “Mestre em Engenharia Biomédica” gere dois comércios que tem na Rua Direita. Um é o Café “De Lili & Cª Gourmet”, um espaço de referência no ramo gourmet e o outro uma loja de informática, a “B7 Clinica informática”. Um jovem empreendedor, que simpatiza e vibra com as vitórias do Futebol Clube do Porto e que tem como hobbys o surf e o Golfe.
CARO BRUNO TERRA, O que pensa da cidade e do concelho de Esposende?
Como diz o “slogan”, é um privilégio da natureza, temos Mar, Rio e Monte. Não há filas de trânsito, tem excelentes condições para a prática de desporto, quem vive em Esposende ganha anos de vida.
O que acha que pode ser melhorado no nosso concelho?
A praia de Suave Mar merece uma intervenção urgente. Se temos um problema de sazonalidade, sem praia não sei como será. A Zona industrial deve estar mais focada na captação de indústria e não de comércio. Com mais indústria, conseguiremos mais postos de trabalho e será mais fácil a fixação de pessoas, que este concelho tanto precisa. Um exemplo são empresas como a Impetus, Solidal, BBG e MacWin, precisamos de mais empresas como estas, que empreguem pessoas de Esposende, diminuindo a emigração de Esposendenses, e fixando os que são de fora. Um dos grandes entraves a esta fixação é que à noite durante o Inverno, Esposende fica deserta. Isso poderia ser atenuado com a atracção de um polo universitário, que há tanto tempo se fala. A Casa da Juventude também está a fazer um excelente trabalho na elaboração de eventos, não só no verão, mas durante o inverno.
DA ASSOCIAÇÃO
Nome completo da Associação?
Associação Rua 1º de Dezembro de Esposende, mas também conhecida por Associação dos Comerciantes da Rua Direita.
Quando foi fundada a Associação?
11 de Novembro de 2014
De onde e de quem é que surgiu a ideia para a fundação da Associação?
A associação surge de uma “conversa de café” entre mim e o Arq. Caldeira Figueiredo, em que falávamos dos problemas do comércio em fazer face às grandes superfícies. O Arquitecto falou de um projecto de cobertura de rua que idealizou em tempos e que seria interessante para esta rua. A partir daí começou-se a aprofundar o mesmo, chegando a um projecto orçamentado, sem custos nenhuns para a associação. Esse mesmo projecto foi mostrado aos comerciantes e moradores da rua em duas sessões, colhendo excelente aceitação. Entretanto, tomada em conta a sensibilidade dos comerciantes e moradores da rua, vimo-nos na necessidade de constituir uma associação para dar corpo a tal projecto e materializar algumas ideias que surgiram para dinamizar a rua nessas reuniões.
Como são constituídos os Órgãos Sociais?
Direcção:
Presidente: Bruno Alves Terra
Vice-Presidente: Cipriano Aparício Sousa
Secretária: Luísa Maria Maranhão Neiva
Tesoureiro: Rui Manuel Ferreira Teixeira
Conselho Fiscal:
Presidente: Luís Filipe Dias da Cunha
Mesa da Assembleia:
Presidente: José Eduardo Matos de Almeida Caldeira Figueiredo

Quais são os principais objetivos da Associação, ou seja, aqueles que constam dos estatutos?
Os objectivos são essencialmente os que constam do objeto social:
1 – A defesa, conservação e valorização do comércio, serviços e património local;
2 – A melhoria das condições ambientais e de qualidade de vida;
3 – A participação na gestão de instalações e equipamentos de interesse comum;
4 – A criação de condições para implementação e conservação de um sistema de cobertura do espaço público.
5 – Fomentar a participação da população da sua área na discussão dos problemas que, direta ou indiretamente lhes digam respeito;
A Associação já tem sede própria? Onde funcionam [ou vão funcionar os serviços]?
Dentro de uma pasta.
Quantos associados tem?
De momento contamos com a generalidade dos comerciantes da rua e alguns moradores.
Existe joia de entrada/admissão? Com que valor?
Não foi equacionado tal custo.
Qual é o valor da quota anual?
Estamos de momento a preparar a próxima Assembleia Geral, pelo que nos encontramos a ouvir as pessoas de modo a que não represente um encargo extra, já que uma grande parte são também associados da ACICE.
Qual é o relacionamento que têm com a ACICE?
Bom. Contamos já no natal com a colaboração da ACICE na decoração da nossa rua e esperamos continuar a contar com isso para o futuro.
Já estabeleceram algum acordo ou algum protocolo com a ACICE para a realização conjunta de atividades? A vossa atividade veio complementar a atividade da ACICE, substitui-la ou criar actividade própria?
Somos associações diferentes, a ACICE para todo o concelho, a nossa para a Rua Direita. A ACICE não pode privilegiar uma rua, tem todo um concelho para dinamizar, daí que tentaremos manter uma forte colaboração.
Sabendo que nesta Rua tem atividade pelo menos dois dos atuais vice-presidentes da ACICE, isso é um fator positivo ou negativo?
Muito positivo, total transparência.
Qual é o relacionamento com o poder político? Com a Câmara Municipal e com a Junta de Freguesia?
Bom com ambos. Têm manifestado total receptividade às iniciativas que temos concretizado.
O nascimento desta Associação prende-se com a falta de iniciativas na Rua Direita e na própria zona histórica de Esposende?
A associação surge pela necessidade de dinamizar a rua, os eventos na rua infelizmente eram escassos. Os clientes vão diminuindo, perdemos diariamente clientes para as grandes superfícies, mas não só. Em Esposende foi aplicado o efeito “Donuts”, encheu-se a periferia mas caiu o centro. A zona industrial, que cada vez mais se parece uma zona comercial com a grande vantagem do estacionamento, e a marginal de Esposende, muito bonita, mas que retirou gente do centro. Já vimos isto acontecer em outras cidades, como o Porto, que agora está a voltar as suas atenções para o centro.
Porque é que a designação só inclui os comerciantes «ASSOCIAÇÃO DOS COMERCIANTES DA RUA DIREITA», quando na rua também há muitas organizações que prestam serviços e alguns profissionais liberais? Os serviços e os liberais estão de fora?
A terminologia “associação dos comerciantes da rua direita” já utilizada teve unicamente em conta o factor de maior identificação da esmagadora maioria dos intervenientes. Contudo, conforme consta dos estatutos e do que foi a origem da associação já referida, a mesma engloba desde moradores a profissionais liberais, prestadores de serviços e todo o qualquer cidadão que se proponha a colaborar na defesa dos interesses da associação: estatutariamente, a promoção da Rua 1.º de Dezembro.
De onde provém as principais receitas para fazer face ao plano de atividades?
Dos comerciantes e demais sedeados na rua. Realizamos eventos e repartimos as despesas entre todos.
Uma vez que têm existência recente, que atividades é que já realizaram?
A principal actividade foi o desenvolvimento do projecto de cobertura, a decoração de natal, realizámos um desfile de moda com as lojas da rua, iniciativas para o dia da mãe e pai, e por último a Noite Branca.
A «Noite Branca» realizada há duas semanas teve um enorme sucesso. De certeza que é para repetir. Poderá passar por estes eventos, como o Dia da Mãe, o Dia do Pai, o Dia dos Namorados, a Noite Branca, os Desfiles de Moda e outros, o grosso da promoção da Rua Direita?
O facto de a rua ser pedonal e com o problema do estacionamento, diminui a visibilidade das lojas. A única forma de combater isto, será pela realização de eventos, que atraiam mais pessoas à rua. Um desses eventos, é a Noite Branca, que pretendemos repetir, melhorando dentro do que nos for possível.
Quais são as principais atividades ou eventos a realizar este ano, em especial até ao Natal?
Temos alguns eventos programados, que na altura devida serão revelados.
Sendo do conhecimento público a ideia de alguns dos comerciantes e empresários da Rua Direita para levar à prática um ambicioso e arrojado projeto para a cobertura de toda esta rua pedonal, na tentativa de a transformar numa espécie de Centro Comercial de Rua [à semelhança do que existe em Milão e noutras cidades], gostava de saber como está esse projeto?
O projeto foi exposto na Camara Municipal, e creio estar a ser analisado.
O que é que pensam fazer para dinamizar a atividade e o comércio local?
Outro dos objectivos desta associação é a resolução do problema do estacionamento no centro, uma vez que o parque existente é insuficiente. Temos clientes que nos dizem que não vêm tantas vezes ao centro devido à dificuldade de estacionamento, e que não se importariam até de pagar, aliás nós lojistas, não teríamos problemas em oferecer o estacionamento. Com uns eventuais parquímetros em algumas zonas, evitava-se os estacionamentos em segunda fila, e as pessoas tinham a certeza que conseguiriam estacionar perto da rua, especialmente nos dias de chuva.
Na Rua Direita encontra-se um dos mais antigos e mais conhecidos comércios de Esposende, que é a “Casa Terra” e que acaba de comemorar o seu 60º aniversário. Isto é sinal que a rua tem potencial e que por isso vale a pena investir aqui?
Já foi a ligação Porto/Viana, e uma das melhores ruas de comércio com trânsito. Hoje está um pouco esquecida, mas tem bastante potencial pela qualidade das lojas existentes.
Outra casa com tradição é a “Sapataria Rose” que no ano passado celebrou o seu 25º aniversário, e que foi em meu entender pioneira na cidade de Esposende, e não só nesta Rua, ao por mãos à obra e a tomar a iniciativa “per si” de realizar um evento com uma grande projeção e sucesso. O 1º Desfile de Moda da Rua Direita terá sido um bom exemplo, mobilizador e entusiasta para potenciar a união dos comerciantes?
A Sapataria Rose realizou um desfile, que foi um sucesso. Este ano decidimos alargar o desfile ao maior número de lojas da rua, daí termos chamado o 1º desfile de moda da Rua Direita. Foi um excelente evento, em que todos, uns mais outros menos como em tudo, se envolveram. Tivemos uma excelente adesão, atraindo bastantes pessoas para a rua.
Uma rua onde não faltam outros comércios com tradição e pergaminho, de diferentes áreas como pastelarias, farmácia, talho, quiosques, loja de fotografias, lojas de vestuário, informática, bicicletas e motociclos, perfumaria, ópticas, ourivesarias, decoração, lembranças, etc. Numa rua com este conjunto de NEGÓCIOS, afinal que outras atividades gostavam de ver cá instalados para aumentar e diversificar a oferta e assim atrair mais público e com mais regularidade?
Todas as atividades que ajudem a dinamizar e a enriquecer a rua. A união faz a força.
O que acham que deve ser feito para combater a sazonalidade que se verifica em toda a cidade, com 4 meses do ano [parte da primavera e verão] com muita gente na cidade e os restantes meses, em especial no inverno em que há muito menos gente e por isso também muitos menos negócios e vendas?
O importante seria a fixação de mais pessoas em Esposende, como referido anteriormente. A cobertura da rua daria um excelente contributo no combate à sazonalidade. E claro a eliminação das portagens, é difícil de conseguir mas se não se fizer força, de certeza que não acontecerá. Precisamos de mais pessoas a circular em Esposende, durante o Inverno.
Pensam abrir a associação a outras ruas da zona histórica, como a Conde Castro, a Valentim Ribeiro, a Senhora da Saúde, o Largo Fonseca Lima e o Largo Rodrigues Sampaio?
Não, aí já seria concorrência à ACICE. A nossa preocupação é a Rua Direita, com todo o respeito pelas outras ruas.
O que é que acham que a Câmara pode e deve fazer para ajudar o comércio local?
Estar disponível para nos ajudar, no que puderem, quando necessitarmos.
Estando a principal entrada da “CASA GRANDE” na Rua Direita, não terá a Câmara responsabilidades acrescidas para mobilizar, apoiar e potenciar o comércio local?
A câmara não vive do comércio e tem um concelho todo para se preocupar.
E a ACICE, pode ou não fazer mais pelo comércio da cidade?
Há sempre algo a melhorar, mas tem feito um bom trabalho.
O que acham da Feira Medieval a realizar-se precisamente por estes dias, também aqui na Rua Direita e a atrair milhares de visitantes? Os comerciantes locais aderem à iniciativa, alargando o horário de atendimento?
A data é boa, pois estende um pouco mais o verão, mas como em tudo é do agrado de uns e do desagrado de outros.
O que pensam fazer para que os proprietários de lojas desta rua que hoje estão sem qualquer ocupação possam vir a dar-lhes vida, seja arrendando-as, ou instalando atividade própria?
Ao dinamizarmos a rua, de certeza que haverão mais interessados em arrendar as lojas, e isso será benéfico para todos.
Oficialmente, é a RUA 1º DE DEZEMBRO, sendo mais popularmente conhecida pela RUA DIREITA, não seria melhor adotar só uma das designações para que mais facilmente seja identificada?
O termo até que pretendemos começar a trabalhar é Rua Direita ComVida pois a designação Rua 1.º de Dezembro foi uma forte imposição de registo de designação aquando da constituição da associação.
Aos esposendenses, turistas e visitantes, ou seja, aos Vossos clientes?
Visitem-nos, como sempre teremos muito gosto em vos receber.
NOA FINAL
Trata-se de uma rua com grande importância e com uma história riquíssima. Longe vão os tempos em que o Hotel Nélia era o ponto de encontro dos esposendenses de todo o concelho, independentemente da sua formação ou profissão. Aqui, fazia-se de tudo. Negócios, conversas acaloradas sobre a vida local, o futebol e sobre política. Por aqui passava muita da atividade pública de empresários e comerciantes. O Café Nélia, que se situava no Rés-do-Chão do Hotel recebia gente de todas as paragens e servia de referência para encontros de conhecidos e desconhecidos. Os carros circulavam por aqui, em sentido único e ainda havia uma fila de estacionamento. Não havia nenhuma pessoa que viesse a Esposende [pequeno centro urbano, é certo] e que não passasse na Rua Direita. Noutros tempos com o Hotel e o Café Nélia, o “Terra” das bicicletas e motorizadas [ainda hoje é mais que um simples negócio, mantendo-se um importante ponto de encontro de muitos esposendenses], o “Café Havaneza” e depois o “Marbela” [do Chefe Pasteleiro Rui Costa, que entrevista para a edição anterior], a “Farmácia Monteiro” [atualmente com novas instalações], a “Livraria Cávado”, as extintas “Casa Braga” e “Casa Silva” e vários outros espaços históricos. Comércios de que me lembro da minha infância. Uns desapareceram, mas muitos chegaram e mantêm-se. Atualmente são mais os que chegam e têm sucesso e isso deixa-me contente porque gosto de ver esta rua com muita gente e com os negócios a prosperar. A recuperação de habitações e comércios verificada nos últimos tempos, com a captação de famílias e profissionais de várias áreas, tem vindo a revitalizar e dar nova vida a uma das mais importantes artérias do centro histórico de Esposende. O Largo Rodrigues Sampaio, a Rua Direita e o Largo Fonseca Lima, são hoje o centro e a sala de visitas da cidade de Esposende, locais de passagem e paragem obrigatória.
O meu bem-haja a esta associação, das mais recentes do nosso concelho e o desejo de que cumpra os objetivos que preconiza e dê ainda mais vida à nossa lindíssima cidade e ao comércio local. Um forte abraço ao meu entrevistado de hoje, o meu amigo Bruno Terra e um obrigado pela forma como me recebeu na sua, minha e nossa RUA DIREITA.

Mário Fernandes





domingo, 13 de setembro de 2015

OBRIGADO PELO CONVITE!

Caras Amigas e Amigos;

Sinto-me imensamente honrado com o convite que recebi ontem, para prefaciar um livro de poemas de uma ilustre escritora e poetisa.

Mais um prefácio. O primeiro para uma obra exclusivamente poética e para uma autora que felizmente acaba de tomar a decisão de publicar [a poesia] que tem vindo a escrever e que vai, estou certo, por aquilo que conheço, obter o maior sucesso.

Editar não é mais do que tornar publico. Neste caso, dar a conhecer uma obra inédita. Vamos a isso.

Eu é que agradeço o convite. Pode contar comigo!

Um abraço, forte.
MF


sábado, 12 de setembro de 2015

...A MÁSCARA!


Numa breve passagem matinal pelas redes sociais, fico com a sensação de que se tivesse que escolher um filme para este fim-de-semana, ele estava escolhido: «A MÁSCARA».

Começa a cair a máscara a muito boa gente e é uma pena. Daqui até ao Carnaval ainda vão cair muitas mais.

Bom fim-de-semana a todas as amigas e amigos.

Um abraço.
Mário

À CONVERSA COM RUI COSTA CHEFE PASTELEIRO CAMPEÃO INTERNACIONAL DE PASTELARIA



RUI COSTA CHEFE PASTELEIRO ESPOSENDENSE É CAMPEÃO INTERNACIONAL DE PASTELARIA
PASTELARIA E BOMBONARIA MARBELA É HOJE UMA DAS MARCAS “DO ESPOSENDE MODERNO E VANGUARDISTA” E UM LOCAL DE CULTO DA CHOCOLATARIA
A cidade de Esposende é hoje conhecida por todo o país, por inúmeras razões. Pelo clima, pela harmonia do seu território, pelos seus equipamentos e património, pelas praias, pelas gentes, pelas muitas atividades e dinâmicas locais e pela… MARBELA.
Hoje, há muita gente que visita Esposende para desfrutar das delícias da pastelaria, confeitaria, bombonaria… MARBELA. Situada no início da Rua 1º de Dezembro, a partir do Largo Rodrigues Sampaio, está uma das imagens de marca, um símbolo de qualidade e bom gosto que atrai até nós muitos dos visitantes e dos turistas que por cá passam. Há aqueles que nos visitam para ir ao MARBELA e os que nos visitando por outras razões, não deixam de lá passar.
Estamos a falar de um espaço pequeno, mas recheado de história e de uma pastelaria que prima pela originalidade, pela arte, pelo bom gosto e pela excecional qualidade. De um negócio iniciado pelo Senhor António Costa, com a sua simpatia e profissionalismo, temos hoje uma dupla de sucesso, constituída pelo pai, no atendimento e na vertente comercial e pelo filho Rui, especialista na arte de criar e trabalhar o chocolate. A estes junta-se uma equipa dinâmica, tanto na fábrica como no atendimento ao público, onde no verão se junta a esplanada exterior. Na Marbela somos tratados pelo nome, há um carinho especial pelo cliente e isso é um fator diferenciador.
Rui Costa, Chefe pasteleiro, meu interlocutor de hoje foi-me confidenciando que começou a trabalhar bem cedo com o chocolate. Gostava de brincar, fazer carrinhos e casinhas de chocolate. Meteu-se na fábrica logo que pôde e depois foi sempre a trabalhar. É um artista da chocolataria e da pastelaria, autodidata, que cedo começou a ensinar outros e a procurar ensinamentos, percorrendo praticamente toda a europa à procura de novas técnicas e matéria-prima. Da sua mão saem autênticas obras de arte, muitas delas premiadas em vários concursos mundiais, a levar longe o nome de Portugal e de Esposende.
A Marbela habituou-nos a ter nas suas montras das mais bonitas e originais peças de arte da chocolataria. Guitarras, máscaras, ovos, bolos de aniversário, bombons e todo o tipo de produtos que deixam qualquer um de água na boca.
A aposta nos produtos internacionais é uma das principais razões de sucesso, onde Rui Costa assume um gosto especial pela pastelaria francesa e de outras origens, como Suíça. Todas as épocas festivas são lembradas; dia do Pai e da Mãe, da Mulher, dia dos Namorados, Páscoa, Natal e muitos outros. Aqui encontramos sempre algo original.
Vamos conhecer um pouco melhor o meu entrevistado de hoje.
António Rui Lima Veloso Costa é natural de Fão, mas desde sempre viveu em Esposende. Tem 39 anos de idade, é casado e tem dois filhos, uma com 19 anos e um com 13 anos.
UM CLUBE
”Sou simpatizante do Futebol Clube do Porto.”
TEMPOS LIVRES
”É trabalhar. Tenho muito poucos tempos livres.”
MÚSICA
”Gosto de música….”
LEITURA
”Leio muito mas sempre à base de livros e revistas de caráter técnico-profissional. Tenho muitos livros e faço muito pesquisa e leio muito, mas tudo técnico.”
FORMAÇÃO
“Frequentei a escola primária em Esposende, até ao 6º ano. Não gostava de estudar e cedo comecei a vir aqui para a fábrica do meu pai. O meu pai inicialmente trabalhou na Nélia.
HOBBY
”O meu hobby é descobrir e inventar sempre coisas novas.”
DA FÃO PARA A… CIDADE DE ESPOSENDE
“Moro em Esposende desde que me conheço, embora tenha nascido em Fão. Sinto-me muito bem nesta cidade, onde resido e trabalho.”
INÍCIO DE CARREIRA
“Deixei de estudar e comecei a trabalhar, quando tinha 14 anos de idade. Foi quando sai da escola. Enveredei por esta arte por iniciativa própria, não porque me obrigassem a trabalhar. Comecei a vir para a fábrica quando ainda estudava. Aproveitava sempre as férias grandes, do natal e da páscoa para vir para a fábrica. Era o que eu gostava de fazer.
FÁBRICA
A fábrica fica aqui por trás e por cima, no primeiro andar, neste prédio do estabelecimento.
“SONHAVA SER… COZINHEIRO”
“Em criança o meu sonho era ser… cozinheiro e gosto de cozinhar. Na escola quando era de irmos mascarados ia sempre de avental e chapéu.”
CHEFE DE PASTELARIA
Chocolataria, gelataria, bombonaria.
MARBELA DESDE 1987
O meu pai iniciou aqui com a MARBELA em 1987.
FORMADOR
“Fiz o curso de formadores e Já dei muita formação. Neste momento não estou a dar, simplesmente porque não tenho tempo. Estou sempre em contínua formação. Eu próprio tenho frequentado muita formação. Em Portugal, mas lá está, como quero sempre mais, já frequentei formação em vários países. França, Espanha, Bélgica, Suíça e outros países.
A sua ausência da fábrica como é colmatada?
“Faço algum stock e tenho aqui os meus colaboradores. Há vários tipos de trabalhos.”
EM ESPOSENDE, QUEM CONCORRE COM A MARBELA?
Quem concorre com a Marbela, em Esposende: Não há uma verdadeira concorrência porque estamos a falar de produtos diferentes. A LILI GOURMETT especializou-se naquela parte das clarinhas, o Rio Doce tem a pastelaria que nós também temos, a dita tradicional, a gente dá-se bem. Nós depois criamos foi um caminho diferente. Nós fomos em busca do internacional. Porque hoje em dia as pessoas viajam muito e conhecem mais.
O nosso produto é vendido exclusivamente aqui no Marbela. A nossa matéria-prima vem toda de fora. Principalmente de Paris, onde me desloco com frequência.
QUAL É O PRINCIPAL SEGREDO PARA O SUCESSO DA MARBELA?
“O nosso sucesso tem a ver com as referências que nós procuramos. Referencias estrangeiras. A criatividade e o fazer as coisas bem feitas. Criamos uma imagem de marca.
CAMPEÃO INTERNCIONAL E VÁRIOS PRÉMIOS MUNDIAIS
“Já estive em vários campeonatos internacionais”
Três Campeonatos do Mundo, em 2003, 2005 e 2013 e um Campeonato da Europa. Em 2012 fiquei em terceiro lugar no Campeonato da Europa.
Não tenho participado em mais concursos, apesar dos convites, porque não tenho tempo. Aquelas provas exigem muito tempo e muitos recursos financeiros. Ainda no último campeonato da europa tivemos que gastar mais de vinte mil euros e não houve patrocínios. O problema é mesmo a falta de tempo, os custos ainda se vão conseguindo controlar. Um apoio aqui, outro ali, lá se vai conseguindo.
E em Portugal não há concursos?
“Não, não, em Portugal não há.”
Depois dos resultados obtidos nestes concursos, já foi convidado para ir trabalhar para outro lado?
“Já fui convidado pelo Sheraton e outros hotéis e restaurantes de Lisboa. O facto de as pessoas saberem que também sou coproprietário deste espaço, faz com que respeitem mais e pensem que não estou disposto a sair, o que é totalmente verdade.
PROJETOS PARA O MARBELA?
“Gostava de crescer o espaço de montra. Este tipo de negócio e de atividade é muito exigente e não é aconselhável que se tenham espaços deslocalizados. Conheço muitas experiências que deram mau resultado. Penam que as pessoas vão, mas as pessoas não vão. Não é fácil crescer à distância. Gosto de estar perto, estar presente e ter a situação sob o meu controlo para garantir a qualidade do produto e investir na criação. Este tipo de produto que nós produzimos é muito rigoroso e exige muito.”
ESPOSENDE?
“Cidade maravilhosa. Gosto muito de Esposende. É uma cidade pequenina e pacata. Às vezes precisava de ter um pouco mais de gente. Fora do período de verão. O facto de haver menos gente no inverno, também me permite ter mais tempo para criar. Não se pode ter tudo e o que temos já é muito bom.
AS PORTAGENS?
“São muito prejudiciais para Esposende e para quem vem até cá.”
OS EVENTOS DA 1º DE DEZEMBRO ANIMAM?
A rua tem vindo a perder comércios. É importante que surjam ideias e iniciativas. Houve a ideia de cobrir a rua, mas em não apoio. Isto nunca será um Shopping. Há em Milão e noutras partes do mundo, mas entendo que aqui não ia surtir efeito.
E A INFORMÁTICA ENTRA MUITO NA SUA ATIVIDADE?
Sim é verdade, Já existem muitos programas de apoio. Essencialmente para fazer o equilíbrio dos ingredientes de um determinado produto. Uso pouco, em especial para calcular os custos, muito menos para criar.
E O DESENHO?
Crio manualmente. Sou eu que desenho todas as peças e crio os respetivos moldes.
TRIBUTO A AMÁLIA RODRIGUES
Nas montras, apertadinhas do Marbela podemos encontrar uma guitarra portuguesa em homenagem a Amália Rodrigues e até réplicas de peças de Salvador Dalhi.
IMAGEM PRÓPRIA
“Em Portugal é muito complicado criar e ter uma marca própria.”
FUTURO?
“Espero dar seguimento ao negócio e à atividade, continuar a criar e a ser uma referência local e nacional. Espero ampliar a montra e melhorar cada vez mais o que se faz.”
PENSA ABRIR OUTROS ESPAÇOS, REPLICAR O NEGÓCIO?
“Expandir o negócio está fora de hipótese. Já me pediram para abrir franchising, mas não quis porque isso podia por em causa a nossa imagem e o nosso nome.”
Há muita coisa que podemos fazer. Eu estou permanentemente ocupado.
 JÁ PENSOU FAZER UMA NOVA FÁBRICA NOUTRO LOCAL?
“Sair daqui nunca. Foi aqui que nascemos e tenho muito gosto neste espaço. Estamos perto do cliente e da montra.”
A EQUIPA. QUANTOS SÃO?
“Somos quatro aqui na fábrica. Trabalhamos muito na linha internacional. Só é possível ter uma equipa com 4 pessoas porque temos a cafetaria enquadrada, onde fazemos muita venda. De outra forma isso não era possível.”
PRODUTOS DE QUALIDADE
“O que eu gosto é de fazer coisas novas, originais e bem feitas. Também não é para todas as carteiras!
“ESTIVEMOS NA FEIRA DE LISBOA NO CAMPO PEQUENO”
“Em janeiro do ano passado estivemos em Lisboa e tivemos muito sucesso. Realmente a nossa participação marcou a diferença. Já fomos novamente convidados para estarmos presentes. Localmente também costumas participar nas iniciativas do município. Sabores do Campo e outros. Nestas iniciativas levamos sempre novas criações.”
“LINHA INTERNACIONAL É A QUE TEM MAIS PROCURA”
“A linha internacional é a que tem mais procura e onde nos especializamos e temos grande sucesso.”
RUI COSTA NO LIVRO DE ODETE ESTÊVÃO «UM ANO DE CHOCOLATE»
“É verdade. Fui um dos 12 chefes selecionados para colaborar no livro desta especialista, com uma receita intitulada “LIMÃO E GIANDUJA DE AVELÃS”. É um prazer figurar numa publicação tão conceituada a nível nacional e poder levar aos leitores mais uma das minhas cirações.”
NOTA FINAL
Tal como é habitual, foi um prazer conversar com o meu amigo Rui Costa. Tomar um café no Marbela e saborear um dos seus pasteis ou bombons é sempre um exercício de puro prazer.
Rui Costa é um artista reconhecimento internacional, que procura saber sempre mais e fazer sempre melhor. Adora aquilo que faz e privilegia a originalidade e o requinte em tudo aquilo que faz e apresenta ao público.
Graças a Rui Costa, ao seu pai o Senhor António e toda a equipa, Esposende “sabe melhor” e atraia até nós durante todo o ano pessoas de todas as origens e paragens. É com empresas como esta que Esposende é mais competitivo e se constitui como um concelho atrativo de diferenciador dos demais concelhos do litoral norte.
Bem-haja amigo RUI COSTA e continue assim, a fazer as delícias dos esposendenses e dos seus visitantes. Um abraço.
Mário Fernandes
20-08-2015




quinta-feira, 10 de setembro de 2015

BOLSAS DE ESTUDO PARA ESTUDANTES ESPOSENDENSES

Foto retirada da webpage do Município de Esposende


A Câmara Municipal de Esposende atribuiu 35 bolsas de estudo no valor de 600 euros cada. Trata-se de uma aposta que vem na continuidade daquilo que há anos vem sendo feito e que merece o meu destaque.

Excelente investimento na formação dos nossos jovens.

MF


CENTRO SOCIAL DE CURVOS REUNIU COM UTENTES, PAIS E ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO


NA REUNIÃO DO CENTRO SOCIAL DE CURVOS, COM OS UTENTES, PAIS E ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO;


Assuntos tratados:

- Pessoal afeto a cada valência;

- Calendarização;
- Mensalidades;
- Regulamento Interno;
- Materiais por valência;
- Atividades;
- Aniversários;
- Piscina;
- Cinema;
- Natal;
- Carnaval;
- Páscoa;
- Ballet;
- Hip-hop;
- Karaté;
- Zumba;
- Canoagem;
- Culinária;
- Horta biológica;
- Projeto Ecológico;
- Dia Mundial Criança, Pai, Mãe e Avós;
- Inglês;
- Praia;
- Centro Convívio;
- Cantina Social;
- Festa de Final de Ano.
- Outros.
- A terminar ainda houve a apresentação de um vídeo com o resumo das atividades do último ano. Esteve lindíssimo.

Estiveram presentes mais de 100 Encarregados de Educação. Uma instituição com mais de 350 utentes de todas as idades e mais de 30 colaboradoras.

Obrigado ao Centro, na pessoa da sua responsável, a Elsa Fernandes, pelo magnífico programa de atividades apresentado e pela excelência do serviço prestado.

Desejo um excelente ano ao Centro, às suas colaboradoras, utentes e seus familiares.

MF