domingo, 14 de dezembro de 2014

«JORGE FERNANDES» NOVO ARQUITECTO CURVENSE

ARQUITECTO
10 - DEZEMBRO - 2014
FACULDADE DE ARQUITECTURA
UNIVERSIDADE DO MINHO


10-DEZEMBRO-2014 - EDITAL COM DATA TESE NA U.M.


10-DEZEMBRO-2014 - APRESENTAÇÃO DO PROJECTO NA U.M.


10-DEZEMBRO-2014 - DEFESA DA TESE NA U.M.


10-DEZEMBRO-2014 - JÚRI COMUNICOU NOTA [18 VALORES]


10-DEZEMBRO-2014 - JÁ ARQUITECTO, COM OS PAIS



Oficialmente ARQUITECTO!


Com um percurso irrepreensível acabas de defender brilhantemente a tua TESE: 18 VALORES.

Parabéns Jorge Fernandes e obrigado pelo filho que és. As Maiores Felicidades para a tua nova etapa. Um forte abraço.


COMO O TEMPO PASSOU A... VOAR!

11-MAIO-2014 - FINALISTA DE ARQUITECTURA U.M.


28-OUTUBRO-2009 - MATRICULA NA FACULDADE DE
ARQUITECTURA DA UNIVERSIDADE DO MINHO

11-SETEMBRO-2009 - DIPLOMA DO 12º ANO

Felicidades, Jorge!

MF

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

MAIS UMA CRÓNICA DE OPINIÃO NO SEMANÁRIO «NOTÍCIAS DE ESPOSENDE»



CULTURA, VOLUNTARIADO, EMPREGO, JUSTIÇA E ORÇAMENTO!

«A IGREJA A TERRA E OS HOMENS»
Tal como havia prometido em anteriores crónicas, trago hoje aqui o 4º livro editado sobre a Freguesia de Curvos, no período em que presidi à Junta de Freguesia de Curvos e para o qual contei com a preciosa colaboração da investigadora Curvense Inês Faria. Este foi o primeiro de quatro livros editados pela então Junta de Freguesia de Curvos e foi publicado e apresentado ao público no mês de Dezembro do ano de 2003, ou seja, há 11 anos.

Curvos é uma Terra com História, uma História cheia de Histórias. Ao ler “A Igreja a Terra e os Homens – As visitas pastorais e outros achados em Curvos, Arcebispado de Braga”, estamos a enriquecer os nossos conhecimentos da História de Curvos, pois aqui encontramos parte importante do passado das gentes desta Terra.

Trabalhos de investigação de qualidade, como este, da historiadora Inês Faria, são de louvar e incentivar, porque nos ajudam a reconstruir o passado, com usos, costumes e tradições desta comunidade. Só podemos gostar de algo se verdadeiramente o conhecermos. Assim, para gostarmos mais de Curvos, melhor devemos conhecer o seu passado. Assim viveremos melhor e melhor projeção faremos para um futuro que nos dignifique a todos perante as gerações vindouras.

Da introdução do livro recordo; “Por entre as casas, os campos e as pessoas que os labutam e ocupam, desde meados do século XX e até aos nossos dias de hoje, semeámos um pouco da nossa vida. Nasceu assim o amor à terra e a quem a faz produzir e nela habita. Desenvolveu-se depois o gosto de colaborar para a sua dignificação. Construíram-se os alicerces de um caminho a percorrer. Chegámos aqui, mas não ao fim da meta.

Iniciamos, há cerca de cinco anos, este trabalho de procura, recolha e leitura de fontes de informação sobre a gente de Curvos. A ideia era e ainda é fazer um estudo demográfico da paróquia, com base nos registos paroquiais de batismos, casamentos e óbitos, enriquecê-los com o estudo dos processos de emigração e testamentos. No entanto, quanto mais se encontra mais se procura encontrar e, neste percurso, fomo-lo cruzando com imensas fontes de conhecimento histórico. Este trabalho resulta, essencialmente, da leitura e organização do conteúdo do livro das Visitas Pastorais realizadas, entre 1761 e 1833, a esta paróquia de Curvos do concelho de Esposende, em terras do Minho do Arcebispado de Braga.

Pelo que pudemos constatar, a generalidade das ordens, circulares, decretos, etc., circulavam de paróquia em paróquia, copiadas por cada pároco e enviadas ao pároco vizinho, segundo um roteiro previamente estabelecido. Disto se conclui que este estudo se poderia aplicar, de modo geral, a qualquer paróquia da mesma Arquidiocese. Por esta razão, este estudo pode ver-se como uma achega também à divulgação histórico-cultural das paróquias, mesmo que não sejam aqui nomeadas. O que fazia a particularidade de cada uma eram as vistorias feitas às diversas instalações e alfaias e demais objetos da Igreja, bem como todas as ordens no sentido de remediar o que não estava bem, assim como as advertências ou louvores a algum pároco.

Organizámos o conteúdo das Visitas Pastorais segundo nos pareceu melhor, para que a leitura se tornasse mais atraente do que a sequência cronológica dos assuntos a apresentar. Esta organização levou-nos a dividir os assuntos apresentados segundo os temas que apresentamos e que nos parecem sugestivos. Enriquecemos alguns capítulos com informações de outros documentos, o que fez alargar o período de observação da paróquia e das suas gentes, abrangendo, então, desde os finais do século XVI até à atualidade, ao sabor dos documentos históricos existentes. O Maior contributo é do Livro das Visitações, mas destacámos também o Livro de Usos e Costumes de S. Cláudio de Curvos (1757-1875), maioritariamente, o capítulo X – e os livros de registos de testamentos (1720-1935), de entre outros.

Para que as palavras difíceis, muitas das quais hoje em desuso, pudessem ser compreendidas, inserimos um glossário no final da obra. Fazemos votos para que este trabalho contribua para desencadear nos leitores uma grande vontade de contribuir para a sua história, de aldeia, vila ou cidade, região ou país, porque o conhecimento é infinito e só espera quem o promova e nunca está tudo descoberto. Todos somos capazes”. Vale a pena ler. Aventure-se, estou certo que vai dar o tempo por bem empregue.

POETA «JORGE BRAGA» APRESENTA “AMENAS TEMPESTADES”
Parabéns ao meu caro amigo Jorge Braga, pela publicação de mais esta obra poética, engrandecendo desta forma a sua já vasta obra. Ainda há dias em conversa falávamos do excelente panorama concelhio no campo das letras, com inúmeras pessoas, umas já consagradas e muitas outras a aventurarem-se na escrita e em vários géneros literários. Bem-haja a todos e o desejo de que muitos mais escrevam e publiquem os seus escritos. Escrever é enriquecer e perpetuar, já aqui o escrevi enquanto título de uma das perto de 50 crónicas. Mais um apelo ao Município para que a semelhança daquilo que já faz na vertente desportiva, também nesta área da escrita distinga anualmente os melhores.

LISBOA ELEITA “CAPITAL EUROPEIA DO VOLUNTARIADO 2015”
A cidade de Lisboa foi eleita esta 5ª feira a Capital Europeia do Voluntariado para o ano de 2015, sucedendo à cidade de Barcelona. De acordo com o que acaba de ser divulgado foram analisados os níveis de aplicação, por cada município concorrente, das políticas incluídas no “Policy Agenda for Volunteering in Europe” (PAVE), como "a dinâmica global do voluntariado, as qualidades do trabalho desenvolvido no âmbito deste setor, a relevância do seu papel na comunidade e o reconhecimento conferido ao papel do voluntário".

Gostava de ver instituído um reconhecimento similar, a nível nacional, pois estou certo que Esposende se destacaria das demais cidades, pela excelente dinâmica no voluntariado e das políticas sociais e do envolvimento de parceiros e organizações de voluntários nas suas estratégias e intervenção.

TODOS OS DIAS HÁ CENTENAS DE OFERTAS DE EMPREGOS PARA O… ESTRANGEIRO
Ainda esta semana ficamos a saber que “Ontário vai criar 2,5 milhões de empregos em dez anos e precisa de imigrantes”. Que excelente oportunidade para as elites portuguesas, a começar pelos nossos governantes, para emigrarem para o Canadá, em estágio, a ver se aprendem como se potencia e cria emprego, como se põe a economia a crescer e a criar riqueza.

São recorrentes os anúncios de emprego, mas para o… estrangeiro: Reino Unido precisa de tantos e tantos médicos e enfermeiros, Alemanha de tantos e tantos engenheiros [apesar da senhora afirmar que temos licenciados a mais, não se coíbe de vir cá recrutar], Brasil de uns tantos arquitetos, Angola de técnicos disto e daquilo. Etc., etc., etc...

Pois, mas será que já paramos para pensar no que isto representa? Estou convencido que uma das maiores tristezas de uns pais deve ser ver um filho a ter que partir à procura de trabalho. Depois de o "criar”, educar e ver formado e em idade de trabalhar, ver que o não vai poder fazer no seu próprio pais, não por não querer, mas por falta de oportunidades. Observação: Havendo muitos que o fazem por opção, a grande maioria fá-lo por obrigação e isso a que é de lamentar.

Notas finais:
1) Sobre os recentes casos mediáticos da Justiça portuguesa apenas uma referência para comentar o que se diz por ai: “À política o que é da política e à justiça o que é da justiça”; Concordo e ainda acrescento que não devemos esquecer que na fase de inquérito não existem provas, mas indícios, nem culpados, mas suspeitos; e “Perante a Lei todos somos iguais. Ninguém é mais do que ninguém”. Excelente, desde que também ninguém seja menos. Não me refiro a ninguém em concreto, apenas faço observações genéricas.

2) Vale sempre a pena reclamar e protestar. Eu próprio o fiz neste espaço, sobre inúmeras questões do OE’2015, com as quais discordava. Gostei de ver as quarenta e tal propostas apresentadas esta semana pela maioria, na reforma à reforma da “reforma fiscal”. Afinal as despesas dos encargos com habitação e com seguros, de entre muitas outras, sempre vão contar. Vale sempre a pena!

Mário Fernandes
05-12-2014

domingo, 7 de dezembro de 2014

JORGE BRAGA APRESENTOU HOJE «AMENAS TEMPESTADES» NO AUDITÓRIO MUNICIPAL DE ESPOSENDE

AUDITÓRIO MUNICIPAL DE ESPOSENDE ESTA TARDE [07-12-2014]

Estive esta tarde no Auditório Municipal de Esposende para dar um forte abraço ao meu Caro Amigo poeta Jorge Braga, pela apresentação do seu mais recente livro "Amenas Tempestades", que neste momento já tenho o prazer de estar a folhear. Parabéns Jorge Braga por mais esta excelente obra.







...JÁ NA MINHA MÃO!

Excelente apresentação.

Esposende é um concelho de grandes poetas e escritores.

MF


sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

PUBLICAR É PERPETUAR MEMÓRIA E ENRIQUECER O PATRIMÓNIO



PUBLICAÇÕES DA JUNTA DE FREGUESIA DE CURVOS:

2003 - A IGREJA A TERRA E OS HOMENS
2008 - PERTO DO FIM
2012 - GENTE DA MINHA TERRA
2013 - CURVOS ENCANTOS E LETRAS SOLTAS

3 mandatos = 4 livros

Presidir à Junta de Freguesia de Curvos foi de uma grande honra e de um enorme prazer. A aposta na cultura foi uma das preocupações que tive sempre presente. Valeu a pena.

MF

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

CRÓNICA DE OPINIÃO NO SEMANÁRIO «NOTÍCIAS DE ESPOSENDE»




DEZEMBRO É POR EXCELÊNCIA SINÓNIMO DE SOLIDARIEDADE

O BANCO ALIMENTAR CONTRA A FOME E A REDE SOCIAL DE ESPOSENDE REALIZAM CAMPANHAS DE SOLIDARIEDADE

Hoje quero aqui destacar uma das instituições não-governamentais que em Portugal desenvolve um importantíssimo papel na ajuda às pessoas e às famílias mais carenciadas, mais desfavorecidas e mais necessitadas.

É que passar fome, parece-nos uma expressão de outros tempos mas infelizmente é um termo que tem aplicação nos dias que correm. Bem diziam os “antigos”; Deus queira que um dia, isto não ande ao para trás!”. Pois, mas ao contrário daquilo que já todos estávamos a ficar convencidos, está a andar e não é pouco. Para trás vão ficando tempos de facilitismo, de consumismo e de desgoverno. A atual situação de Portugal está a fazer-nos cair na dura realidade, fazendo-nos lembrar que nem tudo é fácil e que nem tudo é garantido. Neste e noutros casos era bom que fosse mas está à vista de todos que não o é.

A crise mundial de 2008, com origem na crise financeira e do imobiliário nos EUA, que rapidamente chegou à Europa e a Portugal, um país sem as mínimas defesas, graças a políticas despesistas, injustificadas e sem qualquer controlo, fizeram de nós um alvo frágil que nos obrigou ao pedido de resgate da troika. Uma “ajuda” que trouxe consigo uma palavra que haveria de entrar no nosso léxico diário: Austeridade, austeridade, austeridade. Hoje, todos sabemos bem o seu significado e o alcance da sua aplicação. Pudera!

Esta intervenção forçada por parte das instâncias internacional [FMI, BCE e EU] obrigou à tomada de duras medidas de contenção que provocaram um fortíssimo corte no estado social e no apoio aos mais desprotegidos. A dita classe média acabou por ser, mais uma vez, a mais afetada com graves consequências na vida das pessoas, a grande maioria com compromissos assumidos a ver os seus rendimentos fortemente reduzidos e por outro lado as despesas sempre em crescendo. Os empréstimos para a compra de casa própria, para compra de carro e bens de consumo asfixiou as famílias, deixando-as no limite do praticável.

A conjugação de todas estas situações, o aumento do desemprego e a degradação das condições de vida resultou em situações de grande vulnerabilidade social. A falta de estabilidade no emprego, o aumento do custo de vida e a degradação familiar e social vieram criar uma quase que insuportável falta de recursos, que acaba por se fazer refletir naquilo que um ser humano tem de mais essencial: A alimentação!

E já que falo na alimentação, um bem essencial, logo seguido da saúde e da habitação, quero prestar a minha homenagem ao «Banco Alimentar Contra a Fome», uma organização não-governamental sem fins lucrativos que, como todos sabemos, desenvolve um trabalho altruísta, ou seja, em prol dos outros. Daqueles que num determinado período precisam de ser ajudados, amparados e apoiados.

Uma organização que conta com o apoio de milhares de voluntários, várias centenas do nosso concelho, como é exemplo o Banco Local do Voluntariado de Esposende, na realização de campanhas de angariação de alimentos, do seu transporte e armazenamento e mesmo na sua distribuição.

Sendo uma resposta necessária, a mesma deve, sempre que possível ser provisória, porque “toda a pessoa tem direito a um nível de vida suficiente que lhe assegure e à sua família, a saúde e o bem-estar, principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência médica e ainda aos serviços sociais necessários", tal como consta do artigo 25º da Declaração Universal dos Direitos do Homem. É verdade, é esta a redação de tal artigo, amplamente subscrito pela quase totalidade dos países do mundo inteiro. O problema é que apesar de subscrito, este texto e a sua aplicação tem sido muito esquecidos.

Os Bancos Alimentares são equiparados a “Instituições Particulares de Solidariedade Social” e lutam contra o desperdício de produtos alimentares, encaminhando-os para distribuição gratuita às pessoas carenciadas, bem como pela angariação e recolha de dádivas de pessoas e instituições. Esta ação baseia-se na gratuidade, na dádiva e na partilha, no mecenato e no voluntariado.

As campanhas de recolha de alimentos, como a que se desenvolve este fim-de-semana de 29 e 30 de novembro contempla a recolha e na distribuição de alimentos. Os alimentos recolhidos são posteriormente distribuídos, de acordo com os pedidos que existem a nível nacional. Esta distribuição é feita de várias formas, podendo contemplar a distribuição de refeições confecionadas ou cabazes de alimentos por famílias necessitadas e previamente sinalizadas e identificadas pelas instituições locais de solidariedade social, redes sociais, autarquias e outros parceiros das redes sociais de cada concelho. No concelho de Esposende este trabalho é desenvolvido pela Rede Social que identifica os beneficiários e os serve através da Loja Social.

Este trabalho solidário desenvolvido em rede, com base em parcerias locais pretende por um lado evitar e eliminar o desperdício, fazendo-o chegar às pessoas que passam enormes dificuldade e até fome. Isto é algo que a todos nos deve envergonhar. Pertencer a uma sociedade consumista, fortemente despesista, tendo ao lado alguém que nem sequer tem recursos para o mais essencial que é a sua alimentação e a alimentação dos seus filhos e demais familiares.

Mais, deve envergonhar todo o governante que convive com o desperdício, os excedentes a produção da indústria agrícola e agroalimentar, onde são pagos subsídios para não produzir e onde são deitados fora alimentos simplesmente para não estragar preços nem prejudicar as margens de comercialização e os lucros de muitas multinacionais.

A luta contra a exclusão social deve ser uma das bandeiras de qualquer governo e governante, a justiça social e a solidariedade devem andar de mãos dadas e caminhar lado a lado na busca pela igualdade e pela qualidade de vida.

O Banco Alimentar Contra a Fome realiza assim este fim-de-semana a sua grande campanha de recolha de alimentos, contando em todo o país com um total aproximado de 42 mil voluntários que deverão estar à entrada de mais de 1.900 lojas, para recolher a minha, a sua e a nossa doação. Ajudar não custa nada e pode valer muito para quem quase nada tem.

Esta campanha, segundo foi noticiado vai contar pela primeira vez com sacos de papel, em substituição dos tradicionais sacos de plástico [a olhar pelo ambiente, pois então] e conta ainda com uma nova forma de ajudar através da “Ajuda Vale”. Para tal basta pedir um código de barras específico para poder doar produtos ao Banco Alimentar Contra a Fome nas caixas dos supermercados e nos postos de abastecimento de combustíveis.

NÃO PODEMOS FICAR INDIFERENTES ÀS CIRCUNSTÂNCIAS EM QUE MUITOS PORTUGUESES VIVEM HOJE NO QUE TOCA A CARÊNCIAS ALIMENTARES. QUE ESTA QUADRA NATALÍCIA SIRVA PARA UMA GRANDE MANIFESTAÇÃO DE SOLIDARIEDADE.

A Rede Social de Esposende também se associou a esta grande campanha nacional através do Banco Local do Voluntariado, associando-se desta forma à ajuda às famílias, aos desempregados, às crianças e aos idosos, tradicionalmente os mais necessitados.

A Loja Social de Esposende que no próximo dia 11 de dezembro celebra mais um aniversário tem desempenhado um papel de extrema importância na ajuda às famílias Esposendenses e tem contado com o apoio dos parceiros da Rede Social, de empresas e de pessoas.

Já aqui dediquei uma crónica a esta temática da solidariedade, à qual dei o título de «ESPOSENDE, UM CONCELHO SOLIDÁRIO». Que assim continue a ser.

Um referência para a nossa fadista “FILIPA MENINA” que tão bem representou o nosso concelho na grande final do concurso «BragaFado’2014» realizado em Braga e no qual obteve um honroso segundo lugar. Parabéns e continue a cantar e a encantar, com essa excelente voz!

HOJE PELA RENATA, AMANHÃ PODE SER POR UM DE NÓS

Um apelo para que participem na Colheita de Sangue e Registo de Dadores de Medula Óssea, a realizar no próximo dia 9 de dezembro, das 16h às 19h30, na Delegação de Marinhas da Cruz Vermelha Portuguesa. A Renata merece. Sejamos solidários!

MF

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

PRESÉPIO ECOLÓGICO DO CENTRO SOCIAL DE CURVOS


PRESÉPIO ECOLÓGICO DO CENTRO SOCIAL DE CURVOS

JUNTO AO SALÃO PAROQUIAL





Presépio Ecológico de Rua do Centro Social de Curvos.
Adro da Igreja de Curvos.

MF

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

DESPORTISTAS E COLETIVIDADES DE ESPOSENDE DINTINGUÍDOS PELO MUNICÍPIO

FOTO RETIRADA DO FACEBOOK DO MUNICÍPIO DE ESPOSENDE

As minhas felicitações para todos os agraciados nesta V Edição da Gala do Desporto do concelho de Esposende; Atletas, dirigentes, clubes, coletividades e associações.


"Na 5.ª Gala de Mérito Desportivo, que decorreu no domingo, no Auditório Municipal de Esposende, a Câmara Municipal de Esposende distinguiu 60 atletas, 20 técnicos e 14 equipas, que, ao longo da época desportiva 2013/2014, se destacaram em diferentes modalidades, reconhecendo ainda o mérito e a excelência do projeto Desporto Escolar na modalidade de Badminton da Escola Básica António Correia de Oliveira e o projeto de inclusão do Agrupamento de Escolas das Marinhas. O Prémio Carreira foi entregue a Paulo Martins, técnico principal da equipa de seniores femininos do Centro Social da Juventude de Mar, pela sua dedicação ao Andebol e Desporto concelhio ao longo de muitos anos. 
Na cerimónia, que lotou completamente a sala, foram assinados os Contratos-Programa de Desenvolvimento Desportivo entre o Município e a Federação Portuguesa de Canoagem, Associação de Futebol de Braga, Associação de Basquetebol de Braga, Associação de Patinagem do Minho e Associação de Andebol de Braga. Dada a impossibilidade dos seus dirigentes estarem presentes nesta cerimónia, serão, posteriormente, assinados os protocolos com a Federação Portuguesa de Surf, a Federação Nacional de Karaté de Portugal e a Federação Portuguesa de Taekwondo. 
Através destes Contratos-Programa, a Autarquia suportará, na época 2014/2015, o pagamento das taxas de filiação, inscrição, cartões e seguros dos atletas dos escalões de formação nas associações ou federações das respetivas modalidades. Este modelo de apoio às associações e clubes desportivos do concelho tem contribuído para incentivar a prática desportiva junto dos mais novos, promovendo as diversas modalidades com prática federada. Assim, na modalidade de Andebol é abrangido o Centro Social da Juventude de Mar; no Basquetebol a Associação Desportiva de Esposende – Secção de Basquetebol e no Futebol são apoiadas a Associação Desportiva de Esposende, o Centro Social Juventude de Belinho, o Clube de Futebol de Fão, o Desportivo Recreativo Estrelas de Faro, o Forjães Sport Clube, o Futebol Clube de Marinhas, o Gandra Futebol Clube, a Associação Juvenil “Fintas” e a União Desportiva de Vila Chã. Na modalidade de Hóquei em Patins e Patinagem, o Município apoia o Hóquei Clube de Fão, na Canoagem a Associação Rio Neiva, o Clube Náutico de Fão e o Grupo Cultural, Desportivo e Recreativo de Gemeses, sendo que no Karaté é contemplada a Associação de Karaté de Apúlia, no Taekwondo é apoiado o Taekwondo Clube de Esposende, e no Surf é abrangido o CICS – Esposende Surf Team. 
O Presidente da Associação de Andebol de Braga, Manuel Moreira, saudou a Autarquia pelo fomento da modalidade no concelho, nomeadamente através do apoio ao Centro Social da Juventude de Mar, clube que “engrandece o concelho de Esposende, terra que muito tem feito em prol do desporto e do andebol feminino, em particular”, assinalou. 
O Vice-Presidente da Associação de Basquetebol de Braga, Carlos Azevedo, fez votos para que a cooperação iniciada na presente época desportiva seja profícua e contribua para fomentar a modalidade no concelho, através dos estabelecimentos de ensino e clube local. 
O Presidente da Associação de Futebol de Braga, Manuel Machado, expressou palavras de apoio e reconhecimento à Câmara Municipal pelo apoio “determinante” que tem vindo a prestar às associações e clubes do concelho, contribuindo para fomentar e promover a atividade física. Realçou ainda o facto de o concelho ter recebido, nos dois últimos anos, etapas do Campeonato Nacional de Futebol de Praia. 
Em representação da Associação de Patinagem do Minho, o Presidente Adjunto Nuno Azevedo expressou uma palavra de apreço à Câmara Municipal pela política desportiva que tem vindo a desenvolver, destacando que, para além da promoção do desporto, está a contribuir também para a formação cívica dos atletas, incutindo valores como a solidariedade e a tolerância. 
Do mesmo modo, o Presidente da Federação Portuguesa de Canoagem, Vítor Félix, saudou a Autarquia pelo “papel ativo” no plano da promoção do desporto, seja no apoio aos clubes do concelho, seja pela parceria com o organismo que dirige, por via da qual, Esposende acolheu importantes eventos de canoagem de mar, notou. 
“Um momento de festa, de homenagem e de confraternização da comunidade desportiva do concelho”, foi como o Presidente da Câmara Municipal classificou a Gala de Mérito Desportivo, deixando agradecimentos a todos quantos contribuíram para a realização do evento. 
Benjamim Pereira assinalou que a política desportiva do Município assenta em três pilares, um dos quais é o apoio às instituições, seja por via destes contratos-programa, seja através dos serviços do Centro Municipal de Medicina Desportiva ou mesmo na ajuda à aquisição de viaturas. O investimento em infraestruturas desportivas, traduzido na construção e na requalificação de equipamentos, é outro dos vetores, referiu o Autarca, dando nota das mais recentes intervenções efectuadas, que totalizaram um investimento de 1,4 milhões de euros, totalmente suportado pela Câmara Municipal. Outra das apostas do Município passa pela realização dos mais variados eventos desportivos, seja de âmbito local e regional, como de dimensão nacional e até internacional, procurando, a par da promoção do desporto, catapultar o Município em termos turísticos. Benjamim Pereira salientou, contudo, que todo este trabalho é fruto de uma gestão financeira rigorosa, assente na definição de prioridades. 
Nesta gala que premiou o mérito desportivo, o Presidente da Câmara Municipal fez questão de destacar o trabalho, a dedicação e o empenho dos dirigentes desportivos, considerando que o sucesso dos atletas e das equipas também é obra deles. Assinalando a diversidade da prática desportiva existente no concelho, felicitou todos os distinguidos, notando o tão elevado número de campeões num concelho da dimensão de Esposende. “Vocês são, claramente, a imagem de Esposende”, afirmou Benjamim Pereira, acrescentando que “é um enorme orgulho ter gente com a vossa fibra neste Município”. A terminar, deixou ficar o apelo a todos os atletas, treinadores e dirigentes para que continuem a trabalhar com a mesma determinação, para alcançarem novas conquistas. 
A Gala de Mérito Desportivo foi abrilhantada por momentos de dança, pautados por muito ritmo, cor e alegria, protagonizados pelas Academias de Bailado de Esposende, PraxiStudio e Ás do Saber, e contou com o apoio da Escola Profissional de Esposende e da empresa municipal Esposende 2000." Notícia da CME


Bem-hajam por tudo que fazem pela formação, pelo desporto e pela nossa juventude.

MF


domingo, 30 de novembro de 2014

LIKE US NO "THE VOICE KIDS"



LIKE US no The Voice Kids.

TOP, João Barbosa. Tudo fantástico, tal como no concerto de Guimarães e em todos os outros: Postura, qualidade, simplicidade e intensidade! Tendes tudo para atingir o sucesso que almejais. Força!

MF


sexta-feira, 28 de novembro de 2014

HOJE PELA RENATA, AMANHÃ PODE SER POR UM DE NÓS



HOJE PELA RENATA, AMANHÃ PODE SER POR UM DE NÓS


Um apelo para que participem na Colheita de Sangue e Registo de Dadores de Medula Óssea, a realizar no próximo dia 9 de dezembro, das 16h às 19h30, na Delegação de Marinhas da Cruz Vermelha Portuguesa. A Renata merece. Sejamos solidários com esta menina de Vila-Chã, Esposende!

MF


quarta-feira, 26 de novembro de 2014

«AJUDE-NOS A ENCHER ESTE NATAL DE SONHOS» APPACDM



Ajudar não custa nada! Basta querer.

APPACDM com uma bonita campanha na rua "Ajude-nos a encher este Natal de sonhos!"

Já está. Partilho a bonita imagem que ainda oferecem.


MF


segunda-feira, 24 de novembro de 2014

CRÓNICA DE OPINIÃO AO SÁBADO NO SEMANÁRIO «NOTÍCIAS DE ESPOSENDE»





PUBLICAR É PERPETUAR MEMÓRIA E ENRIQUECER PATRIMÓNIO

«PERTO DO FIM»
A divulgação do património da Freguesia de Curvos, nomeadamente o cultural, sempre foi uma das minhas preocupações e uma das prioridades da Junta de Freguesia de Curvos a que tive o prazer e a honra de presidir.

Sempre vi na publicação de livros, como este, sobre uma determinada comunidade uma forma de divulgar para dar a conhecer, divulgar para enriquecer e divulgar para ensinar.

Esta segunda publicação da Junta de Freguesia de Curvos, da autoria da investigadora e escritora Curvense, Inês Martins de Faria, visou dar a conhecer os usos e costumes de muitas famílias de Curvos, de um período concreto, compreendido entre 1720 e 1936. Trata-se de um livro de leitura extremamente fácil e muito agradável, com base na pesquisa e estudo, sobretudo de testamentos, mas também de registos paroquiais – nascimentos, casamentos e óbitos – de passaportes e de documentos particulares.

É um livro com base científica, com um excelente “casamento” entre a história verídica e um suave toque de romance, composto por onze capítulos, com uma ou duas histórias no final de cada um deles. A historiadora consegue motivar-nos e cativar-nos, quer pela investigação, quer pelo romance, e falando-nos de lugares bem concretos, famílias bem conhecidas e de acontecimentos e histórias curiosas, que nos tocam e nos marcam.

É interessante ler histórias de casas e famílias nossas conhecidas como, a Casa do Casal, a Casa do Souto, a Casa do Rio, a Casa dos Adrianos, a Casa da Quinta da Rateira e muitas outras. Das magníficas histórias que este livro nos conta, aproveito para salientar uma das mais curiosas, intitulada ‘’Solteira e virgem a crédito’’, que se terá passado na segunda metade do séc. XVIII, em Vilar, em que ficou combinado, entre pais e filha, que esta ficasse solteira e virgem, a troco de setenta e quatro mil reis... Era natural, numa família, que os filhos acabassem por sair e os pais preparavam a velhice deles, garantindo, assim, a companhia daquela filha no fim da vida… É isto! São histórias interessantíssimas como esta, que nos fizeram, a mim e a muitas outras pessoas, ler e, um dia, reler este livro, para assim recordarmos um pouco da história e do passado das gentes de Curvos e porque não de famílias de Curvos que se encontram ramificadas por todo o concelho e até por outras paragens como é natural.

Depois do primeiro livro da Dr.ª Inês Faria, sobre Curvos – “A Igreja a Terra e os Homens – As visitas pastorais e outros achados em Curvos, Arcebispado de Braga” – editado em 2003 por esta Junta de Freguesia, foi com todo o prazer que para mim constitui a publicação de “Perto do Fim. História e romance com base em testamentos, 1720-1936”. Do terceiro e quarto livros já aqui falei. Gente da Minha Terra e Curvos Encantos e Letras Soltas. Prosa e Poesia. Em breve trarei cá o primeiro intitulado “A Igreja A Terra e os Homens – As Visitas Pastorais e Outros Achados em Curvos, Arcebispado de Braga” editado no ano de 2003.

As nossas raízes remetem-nos à terra, ao seu presente e ao seu passado, tentando infiltrar mais e mais no solo fecundo e dele extrair um pouco do que desse. Uma terra, um povo! São riquezas infindáveis, por mais que raízes busquem e se alimentem delas. Na ânsia e saber do povo, transformámos as famílias em quadros de carão, onde se podem saber todos os atos vitais praticados na paróquia pelos indivíduos que a compõem: o casamento, o nascimento e a morte.
Aprofundámos enquanto a terra deu! E isto foi até cerca de 1600, ou seja, dali em diante. Primeiro em Braga, no arquivo distrital, depois em Esposende, no arquivo do registo civil e, por fim, em curvos, no arquivo paroquial. Mas ainda havia muitos caixotes de livros com pó e teias de aranha à volta, lembrando a neblina em que se esconde o Desejado, rei D. Sebastião, cujo levantamento, na altura própria, teria feito um reino feliz. E foi à procura dessa felicidade que soprámos a poeira e vasculhámos o interior.

Procuramos neles mais histórias e muito além delas. Entre vários documentos do passado, dois livros de registo de testamentos vieram enriquecer os cartões quadrados e também a base de dados paroquial com os testamentos, que já começáramos no arquivo da Câmara Municipal de Esposende. Neles, eram as estratégias de sucessão e herança que mais nos enriqueciam; também os bens móveis, os animais e as roupas, de entre muitas outras surpresas…

Surge assim esta história da gente entre a vida e a morte, dos seus bens, das suas estratégias familiares de modo a garantir o cuidado do corpo e da alma dos que se preparavam para a última viagem. Foi com base nos testamentos, sobretudo, que a construímos. O facto de termos acesso aos restantes acontecimentos da vida de cada um, permitiu-nos ver para além dos testamentos e enriquecer os capítulos. Apresentamos também algumas histórias que, embora romanceadas, teimam sempre na veracidade dos factos que fizeram a História.

Publicar sobre Curvos dignifica as suas gentes e simultaneamente contribui para a História de Portugal, pela comparação que se torna possível com outras localidades e outros povos. É assim, com publicações como esta, que enriquecemos o nosso património: investigando, estudando e publicando! Quanto melhor conhecermos o passado de Curvos melhor preparados estaremos para construir e desenvolver a nossa terra: CURVOS!

Por tudo isto, que reafirmo aqui um apelo a todos aqueles que queiram conhecer melhor a Freguesia de Curvos, que o melhor que há a fazer é começar por conhecer o seu passado. Aqui está uma excelente oportunidade para o começar a fazer: "Perto do Fim" um livro de História e Romance com base no estudo de testamentos do período de 1720 a 1936.

A riqueza de uma terra não se faz só de investimentos em obras, mas faz-se muito da riqueza das suas gentes, da sua história e do seu património”. Este livro ajuda a perpetuar o passado de Curvos, a sua riqueza, o seu património e a tradição das suas gentes”.

Tive o prazer de na altura da apresentação do livro, no ano de 2003 lançar uma campanha de solidariedade, doando 1 euro por cada livro vendido, a favor de uma jovem Curvense há data a necessitar de uma intervenção cirúrgica. A ajuda foi preciosa a intervenção realizou-se e a jovem realizou assim aquilo que na altura era um sonho e foi tornado realizado.

Associar a solidariedade à cultura foi de uma enorme felicidade, pois só no dia da apresentação conseguimos vender mais de uma centena de livros. A cerimónia foi lindíssima, presidida pelo Presidente da Câmara Municipal de Esposende, João Cepa e contou com o Salão Nobre a abarrotar.

AI PORTUGAL, PORTUGAL! UM PAÍS LIGADO À MÁQUINA.

Ligados à máquina» podia ser o título de um qualquer livro a retratar a atualidade portuguesa. Um país ligado à máquina… financeira da troika e dos mercados; Um governo ligado à máquina… partidária e a interesses de classes; Um povo ligado à máquina... do Estado, à pobreza e à austeridade; Ligados à máquina parece estarmos todos nós. Uns a isto, outros aquilo, a verdade é que a independência parece um bem cada vez mais escasso. Ligados ao banco, ao computador, ao telemóvel, à máquina fiscal, à austeridade, às preocupações e às dificuldades, todos estamos de alguma forma ligados.

Desta semana tivemos a aprovação VERGONHOSA no Parlamento, da reposição das subvenções aos ex. titulares de cargos públicos, mais parecendo uma provocação a todos aqueles que passam dificuldades e a toda uma nação. Continuem assim, com total falta de vergonha e depois não se queixem. Numa altura destas, com o país sem dinheiro para o essencial, basta ver o que se passa na Saúde e, os nossos parlamentares a pensar em mordomias em proveito próprio, para uma classe já por si bastante beneficiada. Até dói! Ignorar os milhares de desempregados sem qualquer subsídio, as famílias em dificuldades e um povo farto da austeridade é de todo lamentável.

Mário Fernandes
22-11-2014

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

SUBVENÇÕES ADIADAS


Quando o "povo" quer mesmo, mostra-o e a sua vontade vence. Os Sr. Deputados foram… obrigados a recuar, neste caso das vergonhosas subvenções. Fica a esperança para o futuro e a certeza de que se tem acontecido o mesmo em muitos outros casos, o país hoje estaria bem diferente, para muito, mas muito melhor!


MF




quinta-feira, 20 de novembro de 2014

UM PAÍS LIGADO À... MÁQUINA

AI PORTUGAL, PORTUGAL! UM PAÍS LIGADO À MÁQUINA.
Ligados à máquina» podia ser o título de um qualquer livro a retratar a atualidade portuguesa. Um país ligado à máquina… financeira da troika e dos mercados; Um governo ligado à máquina… partidária e a interesses de classes; Um povo ligado à máquina... do Estado, à pobreza e à austeridade; Ligados à máquina parece estarmos todos nós. Uns a isto, outros aquilo, a verdade é que a independência parece um bem cada vez mais escasso. Ligados ao banco, ao computador, ao telemóvel, à máquina fiscal, à austeridade, às preocupações e às dificuldades, todos estamos de alguma forma ligados.
Desta semana tivemos a aprovação VERGONHOSA no Parlamento, da reposição das subvenções aos ex. titulares de cargos públicos, mais parecendo uma provocação a todos aqueles que passam dificuldades e a toda uma nação. Continuem assim, com total falta de vergonha e depois não se queixem. Numa altura destas, com o país sem dinheiro para o essencial, basta ver o que se passa na Saúde e, os nossos paramentares a pensar em mordomias em proveito próprio, para uma classe já por si bastante beneficiada. Até dói! Ignorar os milhares de desempregados sem qualquer subsídio, as famílias em dificuldades e um povo farto da austeridade é de todo lamentável.
MF

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

ANORMAL... NORMALIDADE!



Se o Sr. PR considera que todas as INSTITUIÇÕES estão a FUNCIONAR com toda a NORMALIDADE, por mim tudo bem!

MF


terça-feira, 18 de novembro de 2014

CRÓNICA DE OPINIÃO SEMANAL NO «NOTÍCIAS DE ESPOSENDE»



ORÇAMENTO DE ESTADO PARA 2015 E 2016

«FISCALIDADE VERDE VAI DAR UM RUDE GOLPE NA ECONOMIA»

Numa análise ao Orçamento de Estado para o ano de 2015 há um conjunto de opções que saltam logo à vista. E claro está que não podemos alhear-nos das declarações de vários dos responsáveis políticos pela elaboração deste documentos onde se encontram as políticas do governo para Portugal, para o próximo ano e até anos seguintes. Não gostei de ver alguns responsáveis políticos vangloriarem-se pelo facto de segundo afirmaram este OE contemplar um aumento 2,60€ por MÊS nas pensões mais baixas. Fico preocupado com muitas das medidas aqui vertidas, como a forma como deixam de ser considerados para abatimento os juros de crédito para habitação. Quanto a promessas há muitas, mas a maior parte parecem-me ficar para… 2016, ano em que alias este governo pode já não estar no ativo. Mas uma das minhas maiores desilusões tem mesmo a ver com o desinvestimento na Educação e até na Saúde. Claro que também tem aspetos positivos e opções certas, mas em muitos casos prejudicadas por medidas contraditórios, ou seja, aquilo que vulgarmente costumamos dizer «dar com uma mão, para logo a seguir tirar com a outra.

Esta semana ainda tivemos oportunidade de ouvir a Sr.ª Ministra das Finanças afirmar que “Com o Orçamento de Estado para 2015 quem acaba por sair sacrificado é a classe média”, declarando ainda que o governo tem como principal preocupação proteger quem tem menos, mas que “não há muitos ricos em Portugal. A classe média acaba por ser a grande sacrificada, porque se procura sempre proteger quem tem menos recursos e porque, infelizmente, ricos temos poucos. Se tivéssemos mais, facilitaria, mas em Portugal, de facto, não há muitos”.

Tenho que discordar da Sr.ª Ministra, pois como sabemos ricos existem e muitos, bem como grandes empresas, o que lamentavelmente acontece é que estes e estas não pagam cá os seus impostos, por terem transferido as sedes das suas empresas e organizações para países onde os impostos são bem menores e em muitos casos até irrisórios, como ainda esta semana ficamos a saber pelo «LuxemburgoLeaks», ou seja o acordo do Luxemburgo com grandes empresas, onde se incluem portuguesas, para que paguem impostos insignificantes, deixando de os liquidar nos seus próprios países, o que me parece de todo intolerável e imoral se é que em negócios pode existir alguma moralidade.

Voltando ao OE, estamos a falar de um documento, quer dizer um conjunto de documentos bem extenso, com milhares de páginas [OE, 300 pág., Relatório OE, 278 pág., mais 22 anexos], com muitos mapas, quadros e gráficos, todos muito bonitos mas que a realidade dos números em muitos casos os torna cinzentos.

A carga fiscal continua a aumentar, tornando os produtos de consumo ainda mais caros. Não é por acaso que ainda esta semana o JN noticiava que há mais de 150 mil famílias que deixarem de conseguir pagar a prestação da casa.

O estado social tem vindo sempre a diminuir, com a afetação de verbas sempre a decrescer, afetando as pessoas e as famílias mais vulneráveis e mais necessitadas. São disso exemplo a diminuição de recursos para as pensões e as reformas [à exceção das de sobrevivência que referi no inicio desta crónica, que são contempladas com o tal aumento de 2,60€ por mês], o subsídio por doença, o subsídio de desemprego, o abono de família, o rendimento social de inserção e o próprio complemento de idosos.

É que além de baixarem os valores contemplados, não podemos ignorar que as sucessivas alterações das regras, cada vez mais restritas, tem vindo a deixar de fora um número cada vez maior de pessoas e de famílias.

Há ainda uma medida de grande alcance, a «Reforma da Fiscalidade Verde» que considero totalmente inoportuna, porque apesar no anunciado daquilo que se trata mesmo é de mais um imposto que vai dar um rude golpe na economia e na carteira das pessoas, pois vai levar a uma brutal aumento no preço dos combustíveis. Atenção que eu também sou, desde sempre um grande defensor da natureza, dos recursos naturais e do ambiente, mas considero haver muitas outras formas de preservar o planeta sem esta necessidade de taxar ainda mais os ditos sacos de plástico e os combustíveis. Mais uma situação, que a par de várias outras, tal como o IVA, colocam os empresários portugueses em grande desvantagem concorrencial com os nossos vizinhos Espanhóis.

Neste documento fala-se muito em consolidação orçamental e quanto a isso também estou de acordo, discordo é do método para lá chegar. Ter contas certas deve ser o objetivo de qualquer Estado ou Organismo público e isso é algo que também sempre tive presente nos 12 orçamentos que elaborei quando presidi a uma Junta de Freguesia. Por isso que sei em da dificuldade de elaborar orçamentos, sendo obrigados a definir criteriosamente as nossas apostas e prioridades a cada momento.

É aqui que eu acho que este orçamento falha. Apesar de toda a austeridade temos notícias de que a divida publica continua a aumentar o que demonstra só por si, que os sacrifícios feitos pelas pessoas não estão a ter o impacto esperado e prometido pelo governo.

Isto tem acontecido porque apesar ao significativo aumento da receita não tem correspondido um aumento da despesa pública e isso nem sequer acontece devido ao investimento público em grandes ou pequenas obras. A despesa do Estado têm-se mantido e em alguns setores até tem havido um aumento de despesas essencialmente devido a duas ordens de fatores.

1) Devido a anteriores governações, que hipotecaram o futuro deste governo, desta geração e até de gerações futuras, com encargos quase vitalícios, como são disso exemplo as tais parceiras público-privadas, em áreas tão diversas desde a saúde à educação, passando pelas rodovias e muitos outros setores.

2) Porque este governo ainda não conseguiu levar à prática a tão falada reforma do estado, que deverá contemplar fundações, institutos, direções, ministérios e muitos outros serviços do estado muitos eles desnecessários ou em sobreposição. Eliminação de contratos (milionários) de assessorias, de estudos, de projetos e de pareceres, redução de frota automóvel do Estado, etc., etc., etc.!

Para além do que acabo de salientar quero ainda deixar aqui um pequeno resumo daquilo que me parecem as principais medidas deste Orçamento de Estado:

Taxa adicional sobre IUC para veículos a gasóleo mantém-se - o valor adicional varia em função da cilindrada e do ano de matrícula; Aumenta em 2,9% imposto sobre cerveja e bebidas espirituosas; Tabaco de mascar e cigarros eletrónicos passam a ser taxados; O RSI e o Complemento para Idosos com cortes de 2,8% e 6,7%, respetivamente; Os Municípios vão receber mais 131 milhões de euros; as Regiões autónomas recebem cerca de 423 milhões de euros; A despesa com ensino básico e secundário cai 700 ME; A despesa com prestações de desemprego perde mais de 243 milhões de euros; Sobe a contribuição sobre GPL, gasóleo e gasolina - encaixe de mais 160 ME; Aumento de imposto extraordinário sobre banca; Os encargos do Estado com Parcerias Público-Privadas descem para 1382 ME; A sobretaxa só será devolvida se receitas de IRS e IVA forem melhores que o esperado; Os salários e progressões continuam congelados na Função Pública; A economia deverá crescer 1,5% e desemprego descer para 13,4%; Baixa no IRC de 23% para 21%; O subsídio de Natal dos funcionários públicos e pensionistas pago em duodécimos; Os trabalhadores do setor privado podem optar por receber 50% dos subsídios em duodécimos; Mantém-se a Contribuição Extraordinária de Solidariedade a partir de 4.611,42 euros; as receitas com IRS voltam a aumentar no próximo ano. Estas são no meu entender as medidas que mais vão atingir o ESTADO SOCIAL, a SAÚDE e a EDUCAÇÃO e que mechem com a vida de milhões de Portuguesas e Portugueses.

Portugal tem que se concentrar no presente para se poder virar para o futuro, investindo na produção nacional, retomando atividades onde outrora fomos referência, aproveitar as nossas potencialidades e recursos naturais, valorizar as nossas competências e recursos humanos, retomar a confiança nos portugueses.

Aquilo que eu mais desejo é que se verifiquem as perspetivas mais otimistas do Governo, as minhas próprias expectativas de melhoria, principalmente o crescimento económico e a baixa do desemprego, para que a desejada redução de impostos e a restituição de salários e rendimentos possam acontecer tão breve quanto possível para que as pessoas passem a viver melhor.

Sobre o Orçamento Municipal conto escrever numa futura crónica, depois de o analisar e esmiuçar. Daquilo que já foi sendo tornado público parece tratar-se um orçamento de continuidade, mas sem deixar de contemplar algumas novas apostas e opções e que promete respostas à atual realidade vivenciada no Município e no próprio país.

Mário Fernandes
15.11.2014